Diversos atendimentos públicos podem ser acessados em um mesmo local. O serviço está disponível em oito unidades no DF: Brazlândia, Ceilândia, Gama, Riacho Fundo, Rodoviária, Samambaia, Sobradinho e Taguatinga. A rede abrange procedimentos bancários — depósitos, pagamentos de contas, saques, consultas de saldo e recarga do Cartão Mobilidade —, além de serviços de trânsito, água, energia, documentação, previdência, defesa do consumidor, tributos, habitação e demandas judiciais.
Curiosidades
Postos de atendimento reúnem serviços de diferentes órgãos em oito unidades no DF
Público pode resolver questões de trânsito, previdência, defesa do consumidor, tributos, habitação e Justiça
Por
Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Chico Neto
A oferta de serviços varia conforme o local, e algumas demandas exigem agendamento prévio. O funcionamento geral das unidades é de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 19h, e, em algumas localidades aos sábados, das 7h30 às 13h. Os horários podem mudar de acordo com o órgão prestador. Para atendimento com distribuição de senhas, a emissão é encerrada 30 minutos antes do fechamento do posto, podendo haver suspensão antecipada a depender da demanda.
Atendimento ao empreendedor
No terceiro andar do Venâncio Shopping, uma unidade oferece, ainda, serviços voltados para abertura, regularização, licenciamento e funcionamento de empresas. Nesse local, o atendimento é prestado de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, com emissão de senhas até as 17h30. O telefone de contato é (61) 2244-1341. A maioria dos serviços não exige agendamento, com exceção de demandas com regramento próprio, como a emissão de passaporte.
Entre as opções disponíveis para empresas estão orientações, solicitação de certidões empresariais, bloqueio de CPF contra uso indevido em atos constitutivos e licenciamento sanitário, incluindo certificados para food trucks e transporte de produtos.
Agendamento e canais digitais
O portal do serviço dispõe de área de autoatendimento com links para serviços públicos digitais, agendamento online e orientações sobre a documentação necessária. Dúvidas também podem ser solucionadas pela Central de Atendimento ao Cidadão, no telefone 156. O atendimento humano funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h.
A lista de atendimentos presenciais disponíveis em cada endereço pode ser consultada no portal Na Hora.
Curiosidades
Estudantes de escolas públicas querem ensino e aprendizagem melhores
Melhorias relacionadas ao ensino e à aprendizagem são a principal expectativa de pelo menos um quarto dos estudantes brasileiros do ensino médio em relação aos governos que se iniciam em 2027. A qualidade do ensino, para esse grupo, está diretamente relacionada à atuação do professor.
O levantamento ouviu 5.296 alunos do ensino médio e do ensino fundamental 2 (6° ao 9° ano), nas cinco regiões do país. Segundo eles, tais mudanças devem contemplar:
- aulas diferentes;
- dinâmicas em salas de aula;
- capacitação de professores;
- menos falta dos professores.
A pesquisa O que os estudantes pensam sobre a Educação? foi encomendada ao Instituto DataFolha pelas fundações Itaú, Lemann, Telefônica Vivo e pelos institutos Natura, Sonho Grande, Unibanco e Todos Pela Educação.
Entre os temas abordados nas perguntas, então o processo de aprendizagem, a atuação dos professores, educação profissional, uso de tecnologia, educação em tempo integral.
Desempenho dos professores
Dados do estudo indicam que a percepção dos estudantes entre 12 e 21 anos sobre a forma como os professores explicam os conteúdos está associada à avaliação que fazem da escola.
Entre os que dizem que os professores explicam bem os conteúdos, 75% avaliam a escola como boa ou ótima. Entre aqueles que afirmam que os professores não explicam bem, esse percentual cai para 48%.
O diretor de Políticas Públicas do Todos Pela Educação, Gabriel Corrêa, afirma que os estudantes colocam as oportunidades de aprendizagem no topo de suas expectativas sobre o que é uma boa escola.
“É um dado que ajuda a reforçar onde deve estar a prioridade absoluta da política pública nos próximos anos: na aprendizagem.”
Segundo ele, o momento de eleições e o início de novos mandatos trazem oportunidade de revisão de estratégias e de repactuação de compromissos.
“[Nesse contexto], o país precisa acelerar muito o ritmo de crescimento dos indicadores de qualidade educacional.”
Ainda em relação aos professores, no fundamental 2, 78% avaliam que os professores estão motivados para dar aulas, enquanto no ensino médio esse número cai para 69%.
A ausência de professores parece ser um problema mais comum também no ensino médio, onde 66% concordam totalmente ou em parte que “há disciplinas que ficam um tempo sem ter professor”. No fundamental 2, 61% afirmam o mesmo.
Ensino técnico
Mais de 90% consideram importante ter a oportunidade de fazer um curso técnico ou profissionalizante durante essa etapa da educação.
O dado contrasta com o alcance atual da Educação Profissional e Tecnológica: de acordo com o Censo Escolar 2025, cerca de 20% dos estudantes do Ensino Médio estão matriculados na educação profissional.
Tecnologia
A tecnologia é percebida como presente na rotina escolar: 70% dos estudantes afirmam que os professores usam tecnologia nas aulas pelo menos uma vez por semana.
A inteligência artificial aparece entre as ferramentas: 71% dizem usar IA com frequência ou às vezes para estudar. Ao mesmo tempo, quase um em cada três estudantes discorda de que seus professores estejam bem preparados para usar tecnologia em sala de aula.
Tempo integral
Entre os estudantes que estudam em tempo integral, 74% avaliam a escola como boa ou ótima, ante 68% dos estudantes do ensino regular. A diferença aparece nos anos finais do ensino fundamental e no ensino médio.
Entre os benefícios estão mais tempo para aprender, participação em atividades esportivas, artísticas e culturais, preparação para o futuro e mais tempo de estudo para vestibular e para o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem.
Entre os estudantes do ensino médio que afirmam que não estão no tempo integral, 20% dizem trabalhar ou exercer atividade para garantir remuneração.
Para Patricia Mota Guedes, superintendente do Itaú Social, a pesquisa revela que os estudantes têm consciência sobre o que é importante para a escola.
Quando a aprendizagem aparece como prioridade e a formação técnica, a tecnologia, o tempo integral e a possibilidade de escolha ganham relevância, há um recado claro para as políticas públicas, de acordo com a especialista.
“Ouvir os jovens é fundamental para construir respostas mais conectadas à realidade das escolas e garantir condições para que cada estudante e futuro profissional avance em sua trajetória com qualidade, equidade e perspectivas concretas para o futuro.”
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