Politica
Crícia Martins participa de ação do Outubro Rosa e emociona ao relembrar milagre de cura: “Prevenir é um gesto de amor à vida”
Evento no HRT reuniu mulheres em tratamento contra o câncer de mama, voluntárias e profissionais da saúde em uma manhã de acolhimento, fé e solidariedade.
O Hospital Regional de Taguatinga (HRT) recebeu, na manhã desta TERÇA-feira (21), o evento “Outubro Rosa – Fio de Luz: Um Gesto de Amor”, uma das ações mais emocionantes da campanha anual de conscientização sobre o câncer de mama. A iniciativa promoveu serviços gratuitos de autocuidado e acolhimento para mulheres em tratamento oncológico, com entrega de perucas, corte de cabelo, design de sobrancelhas, massagens, café da manhã e almoço.
Entre as participantes esteve Crícia Martins, cantora, comunicadora e mulher de fé, que compartilhou com o público uma história pessoal marcada por superação e espiritualidade.
“Há 25 anos eu passei por uma situação bem complicada. Descobri um nódulo no meu seio direito, e foi através da espiritualidade que Deus me revelou. Na época, eu não tinha o costume de fazer o autoexame nem os exames de rotina. Quando percebi o nódulo, ele já era grande. Fiz os exames e, graças a Deus, vivi o milagre da cura durante uma missa de libertação. Talvez eu não estivesse aqui hoje se Deus não tivesse me curado”, relatou emocionada.
Desde então, Crícia faz questão de reforçar a importância do cuidado contínuo com a saúde e da fé como força de transformação:
“Prevenir é um ato de amor. Quando uma mulher se cuida, ela inspira outras a fazerem o mesmo. O Outubro Rosa é mais do que uma campanha, é um movimento de esperança, fé e amor à vida.”
O projeto Fio de Luz – Um Gesto de Amor, responsável pela ação, reafirma a mensagem de que a prevenção salva vidas e de que o diagnóstico precoce é o maior aliado no tratamento do câncer de mama.
Com o apoio da Casa Azul e da equipe de oncologia do HRT, o evento transformou o ambiente hospitalar em um espaço de acolhimento, autoestima e empatia, levando não apenas serviços, mas também mensagens de fé, coragem e amor ao próximo.
Assessoria de Comunicação
feminicidio
Vote Segura mostra boas práticas de políticas de segurança a mulheres
A Rede Justiça Criminal lançou a campanha Vote Segura, voltada prioritariamente à segurança das mulheres. No ano passado, canais oficiais registraram 1.571 vítimas de feminicídio no país. Significa que ao menos quatro mulheres foram assassinadas por dia por motivação relacionada ao gênero. Para cada feminicídio consumado, outros três foram tentados.
A campanha Vote Segura elaborou um guia com um conjunto de boas práticas legislativas para orientar a formulação de programas de mandato, projetos de lei, atividades de fiscalização e articulação política.
O objetivo é qualificar o debate público e subsidiar candidaturas ao Congresso Nacional comprometidas com a redução da violência contra o público feminino. As mulheres representam 51,5% da população brasileira de 213,4 milhões de habitantes.
O guia reúne 11 recomendações para os próximos parlamentares eleitos:
- priorizar a prevenção sem abandonar a responsabilização;
- estruturar políticas públicas permanentes;
- fortalecer a coordenação entre os entes federativos;
- promover a integração entre diferentes políticas públicas;
- basear decisões em evidências e dados confiáveis;
- incorporar mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação;
- fortalecer a transparência e o controle por parte da sociedade;
- estabelecer critérios objetivos para acesso a recursos públicos;
- adotar uma perspectiva de direitos humanos voltada também às mulheres;
- produzir impactos mensuráveis;
- evitar respostas legislativas exclusivamente simbólicas.
A coordenadora executiva da Rede Justiça Criminal, Janine Salles de Carvalho, destaca que as mulheres brasileiras estão com medo, e com razão. Elas mudam suas rotinas, compartilham a localização em tempo real quando saem à noite, preocupam-se com a própria segurança.
“Esse medo, infelizmente, também se tornou um ativo político capaz de mobilizar votos. Mas responder à insegurança não significa apostar apenas em mais polícia ou prisões. Precisamos olhar para aquilo que impede que a violência aconteça.”
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