Educação
Publicada lei que cria o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência
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Iniciativa, realizada no âmbito do Ministério da Educação e da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), destina-se ao fortalecimento e à valorização da formação inicial de professores e de professoras para a educação básica A educação brasileira passa a contar, a partir desta quarta-feira (23/9), com o Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (Pibid). A iniciativa, realizada no âmbito do Ministério da Educação e da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), destina-se ao fortalecimento e à valorização da formação inicial de professores e professoras para a educação básica. A medida foi instituída por meio da Lei nº 15.518, sancionada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin, no exercício do cargo de presidente da República, e publicada no Diário Oficial da União. A implementação do Pibid se dará por meio da oferta de bolsas de iniciação à docência a estudantes de todos os semestres de cursos de licenciaturas que desenvolvem ações de formação em escolas públicas de educação básica. Segundo a norma, as ações de formação do Pibid serão propostas por Instituições de Ensino Superior (IESs) que ofertam cursos de licenciatura, por meio de projetos institucionais centrados na formação inicial de docentes, em parceria com as redes públicas de ensino da educação básica, podendo ser celebrados convênios, acordos de cooperação ou congêneres com os Estados, o Distrito Federal e os Municípios. O texto destaca ainda que poderão ser fomentadas no âmbito do Pibid ações de formação específicas para a educação básica nas suas diferentes etapas e modalidades e para a atuação, em especial, nas seguintes modalidades: educação do campo; educação escolar indígena; educação escolar quilombola; educação especial; educação bilíngue de surdos; e educação de jovens e adultos. OBJETIVOS – A Lei nº 15.518 lista uma série de objetivos a serem alcançados pelo Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência. Entre eles, destacam-se o incentivo à formação de docentes em nível superior para a educação básica, a contribuição para a valorização do magistério e a elevação da qualidade da formação inicial de professores nos cursos de licenciatura, de modo a promover a integração entre educação superior e educação básica. O Pibid também visa inserir os licenciandos no cotidiano de escolas da rede pública de educação, proporcionando-lhes oportunidades de criação e de participação em experiências metodológicas, tecnológicas e práticas docentes de caráter inovador e interdisciplinar que busquem a superação de problemas identificados no processo de ensino-aprendizagem, além de contribuir para a articulação entre teoria e prática necessárias à formação dos docentes, de forma a elevar a qualidade das ações acadêmicas nos cursos de licenciatura. PROJETOS – Outro ponto ressaltado pela lei é que, no âmbito do Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência, a Instituição de Ensino Superior participante deverá desenvolver projeto institucional, de maneira planejada e articulada com as redes públicas de ensino, abrangidas as diferentes características e dimensões da iniciação à docência. As áreas apoiadas pelo programa são as relacionadas à educação básica nas suas diferentes etapas e modalidades, bem como à gestão educacional. BOLSAS – A lei ressalta que quantitativo de bolsas para as modalidades será definido conforme disponibilidade orçamentária e nos termos da regulamentação da Capes. O Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência terá as seguintes modalidades de bolsa: Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República CONTATOS: FOTOGRAFIA |
Educação
EDUCAÇÃO E CIDADANIA
Aula especial na Estácio Brasília reforça alfabetização como instrumento de autonomia e participação social
Atividade do Projeto de Alfabetização e Letramento mostrou como o domínio da leitura e da escrita amplia o acesso a direitos, informações e decisões conscientes
A Estácio Brasília realizou, no dia 16 de setembro, uma aula especial do Projeto de Alfabetização e Letramento de Adultos. A atividade destacou que aprender a ler e escrever representa não apenas uma conquista educacional, mas também um passo fundamental para ampliar a autonomia, fortalecer a cidadania e favorecer a participação social.
De acordo com Kezia Balena, coordenadora do Curso de Alfabetização e Letramento de Adultos e professora da Estácio Brasília, iniciativas como essa contribuem para que os estudantes desenvolvam habilidades importantes para diferentes situações da vida cotidiana.
“A alfabetização vai além de aprender a ler e escrever. Ela promove autonomia, melhora a comunicação e ajuda o estudante a compreender melhor o mundo e participar de forma mais ativa da sociedade”, afirma.
Ao proporcionar o acesso e a compreensão de diferentes tipos de informação, a alfabetização também ajuda o indivíduo a reconhecer seus direitos e deveres e a se posicionar de maneira mais consciente. Para a professora, esse processo possui uma relação direta com o exercício da cidadania.
“A alfabetização fortalece a cidadania porque permite que a pessoa compreenda seus direitos e deveres, tenha acesso às informações e consiga tomar decisões com mais autonomia e consciência”, explica Kezia.
Educação política começa pelo acesso à informação
A aula especial também abriu espaço para a reflexão sobre educação política e participação democrática. Segundo Kezia Balena, o Brasil ainda precisa avançar na formação dos cidadãos para a compreensão do funcionamento das instituições públicas e das atribuições dos representantes eleitos.
Embora o voto seja um direito amplamente exercido, parte da população ainda encontra dificuldades para identificar as responsabilidades de cada cargo político, avaliar propostas e acompanhar as decisões tomadas pelo poder público.
“Ainda precisamos avançar bastante na educação política. Muitas pessoas votam, mas nem sempre conhecem as funções dos cargos políticos ou entendem como funcionam as instituições”, observa a professora.
Kezia ressalta que educação política não significa direcionar escolhas eleitorais, mas oferecer instrumentos para que cada pessoa desenvolva uma visão crítica, tenha condições de verificar informações e decida de acordo com suas próprias convicções.
“Educação política não é ensinar em quem votar, mas oferecer conhecimento para que cada cidadão possa analisar informações, propostas e fazer suas próprias escolhas de forma consciente”, conclui.
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