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Saúde

Exame inovador para triagem do câncer de pele, Nevo ganha primeira operação em escala com o Sabin

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Criado por healthtech brasileira, tecnologia que usa imagens e IA para detectar manchas suspeitas foi premiada duas vezes pela Escola de Saúde Pública de Harvard 

Um dos cânceres mais comuns em países tropicais como o Brasil, os tumores de pele geralmente têm baixa letalidade, mas precisam ser detectados precocemente para aumentar as chances de cura. As pintas na pele podem ser um fator de risco, mas muitas vezes as pessoas não procuram um médico logo que elas surgem.

Pensando nisso, o cofundador e CEO da AI Pathology, Willian Boelcke, decidiu criar uma ferramenta para facilitar a detecção precoce após perder o pai para o câncer de pele, transformando a dor em um propósito para democratizar o acesso à saúde. O resultado foi o Nevo, tecnologia desenvolvida pela AI Pathology que utiliza inteligência artificial para analisar imagens de pintas e manchas na pele e identificar possíveis sinais de alerta.

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Depois de um teste com trabalhadores rurais no interior de Goiás e com algumas grandes empresas que ofereceram a solução para seus próprios colaboradores, o Nevo ganha agora escala para ampliar o acesso ao exame em parceria com o Sabin Diagnóstico e Saúde, principal marca do ecossistema do Grupo Sabin.

A healthtech de Boelcke e a empresa de Brasília, que foi fundada 42 anos atrás, desenvolveram uma jornada mais integrada para o Nevo, um teste de triagem que avalia as imagens das pintas na pele por meio da inteligência artificial proprietária. O produto levou a AI Pathology a receber, em 2024, o Social Impact Fellowship Fund (SIFF), do Harvard Innovation Labs, e o reconhecimento no Health Systems Innovation Hackathon, do Harvard Health Systems Innovation Lab, além de integrar um programa de incubação no InovaHC, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

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“Para nós, aqui no Sabin, inovação nasce quando se buscam soluções para problemas reais na saúde. Foi essa visão que nos aproximou do AI Pathology quando conhecemos o Nevo, que facilita muito a jornada de quem tem lesões que podem levar a um câncer de pele”, afirma o diretor-técnico do Grupo Sabin, Rafael Jácomo.

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Para a AI Pathology, a parceria com o Sabin representa um passo avançado para a ampliação do acesso à saúde. “A experiência junto ao Sabin representa para a AI Pathology a porta de entrada no varejo diagnóstico de alto volume, permitindo validar a fluidez operacional em larga escala e avaliar a adesão dos pacientes à linha de cuidado”, destaca Willian Boelcke, CEO da empresa.

Inicialmente disponível para os clientes do Sabin em Brasília pelo e-commerce da empresa, o modelo permite a avaliação de até cinco lesões, limite estabelecido para assegurar agilidade no atendimento e foco rigoroso nas pintas ou manchas de maior relevância diagnóstica.

Após a aquisição do serviço, uma equipe especialmente treinada vai ao endereço fornecido pelo cliente com o equipamento para a coleta das imagens. Por meio de um smartphone e uma lente de magnificação e iluminação por luz polarizada, o coletor captura estruturas que podem não ser visíveis a olho nu, permitindo uma análise mais detalhada das lesões.

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As imagens são então avaliadas pela inteligência artificial do Nevo. Sempre que a tecnologia identifica um achado suspeito, a jornada ativa automaticamente um gatilho para uma teleconsulta com um dermatologista, que orientará o paciente sobre os próximos passos, como a procura por um especialista e os cuidados com a lesão.

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Grupo Sabin | Com 42 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades, o Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje conta com 7.500 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas.  O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito Federal oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente com 366 unidades distribuídas de norte a sul do país.

O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo.  Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, pela Amparo Saúde e plataforma integradora de serviços de saúde – Rita Saúde – solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.

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Sobre a AI Pathology 

A AI Pathology é uma startup brasileira que une Inteligência Artificial (IA) e medicina para o rastreamento precoce de doenças dermatológicas e democratização do acesso ao diagnóstico via triagem de lesões cutâneas, com até 95% de assertividade. A empresa é reconhecida pela seleção para a incubação na Escola de Saúde Pública de Harvard, pela Harvard innovation lab e pelo apoio de centros como  Inova HC e In.mack entre outros.

