Cultura
16ª Flipiri celebra raízes e memórias de Pirenópolis com homenagem à escritora goiana Maria José Silveira
Em 6 e 7 de novembro, Festa Literária de Pirenópolis ocupa o Centro Histórico com literatura, arte, encontros e atividades para diferentes gerações, no caminho para os 300 anos da cidade
Pirenópolis se prepara para viver, em 6 e 7 de novembro, a 16ª edição da Festa Literária de Pirenópolis (Flipiri). Com o tema “Raízes e Memórias – Vem 300!”, um dos eventos literários mais charmosos do país volta a ocupar o Centro Histórico da cidade com palestras, rodas de conversa, lançamentos de livros, contações de histórias, apresentações artísticas e atividades voltadas a diferentes gerações de leitores. A Flipiri é realizada pela Prefeitura de Pirenópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, com organização do Instituto Cultural Casa de Autores (ICA).
Em sintonia com a campanha de celebração do tricentenário de Pirenópolis, em 2027, a Flipiri mantém uma característica que atravessa suas 16 edições: aproximar os livros das pessoas e investir na formação de novas gerações de leitores e escritores. Nesse caminho, a inspiração ocupa lugar central: a cada edição, a Festa homenageia uma personalidade de destaque da literatura, promovendo o encontro do público com a obra do convidado especial. Em 2026, a escolhida é a escritora goiana Maria José Silveira, que participará de conferência mediada pelo jornalista e escritor Maurício Melo.
Há uma conexão especial entre a homenageada, Pirenópolis e o tema escolhido para esta edição. Em Farejador de Águas, romance publicado em 2023, Pirenópolis faz parte da geografia da narrativa, em uma história que retorna a Goiás e percorre questões ligadas ao território, à natureza, à água e à memória. Ao homenagear uma autora que também transformou a cidade e o universo goiano em matéria literária, a Flipiri reforça o convite para olhar as próprias raízes no caminho para os 300 anos de Pirenópolis.
Nascida em Jaraguá, Maria José Silveira é graduada em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), antropóloga pela Universidade Nacional Mayor de San Marcos, no Peru, e mestre em Ciências Políticas pela Universidade de São Paulo (USP). Sua trajetória transita pela literatura, pesquisa e edição. Em 1980, fundou a Editora Marco Zero, que dirigiu até 1998, e, em 2002, estreou como romancista com A mãe da mãe de sua mãe e suas filhas. A obra atravessa cerca de cinco séculos da história brasileira a partir das mulheres de uma mesma família e recebeu o Prêmio Revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA).
“Ser reconhecida na própria terra parece ser bem difícil, mas cá estou eu, muito honrada e feliz”, agradece Maria José
Literatura para diferentes gerações
A etapa cultural da Flipiri transforma cartões postais de Pirenópolis em palcos de encontro com a palavra, e complementa a Flipiri Itinerante, que aconteceu em agosto e percorreu escolas das redes públicas municipal e estadual, na área urbana, nos povoados e na zona rural. Ao longo de três dias, a iniciativa reuniu 31 escritores, alcançou cerca de cinco mil estudantes e 360 professores e promoveu a doação de aproximadamente dois mil livros para os acervos escolares.
Para o prefeito de Pirenópolis, Nivaldo Melo, a Festa integra a história da cidade e desempenha, ao longo dos anos, um papel importante de incentivo à leitura, à educação e à cultura. Ele destaca especialmente a oportunidade de aproximar os estudantes dos livros, de obras premiadas e de escritores de reconhecimento nacional e internacional. Ao longo de sua trajetória, a Flipiri recebeu nomes consagrados como Ziraldo (1932–2024), criador de O Menino Maluquinho, que deixou um importante legado para a literatura brasileira, além de muitos outros autores de destaque. “A Flipiri ajuda a despertar nas nossas crianças e jovens o gosto pela leitura, amplia o conhecimento e contribui para a formação das novas gerações”, afirma. Para o prefeito, receber e apoiar uma iniciativa que há tantos anos valoriza a literatura e a educação é motivo de orgulho para a cidade.
