feminicidio
Justiça do Rio condena homens por estupro coletivo de jovem de 17 anos
A Justiça do Rio de Janeiro condenou quatro homens a 15 anos de prisão, em regime fechado, pela participação no dia 31 de janeiro deste ano no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos de idade, em um apartamento em Copacabana, na zona sul da cidade. 
Os condenados são Bruno Felipe dos Santos Allegretti, João Gabriel Xavier Bertho, Mattheus Verissimo Zoel Martins e Vitor Hugo Oliveira Simonin, que tinham idades entre 18 e 19 anos, quando o crime foi cometido.
Além da condenação, a sentença da 1ª Vara Especializada de Crimes contra a Criança e ao Adolescente da Capital do Rio de Janeiro determina o pagamento de indenização pelos danos morais causados à vítima, no valor de 40 salários mínimos.
Os quatro foram absolvidos da acusação de cárcere privado.
Conforme as investigações, a vítima foi levada por um jovem de 17 anos a um apartamento que seria de um amigo e quando chegou lá ele insinuou que fariam “algo diferente”, o que foi recusado por ela. Em um quarto do imóvel estavam os quatro que foram condenados agora pela Justiça do Rio e que insistiram em manter relações com a vítima.
Em abril deste ano, a juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e Juventude da Capital, determinou a internação do adolescente que planejou a ida da jovem ao local, onde outros homens também participariam de estupro coletivo.
A magistrada considerou a gravidade da conduta e a violência empregada, com base no entendimento de que ele armou uma emboscada contra a vítima, com quem mantinha um relacionamento afetivo.
Na época, o jovem foi condenado à medida de internação, sem possibilidade de atividades externas por um período inicial de seis meses.
“A gravidade da infração e a falha da rede familiar em prover limites adequados justificam a medida extrema, visando à ressocialização do jovem e a preservação da ordem pública”, argumenta a juíza na sentença, que teve como um dos pontos centrais, a valorização do depoimento da vítima.
feminicidio
‘Ex falava que acabaria com a vida dela’, diz padrasto de jovem morta em SP
A família de Ana Clara Soares de Oliveira, 19, encontrada morta dentro de casa, relatou um relacionamento conturbado dela com o ex-namorado, 22, o principal suspeito pelo crime.
O que diz a família
O namoro dos dois era marcado por episódios de violência, segundo o padrasto da vítima. “A convivência dela com ele era complicada demais, chegou a bater nela, a quase enforcar. A própria mãe dele falava ‘sai, Ana Clara, sai de perto dele’”, contou Erasmo Carlos Dias, em entrevista à TV Globo durante velório de Ana hoje.
Os dois teriam terminado a relação algumas vezes. “Brigava, voltava, brigava, voltava. A gente dava muito conselho, de verdade. Eu, como padrasto, sentava na cama e conversava com ela”, acrescentou. O homem contou ainda que o agressor costumava dizer que “acabaria com a vida” da jovem.
Familiares pedem Justiça e a prisão do ex-companheiro de Ana Clara. “Era uma menina maravilhosa, muito boa. O cara infeliz desse acabou com a vida dela, tem que ter Justiça, tem que ir atrás dele. Ele acabou com a vida de uma mocinha de 19 anos”, afirmou o padrasto.
O suspeito segue sendo procurado. Ele fugiu logo após o crime e o 1º DP de Taboão da Serra faz diligências para encontrá-lo.
Entenda a morte
O crime ocorreu por volta da 1h de ontem. A ocorrência foi registrada no bairro Jardim Três Marias, em Taboão da Serra, na Grande São Paulo. A polícia afirma que um suposto parente da vítima ligou para o 190 ao encontrá-la baleada.
Ana Clara levou um tiro na cabeça. O socorro foi chamado, mas a morte foi confirmada ainda no local pelo serviço de resgate. Ainda não se sabe em quais circunstâncias o crime aconteceu.
O caso foi registrado como feminicídio. Segundo nota da SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo), “a perícia foi realizada no local e o celular da vítima foi apreendido”
O velório de Ana Clara foi realizado hoje. As homenagens aconteceram a partir das 9h no Cemitério da Saudade, em Taboão da Serra. O sepultamento foi às 11h.
Em caso de violência, denuncie
Denúncias podem ser feitas pelo telefone 180, da Central de Atendimento à Mulher, que funciona 24 horas por dia, inclusive no exterior. A ligação é gratuita.
O serviço recebe denúncias, oferece orientação especializada e encaminha vítimas para serviços de proteção e atendimento psicológico.
Também é possível entrar em contato pelo WhatsApp (61) 99656-5008.
As denúncias também podem ser feitas pelo Disque 100, canal voltado a violações de direitos humanos.
Fonte imagem e matéria: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2026/10/13/relato-padrasto-jovem-morta-taboao-da-serra.ghtm
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