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UPA de Brazlândia celebra 3 anos com festa, bênçãos e espaço inovador para pacientes

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Evento emocionante reuniu autoridades, líderes religiosos e homenageou figura histórica da cidade
Por Pollyana Cabral
A Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazlândia celebrou, nesta terça-feira (11), seu terceiro aniversário com um evento emocionante realizado na área comum da unidade. A comemoração reuniu autoridades do governo, representantes do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), lideranças religiosas, profissionais de saúde e a comunidade local.
A solenidade iniciou com a composição do dispositivo de honra, que contou com a presença do pároco Maurílio Silva, da Igreja São José; do pastor Uelinton Urany, da Igreja Batista Luz do Mundo e presidente do Conselho de Pastores de Brazlândia; e do capelão Eugênio Lopes. Também estavam presentes Severino Dantas, representando a vice-governadora Celina Leão; o deputado distrital Iolando Sousa; a administradora regional de Brazlândia, Luciana Cardoso; o superintendente da Região Oeste, André Luiz de Queiroz; o representante do 16º Batalhão da Polícia Militar, tenente Aécio Jr.; o superintendente das Unidades de Pronto Atendimento do Distrito Federal, Francivaldo Soares; e a gerente da unidade, Célia Maria Gonçalves.
A cerimônia começou com uma bênção conduzida pelo pároco Maurílio Silva, da Paróquia São José, que destacou a importância do acolhimento na unidade. “Nosso povo, que tantas vezes sofre, precisa ser bem atendido e sentir-se valorizado. Acolher com carinho, olhar nos olhos e tratar bem é essencial.” Em seguida, o pastor Uelinton Urany reforçou a parceria da comunidade religiosa com a unidade: “A Igreja sempre esteve de portas abertas para apoiar espiritualmente esta casa de saúde, levando conforto e esperança aos pacientes.” O capelão Eugênio Lopes concluiu as mensagens espirituais com palavras de gratidão e oração pelos profissionais de saúde. Em seguida, o pároco ungiu com água benta os presentes no evento.
A gerente da UPA, Célia Maria, agradeceu a todos os presentes e ressaltou os avanços da unidade: “Hoje é um dia muito especial, em que celebramos as conquistas alcançadas. Nossa unidade é 100% SUS e tem como missão oferecer um atendimento humanizado e de qualidade para nossa população.”
A administradora regional de Brazlândia, Luciana Cardoso, destacou a relevância da UPA para a cidade: “Cada um dos 140 mil atendimentos realizados aqui representa uma vida tocada, um cuidado prestado com dedicação.”
O superintendente da UPA, Francivaldo Soares, enfatizou a importância da equipe: “Nada disso seria possível sem o compromisso de nossos profissionais, que diariamente se dedicam à saúde da comunidade.”
O deputado distrital Iolando Sousa ressaltou a parceria entre o governo e a unidade: “Aqui, cada profissional desempenha um papel essencial para garantir um atendimento digno e eficiente.”
O tenente Aécio Jr. reforçou a importância da segurança e do trabalho conjunto entre a Polícia Militar e a unidade de saúde: “A PM está sempre presente para garantir a segurança de pacientes, profissionais e familiares, proporcionando um ambiente mais tranquilo para o atendimento.”
O superintendente da Região Oeste, André Luiz de Queiroz, destacou a relevância da unidade para a saúde pública. “A UPA de Brazlândia é uma referência na região e seguimos trabalhando para aprimorar cada vez mais o atendimento, sempre com foco na qualidade e na humanização.”
Homenagem especial e espaço inovador para pacientes
Um dos momentos mais emocionantes foi a inauguração do Espaço Maria José, uma homenagem in memoriam à Maria Mineira, figura querida na comunidade. Conhecida por sua paixão pelo Natal, Maria José transformava sua casa em um ponto turístico da região. Em sua homenagem, a estrutura da casinha natalina foi doada à UPA e adaptada para se tornar um espaço de reabilitação fisioterapêutica. A chave simbólica do local foi entregue aos fisioterapeutas da unidade.
“Este ambiente foi pensado com muito carinho para oferecer conforto e cuidado humanizado aos pacientes. Agora, eles podem lidar melhor com os desafios da internação, participando de atividades lúdicas e interativas”, explicou Célia Maria.
Após o descerramento da placa, os presentes entoaram um caloroso “Parabéns para você”, seguido do corte do bolo comemorativo. A festa contou com uma decoração especial com balões azuis e o ano em prata, além de um coffee break repleto de bolos, doces, salgadinhos e cachorro-quente.
Humanização no atendimento
O programa Humanizar também participou da celebração, distribuindo kits contendo jogos de caça-palavras e lápis de giz colorido para os pacientes e acompanhantes.
A chefe do Núcleo de Humanização do IgesDF, Letícia Ângelo, destacou a importância do programa nas unidades de saúde: “O Humanizar tem um papel fundamental em tornar o ambiente hospitalar mais acolhedor para pacientes, acompanhantes e profissionais. Pequenos gestos, como um momento de lazer ou um atendimento mais atencioso, fazem toda a diferença na experiência do usuário e na qualidade da assistência prestada.”
A iniciativa está alinhada aos valores e à missão do IgesDF, que busca constantemente a melhoria contínua da assistência prestada à população, investindo em ações que humanizam o atendimento e tornam o ambiente hospitalar mais acolhedor. O evento reafirmou o compromisso da UPA de Brazlândia com a saúde e o bem-estar da população, marcando três anos de história e avanços na assistência pública.
Assessoria de Comunicação

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Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita

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Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.

Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.

O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.

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Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.

Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.

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A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.

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Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).

Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.

Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.

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Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.

O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.

Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.

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FONTE:

sul21.com.br

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Por Pedro Stahnke

As sete deputadas estaduais eleitas pelo PL: à esquerda, Adri Cherini; no topo, Kelly Moraes, Adriana Lara e Vanice de Matos; abaixo, Comandante Nádia, Daiane Mello e Ali Klemt | Fotos: Facebook Adri Cherini/Reprodução; Facebook Kelly Moraes/Reprodução; Facebook Adriana Lara/Reprodução; Facebook Vanice de Matos/ Reprodução; Lucas Orso/CMPA; Facebook Daiane Mello/Reprodução; e PL/Reprodução.
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