Nesta fase, a programação envolve crianças em seus primeiros contatos com os livros até jovens, educadores, escritores, leitores e pessoas interessadas no universo literário. Entre os espaços, o Theatro Pompeu de Pina abrigará rodas de conversa que colocam em pauta temas convergentes à literatura e à sociedade contemporânea. Os temas abordados também abrangem memória e ilustração; representatividade e inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA); criação literária; mercado editorial; Cerrado, fantasia, terror e ficção científica; além das relações históricas e culturais entre Goiás e Brasília.
No Cine Pireneus, apresentações artísticas, filmes, atividades de leitura e contação de histórias reforçam uma das marcas da Flipiri: fazer com que o contato com o livro comece cedo e esteja associado à imaginação, à descoberta e ao prazer de ler. A programação amplia esse caráter participativo com atividades que transformam literatura em experiência coletiva. A Maratona de Contação de Histórias se soma a iniciativas como o Circuito da Palavra – Desafio Literário, jogo de perguntas e respostas que une literatura e curiosidades sobre Pirenópolis, além de encontros em torno de clubes de leitura, biblioterapia e coletivos literários.
Os estudantes voltam a ter lugar de destaque com os Aulões literários a céu aberto – leitura e escrita que aprovam, que aproximam literatura e formação escolar ao mostrar como raízes e memórias podem contribuir com a preparação para o Enem e o PAS. Já a Caminhada Literária, conduzida pela escritora e idealizadora da Flipiri Iris Borges, em parceria com a Secretaria de Turismo, leva a experiência para as ruas, fazendo da própria cidade cenário para o encontro entre literatura, patrimônio e memória.
Iris, também presidente do ICA, destaca a renovação da alegria do reencontro dos autores do instituto com o público e o compromisso de valorização da história de Pirenópolis. “Há 16 anos vivemos esse momento de deleite ao encontrar os nossos leitores. É sempre maravilhoso voltar à Flipiri. Nesta edição, mergulhamos no tema ‘Raízes e Memórias – Vem 300!’ para refletir sobre o que constitui a identidade desta cidade, o que representam seus 299 anos de história e quantas pessoas passaram por aqui, deixando suas marcas e memórias. É muita história para contar”, reflete a escritora.
Lançamentos de livros, encontros com autores e outras atividades completam uma programação construída para que o público não seja apenas espectador, mas participe da Festa e da circulação de histórias. “As atividades foram organizadas com todo o cuidado para aproximar tradição e contemporaneidade, fazendo com que a palavra viva de hoje, respeite o que foi trilhado no passado, construindo, assim, pontes para um futuro melhor, tendo a literatura e os livros como propulsores desse movimento”, pontua Marcia Lages, curadoria executiva e cultural da Flipiri
Uma história construída com livros, autores e leitores
Para a escritora e produtora cultural Iris Borges, idealizadora da Festa e presidente do Instituto Cultural Casa de Autores (ICA), “Há 16 anos vivemos esse momento de deleite ao encontrar os nossos leitores. É sempre maravilhoso voltar à Flipiri, e nesta edição mergulhamos no tema “Raízes e Memórias – Vem 300!” para pensar sobre o que faz esta cidade, o que representam seus 299 anos, quantas pessoas passaram por ali e deixaram suas marcas… É muita história”, reflete a escritora.
A Festa Literária de Pirenópolis foi criada em 2009, e segue firme no propósito de formar leitores e integrar a literatura à vida comunitária. Desde então, o evento já reuniu centenas de autores e milhares de visitantes e doou mais de 30 mil livros à rede pública de ensino.
A coordenação geral do evento, a cargo de Iris Borges, conta com a curadoria executiva e cultural de Márcia Lages e a curadoria literária de Mauricio Melo. Na coordenação pedagógica está Débora Bianca, na diretoria de arte Rose Costa, e na assessoria de produção temos a Adriana Araújo e a Jacqueline de Mattos.
