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Mais de 90 terrenos a partir de 50 m² serão licitados em 7 de novembro

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A licitação trará 23 lotes no Residencial das Sucupiras, com valor a partir de R$ 317 mil | Foto: Daniel Santos/Terracap

Entre as regiões administrativas contempladas estão Jardim Botânico, Riacho Fundo II, Samambaia e Ceilândia

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Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader

Mesmo com o fim do ano se aproximando, ainda há tempo para realizar o sonho da casa própria ou investir em um novo negócio em 2025. No próximo dia 7 de novembro, a Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal (Terracap) realiza a licitação pública de imóveis, com 95 terrenos disponíveis em diversas regiões do DF, entre elas Jardim Botânico, Riacho Fundo II, Samambaia e Ceilândia.

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O Edital nº 18/2025 oferece oportunidades tanto para quem busca o primeiro imóvel quanto para investidores interessados em áreas comerciais, industriais e mistas. O arquivo está disponível para download no site da agência.

Os interessados podem participar on-line ou presencialmente, no auditório do edifício-sede da Terracap, das 9h às 10h. A caução deve ser depositada até 6 de novembro, em qualquer agência do BRB. O evento será transmitido ao vivo pelo canal da Terracap no YouTube.

Os imóveis licitados terão condições facilitadas de pagamento, com juros de 0,2% e 0,25% | Foto: Divulgação

As condições facilitadas de pagamento — juros reduzidos de 0,2% ao mês para imóveis residenciais unifamiliares e 0,25% ao mês para os demais usos — tornam as licitações da Terracap uma excelente oportunidade de investimento e de conquista pessoal neste fim de ano.

Residencial das Sucupiras

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Entre os imóveis ofertados, o Residencial das Sucupiras, no Jardim Botânico, reúne 23 lotes residenciais com metragens entre 420 m² e 656 m² e valores a partir de R$ 317 mil, com entrada mínima de R$ 15,8 mil e financiamento em até 240 meses.

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O edital ainda traz opções em Samambaia, Ceilândia e Riacho Fundo II, atendendo a diferentes perfis de compradores e investidores.

Com ampla variedade de usos — residencial, comercial e misto —, Samambaia concentra diversas opções de investimento. As metragens variam de 256 m² a 1.980 m², com valores entre R$ 268 mil e R$ 1,36 milhão e entradas a partir de R$ 13,4 mil.

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A maior cidade do Distrito Federal, Ceilândia, tem três terrenos comerciais localizados na QNN 11. As áreas possuem metragens entre 1.200 m² e 1.600 m², com valores iniciais de R$ 2,51 milhões a R$ 3,18 milhões e entradas a partir de R$ 125 mil. Os imóveis possuem destinação para diferentes tipos de uso, oferecendo amplo potencial para empreendimentos voltados ao comércio, serviços e atividades compatíveis com a destinação da área.

Com vocação para o uso misto e industrial, o Riacho Fundo II apresenta seis terrenos disponíveis, com valores entre R$ 78,5 mil e R$ 2,7 milhões, entradas a partir de R$ 3,9 mil e metragens de 50 m² a 3.169 m².

Alguns cuidados são necessários para participar da licitação. Veja o passo a passo: 
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  • Leia atentamente o edital disponível no site da Terracap;
  • Escolha o imóvel;
  • Preencha a proposta de compra disponível no site da Terracap;
  • Recolha a caução, correspondente a 5% do valor do lote, que funciona como exigência para habilitação na licitação. O valor deve ser recolhido em uma agência do BRB, mediante depósito identificado, transferência eletrônica (TED) ou pagamento de boleto expedido no site da Terracap, necessariamente em nome do próprio licitante ou pelo seu legítimo procurador até o dia 6 de novembro. A não apresentação da procuração implica em desclassificação automática do licitante. A licitação ocorrerá no dia subsequente, 7/11;
  • Entregue a proposta. Há duas opções de fazer isso: dirigir-se à Terracap e depositar o documento devidamente preenchido, assim como o comprovante pagamento de caução, na urna da Comissão de Licitação, no dia 7 de novembro, entre 9h e 10h, ou optar pela proposta on-line. Neste caso, a proposta e o comprovante de caução também devem ser enviados eletronicamente no mesmo dia e horário.
  • É dever do licitante atentar para todas as cláusulas do edital, em especial a que se refere à possível incidência do pagamento de taxa de Outorga Onerosa de Alteração de Uso (Onalt) ou do Direito de Construir (Odir).
  • Para os licitantes preliminarmente classificados, a documentação exigida no edital deve ser entregue por meio da plataforma online, acessando-se o site www.terracap.df.gov.br, no menu Serviços, opção Requerimento Online; por meio do endereço eletrônico da Comissão de Licitação: copli@terracap.df.gov.br; assim como no atendimento da Terracap, das 7h às 19h.
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*Com informações da Terracap

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Policiais

Com alta da violência política no Brasil, mulheres são maiores vítimas

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Levantamento foi realizado por organizações de direitos humanos
Luiz Cláudio Ferreira – Repórter da Agência Brasil

As ameaças de morte e de violência sexual denunciadas, nesta quinta (8), pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) ilustram o cenário de violência política pelo qual passa o Brasil durante a campanha eleitoral de 2026. 