 

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Saúde

Meningite exige vacinação em dia e diagnóstico rápido, alerta especialista

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No Dia Mundial de Combate à Meningite, infectologista explica as diferenças entre os tipos da doença e por que o tempo é decisivo no atendimento

 

Embora o Brasil tenha registrado uma queda de 18,2% nos casos confirmados de meningite entre 2023 e 2025, a doença continua a ser uma preocupação no país. Somente em 2026, já foram confirmados 8.623 casos, sendo 641 na região Norte, segundo o Painel Epidemiológico de Meningite, do Ministério da Saúde. No Amazonas, foram 112 casos confirmados neste ano, o segundo maior total entre os estados da região, atrás apenas do Pará, que soma 431.

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O Dia Mundial da Meningite, celebrado em 5 de outubro, chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico rápido, especialmente para crianças, que estão entre os grupos mais acometidos. Já idosos e imunocomprometidos têm maior risco de desenvolver formas graves da doença.

A meningite é a inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Pode ser causada por vírus, bactérias, fungos e parasitas, além de fatores não infecciosos, como traumas e certos medicamentos. O agente causador define a gravidade, o tratamento e a forma de prevenção.

“A causa muda tudo. A meningite bacteriana é uma emergência médica, com risco de morte e de sequelas, enquanto a viral costuma ter evolução mais branda”, afirma o infectologista Marcelo Cordeiro, consultor médico do Sabin Diagnóstico e Saúde.

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Tipos e transmissão

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A forma viral da doença é a mais frequente. Em geral, tem curso mais leve, mas ainda exige avaliação médica para que seja diferenciada da bacteriana e para definição do acompanhamento adequado. Enquanto isso, a bacteriana é a mais preocupante.

Os principais agentes, neste caso, são o meningococo, o pneumococo e o Haemophilus influenzae tipo b (Hib). Entre essas formas, a doença meningocócica tem maior relevância pela transmissão entre contatos próximos. O meningococo pode passar de pessoa para pessoa por secreções respiratórias, especialmente em situações de contato próximo e prolongado, como no ambiente domiciliar, em creches ou em outras situações de contato íntimo. Contatos próximos de pessoas com doença meningocócica podem receber indicação de quimioprofilaxia (antibiótico preventivo). Nos casos da doença, podem surgir manchas avermelhadas ou arroxeadas na pele, sinal de gravidade.

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Já o pneumococo pode estar presente no nariz e na garganta de pessoas saudáveis. A meningite ocorre quando a bactéria invade a corrente sanguínea ou alcança as meninges, podendo estar associada a infecções como otite, sinusite ou pneumonia. “Não é considerada contagiosa como a meningocócica e, em geral, não exige quimioprofilaxia dos contatos”, esclarece Marcelo Cordeiro. O Hib também é transmitido por gotículas respiratórias e atinge sobretudo crianças pequenas não vacinadas, com queda expressiva de casos após a vacinação.

As meningites fúngica e parasitária são menos comuns e atingem sobretudo pessoas com imunidade comprometida. Há ainda a meningite tuberculosa, causada pela bactéria da tuberculose.

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Vacinação

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A vacinação é uma das principais formas de prevenir as meningites bacterianas mais graves. Na rede pública, há imunizantes contra importantes causas da doença, como meningococo, pneumococo e hemófilos, conforme idade e grupos de risco.

Já na rede privada, está disponível também a vacina meningocócica B, que protege contra o sorogrupo B, que tem sido o sorogrupo mais frequente entre os casos de doença meningocócica com sorogrupo identificado nos dados mais recentes do Ministério da Saúde.

“A imunização mudou a história das meningites bacterianas. Manter as vacinas em dia é uma das medidas mais eficazes para prevenir formas graves da doença”, diz Cordeiro.

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Sintomas e diagnóstico

Febre alta, dor de cabeça intensa, rigidez no pescoço, vômitos e sensibilidade à luz estão entre os sinais mais comuns. Em bebês, podem aparecer irritabilidade, choro persistente e moleira abaulada. O diagnóstico é feito com base na avaliação clínica e confirmado por exames, como a análise do líquor — líquido que envolve o cérebro e a medula espinhal —, coletado por punção lombar, além de hemocultura e testes moleculares, que ajudam a identificar o agente causador.

“Não dá para esperar. Diante desses sintomas, a pessoa deve procurar atendimento imediatamente, porque o tratamento precoce reduz o risco de sequelas e de morte”, alerta o infectologista.

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