Ao longo de sua trajetória o evento homenageou relevantes nomes da literatura goiana e nacional, contemporâneos ou do passado. Entre eles estão Inácio de Loyola Brandão, Roseana Murray, Goiandira Ortiz, Guido Heleno, Elder Rocha Lima, Eli Brasiliense e Adriano César Curado. Em vida, Ziraldo e Luís Fernando Veríssimo movimentam a cidade com participações emblemáticas. Já pilares da literatura goiana como Cora Coralina, Bernardo Élis, Carmo Bernardes e José J. Veiga Guido foram celebrados in memoriam.
A 16ª Festa Literária de Pirenópolis é realizada pela Prefeitura de Pirenópolis, por meio da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, com organização do Instituto Cultural Casa de Autores (ICA), apoio institucional da Secretaria do Estado da Educação de Goiás, governamental do Theatro Sebastião Pompeu de Pina, do Serviço do Comércio – Sesc Goiás, da Secretaria de Estado da Retomada e do Governo do Estado de Goiás e patrocínio do Siccob e Viajar pra Onde.
Sobre o Instituto Cultural Casa de Autores
Criado em 2006 por escritores de Brasília e transformado em Instituto Cultural em 2009, o Instituto Cultural Casa de Autores atua na promoção da leitura, da literatura e da formação cultural, em parceria com escolas e por meio de palestras, oficinas, cursos, feiras e eventos literários.
Entre suas principais realizações estão as 15 edições da Festa Literária de Pirenópolis (FLIPIRI), além de eventos em outras cidades de Goiás, Minas Gerais e no Distrito Federal. O Instituto também organizou, em 2022 e 2025, as duas edições do Prêmio Candango de Literatura, voltado à valorização da produção em língua portuguesa e ao incentivo à leitura.
PROGRAMAÇÃO – 16ª FLIPIRI 2026
Raízes e Memórias – Vem 300!
QUINTA-FEIRA | 5 DE NOVEMBRO
Teatro Pompeu e Pina
19h – Cerimônia de abertura institucional.
SEXTA-FEIRA | 6 DE NOVEMBRO
TEATRO POMPEU E PINA
9h – Espetáculo Sonho, Alegria e Magia em Parlendas e Cantos, com Ângela e Sérgio Duboc. Atividade para escolas da rede municipal.
10h30 – Exibição do filme infantojuvenil Profeta, da Embaixada da Rússia. Atividade para escolas da rede estadual.
11h30 – Roda de conversa Quem Conta Nossa História? Letramento racial e memória, com Adelina Benedita.
14h – Espetáculo Sonho, Alegria e Magia em Parlendas e Cantos, com Ângela e Sérgio Duboc. Atividade para escolas da rede municipal.
15h, 16h, 17h e 18h – Lançamentos de livros autorais.
18h – Serenata Literária Raízes e Memórias na Janela.
18h30 – Premiação do Inverso – Primeiro Festival de Poesia Infantojuvenil, com lançamento da coletânea de poesias.
19h30 – Conferência com a escritora homenageada Maria José Silveira. Mediação: Maurício Melo.
20h30 – Show musical/teatral e lançamento da Antologia Flipiri.
CINE PIRENEU
Torneio Literário Flipiri.
15h, 16h, 17h e 18h – Lançamentos de livros autorais.
Circuito da Palavra – Desafio Literário. Jogo de perguntas e respostas sobre literatura e curiosidades de Pirenópolis.
COLÉGIO MILITAR
9h – Aulões a Céu Aberto – Leitura e Escrita que Aprovam: Como raízes e memórias literárias ajudam na preparação para o Enem e o PAS.
SÁBADO | 7 DE NOVEMBRO
CENTRO HISTÓRICO
8h30 – Caminhada Literária, com Iris Borges, em parceria com a Secretaria de Turismo.