Segundo levantamento divulgado pelas organizações de direitos humanos Terra de Direitos e Justiça Global, houve 134 casos de violência política durante a campanha até o primeiro turno das eleições, no último domingo (4), o que representou um caso a cada nove horas.  Ao todo, 70 tiveram mulheres como vítimas (52,2%).  

Dos 102 episódios dirigidos apenas a pessoas candidatas, 60 tiveram mulheres como vítimas (58,8%). Embora representem cerca de um terço das candidaturas, as mulheres foram alvos em mais da metade dos episódios de violência. 

Segundo a coordenadora de Incidência Política da Terra de Direitos, Gisele Barbieri, a violência política de gênero desqualifica e intimida mulheres, e mostra como o cenário é muito preocupante para a democracia brasileira.

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O ambiente digital tem sido, segundo ela, um terreno de agressões sistemáticas. Segundo a especialista, a falta de regulação das redes sociais é um elemento que dificulta o enfrentamento dessas violências. Apesar disso, a maior parte dos casos (71) ocorreu nas ruas.

“É necessário uma força-tarefa do Estado para dar respostas mais rápidas contra essas violências”, avaliou a pesquisadora em entrevista à Agência Brasil.

O número de 134 casos foi mapeado durante os 50 dias das campanhas eleitorais do 1º turno, iniciadas em 16 de agosto e encerradas no último domingo (4).

Subnotificação

Gisele Barbieri explica que a pesquisa mapeia principalmente registros que chegam ao conhecimento público, o que leva a uma estimativa que o número de 134 seja menor do que o real. Principalmente porque nem todos os casos de violências são denunciados.

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Para ela, mulheres, por exemplo, podem se sentir ainda mais expostas se não há respostas ou providências das autoridades policiais. “Existe essa subnotificação. Os casos muitas vezes não chegam à opinião pública por causa do medo”.

Ela defende que existam providências e punições com agilidade para que tenham caráter pedagógico em função do impacto desse tipo de violência para a democracia.

Em crescimento

A pesquisadora mostra que o número representa um aumento dos casos em relação ao primeiro turno de 2022, quando foram registrados 121 casos. Esta 4ª edição da pesquisa levantou que a violência política foi cinco vezes mais frequente do que no período sem disputa eleitoral (que teve uma média de uma ocorrência a cada 44 horas).

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A coordenadora da Terra de Direitos considera inadmissível a naturalização de episódios violentos, que funcionam para intimidar propostas dos representantes políticos.

“Esse cenário de hostilidade, além de intimidar, gera rupturas profundas no nosso sistema democrático exigindo do Estado uma resposta firme e proporcional à gravidade da situação”, destaca Gisele Barbieri.

Dos episódios registrados no período, 54 (40,3%) atingiram pessoas que disputavam ou exerciam cargos federais. Outros 48 casos (35,8%) tiveram como alvo pessoas que disputavam ou exerciam cargos estaduais.

A ameaça foi o tipo de violência política mais recorrente (64 casos). Na sequência, aparecem 33 episódios de ofensa e 19 de agressão física. Também foram registrados 11 atentados, cinco casos de criminalização e dois assassinatos. As duas mortes foram de agentes relacionados à esfera municipal, de um vereador e um de secretário municipal.

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Misoginia

Entre os 70 episódios contra mulheres, foram apontados:

  • Machismo ou misoginia em 45 casos
  • Racismo em nove
  • Transfobia em cinco.

Entre os 32 episódios de violência física (agressões, atentados e assassinatos) as mulheres foram vítimas em 21,9% dos casos. Já entre os 97 episódios de violência simbólica, que incluem ameaças e ofensas, as mulheres foram vítimas em 61,9% (60 casos).

Os dois assassinatos e dez dos 11 atentados tiveram homens como vítimas. Já as sete ameaças de violência sexual tiveram mulheres como vítimas exclusivamente. 

Racismo

Pessoas negras representaram 44,8% (60) de todas as vítimas de violência política no primeiro turno. Entre as mulheres vítimas, 19 das 70 eram mulheres pretas, mais de uma em cada quatro. 

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“Enquanto os homens são atacados por sua atuação política, mulheres, pessoas negras e pessoas trans enfrentam também o racismo, o machismo e a transfobia que estruturam a sociedade brasileira”, disse a coordenadora da Justiça Global, Glaucia Marinho.

Outros dados da pesquisa referem-se aos responsáveis pelas violências: em 26 episódios (19,4% do total de 134), o autor identificado era um agente público. Pelo menos 14 eram parlamentares ou governantes e sete eram agentes de segurança.

Ainda segundo o levantamento, nenhum dos 134 episódios registrados teve punição até o encerramento da coleta de dados. Durante a campanha, em pelo menos oito casos houve medidas de urgência, como remoção de vídeos, suspensão de perfis e concessão de medidas protetivas.

Para a equipe pesquisadora, essas medidas chegam a interromper a violência, mas não representam a responsabilização dos autores.

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As unidades federativas com maior número de ocorrência de casos são os estados de São Paulo (16), Rio Grande do Norte (13), Minas Gerais (12) e Rio Grande do Sul (10).

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