TEATRO POMPEU E PINA
Ao longo do dia – Lançamentos de livros autorais
10h30 – Roda de conversa Ilustrar a Memória: Quando o texto cria raízes, com André Cerino, Élder Galvão e duas ilustradoras convidadas. Mediação: Maria Amélia Elóisa.
11h30 – Roda de conversa Raízes e Memórias: Corpos em luta e criação do ativismo coletivo em Goiás, com Rômulo Vaz, Luiz Galvão e Paulo Reis.
12h15 – Roda de conversa TEA (Transtorno do Espectro Autista) na Literatura: Vozes, Representatividade e Memória, com Vanísia Rocha e Ana Clara Carvalho. Mediação: Alcione Luz.
14h – Roda de conversa Entre o Elogio e a Crítica: Como cuidar da mente de quem escreve, com Cláudia Moraes e Marcelo Pio. Mediação: Márcia Lages.
15h – Roda de conversa Quando o Cerrado Sonha (e Assombra): Fantasia, Terror e Ficção Científica em Goiás e no DF, com Patrícia Baikal, Paulo Souza, Giovana Lobato e Ramir Curado.
16h – Palestra Raízes e Memórias no Mercado: Como tornar seu texto publicável?, com Corina Campos e Leila Bortolazzi.
17h – Roda de conversa Brasília Nasceu em Goiás? Raízes e memórias do alicerce goiano, com Lenora, Herbert Moraes e Vanessa Resende.
19h30 – Encerramento Raízes e Memórias – Autores locais e goianos, com participação da APLAM.
CINE PIRENEU
9h às 14h – Maratona de Contação de Histórias com escritores de Goiás, Distrito Federal, Mato Grosso e Minas Gerais.
Ao longo do dia – Lançamentos de livros autorais.
14h – Roda de conversa Biblioterapia e Clubes de Leitura: Resgatando raízes e tecendo memórias, com Irani, Cristina e integrantes do Calangos Leitores. Mediação: Adriana Araújo.
15h – Roda de conversa Literatura e Mediação de Conflitos: Diálogos a partir de Raízes e Memórias, com Samira Yasbeck e Débora Bianca. Mediação: Iris Borges.
16h – Roda de conversa Coletivos Literários – Quando escrever é ato coletivo: Raízes e Memórias em rede, com representantes da AIAB, RSF, APLAM e ALC. Mediação: Rosangela Vieira Rocha.
SERVIÇO
16ª Festa Literária de Pirenópolis – FLIPIRI 2026
Tema: “Raízes e Memórias – Vem 300!”
Etapa Cultural: 6 e 7 de novembro
Local: Centro Histórico de Pirenópolis (GO)
Realização: Prefeitura de Pirenópolis / Secretaria Municipal de Educação e Cultura
Organização: Instituto Cultural Casa de Autores (ICA)
Instagram: @flipiri.oficial
Entrada franca
Cultura
Ex-jogadoras da seleção de futebol incentivam alunas em escolas do Rio
Na escola municipal Juan Antonio Samaranch, em Santa Teresa, região central do Rio de Janeiro, o campo de futebol estava ocupado apenas por garotas, na tarde da última quarta-feira (21). Eram quatro times disputando um minitorneio, sob olhares de ex-jogadoras da seleção brasileira. Meninos, só na arquibancada.
A atividade fez parte da abertura do programa Pioneiras nas Escolas, que leva craques de décadas passadas para escolas da rede pública de ensino da cidade.
Antes da disputa no campo, mais de 100 alunas lotaram um auditório para ouvir, fazer perguntas e tirar fotos com as ex-jogadoras Marisa Pires, Maria Lúcia Lima e Marilza Martins. Ou como elas ficaram conhecidas: Caju, Fia e Pelezinha.
Além de ouvir histórias de motivação e curiosidades, as alunas ficaram sabendo de dificuldades, como o machismo e preconceito enfrentados pelas ex-jogadoras, que alcançaram o feito de vestir a camisa amarelinha da seleção poucos anos depois de o esporte deixar de ser proibido para mulheres.
De 1941 a 1979, o futebol era vetado às garotas, com base no Decreto-Lei 3.199, que restringia a participação de mulheres em esportes considerados incompatíveis com sua natureza.
Proibição que surpreende a estudante Nicoly Melo, de 12 anos. “Por que não podiam?”, perguntou ela, sem parecer acreditar.
Liberado em 1979, o esporte foi regulamentado apenas em 1983. A primeira seleção brasileira só viria a disputar uma competição experimental em 1988, na China.
A primeira Copa do Mundo feminina aconteceu três anos depois, também na China. Nas Olimpíadas, o esporte disputado pelas mulheres estreou em 1996, em Atlanta, nos Estados Unidos.
Preconceito
Fia, hoje com 62 anos, contou que havia muito machismo na época e que enfrentava o preconceito confiando na própria habilidade.
“Sempre joguei com menino. Tinha talento. Não queria saber de machismo”, relatou às alunas a ex-atleta.
Fia ficou cinco anos na seleção, foi tricampeã continental e disputou a primeira Copa e a primeira olimpíada.
A ex-zagueira Caju, de 60 anos, ficou na seleção de 1988 a 1999, com um retrospecto de 43 jogos e 34 vitórias. Respondendo a uma das alunas sobre os “maiores absurdos que ouviu”, ela relembrou que recebeu provocações machistas enquanto estava em campo. “Vários torcedores diziam que mulher não servia para jogar futebol”, reproduziu.
“Aquelas palavras mexiam com nosso ego, e a gente queria, mais e mais, mostrar que mulher sabe jogar futebol”, completou a atual árbitra de partidas.
O Pioneiras nas Escolas é coordenado pela também ex-jogadora da seleção Duda Luizelli, que vestiu ainda a camisa do Internacional, de Porto Alegre, e de Milan e Verona, times da Itália.
Para ela, o projeto mostra que mulheres devem acreditar em suas capacidades, sempre com foco nos estudos.
“O estudo é muito importante porque, mesmo quem for ser atleta, jogadora de futebol, de vôlei, de basquete, terá uma carreira muito curta. Com 38, 39 anos, acabou a nossa carreira e nós temos que dar uma continuidade”, disse a bicampeã sul-americana.
Educação e esporte
A Secretaria Municipal de Educação (SME) do Rio de Janeiro é parceira do projeto. Desde 2012, a escola Juan Antonio Samaranch é classificada pela prefeitura como Ginásio Experimental Olímpico (GEO), no qual o ensino integral é permeado por incentivo a práticas esportivas.
A escola tem cerca de 600 estudantes de 11 a 15 anos. Além de professores, a unidade conta com treinadores de 19 modalidades esportivas. Segundo a prefeitura, o projeto iniciado durante a preparação da Rio 2016 é um legado olímpico. Atualmente o Rio tem 12 GEOs.
A coordenadora de Projetos Integradores da SME, Caroline Guedes, destaca que o Pioneiras nas Escolas tem relação com a preparação do Rio de Janeiro para ser uma das oito cidades-sedes da Copa do Mundo feminina, que ocorrerá entre junho e julho de 2027.
“É muito importante que a gente já esteja se preparando para esse momento e, mais do que isso, se preparando dentro do nosso primeiro ginásio olímpico, que é muito importante para nossa rede”.
Aluna do 9º ano, Letícia Pereira, de 15 anos, diz que é “um privilégio” receber as ex-jogadoras na própria escola.
Ela considera que a experiência, em uma escola já marcada pelo incentivo ao esporte, é “meio caminho andado para as alunas por mostrar que o esporte também dá futuro, sim”.
A estudante afirmou que será presença garantida em jogos da Copa no ano que vem: “Meu pai me leva lá, eu fico lá torcendo”, disse à Agência Brasil.
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