Saúde
HUB participa da rede de cuidado envolvida na doação e no transplante de órgãos
O hospital realizará atividades que buscam conscientizar a população sobre a importância
da doação de órgãos
da doação de órgãos
Brasília (DF) – Um transplante começa muito antes da cirurgia e continua depois dela. Entre a identificação de um potencial doador e o acompanhamento da pessoa que recebe um órgão, diferentes profissionais e serviços participam de uma rede de cuidado que envolve avaliação, exames, acolhimento e acompanhamento. Durante o Setembro Verde, o Hospital Universitário de Brasília (HUB-UnB/HU Brasil) realizará atividades que buscam incentivar esse gesto.
“O Setembro Verde é uma grande campanha nacional de incentivo à doação de órgãos. Em todo o Brasil, são realizadas ações para conscientizar a população sobre o assunto”, comentou Gustavo Arimatea, médico nefrologista e chefe da Unidade de Transplantes do HUB.
Programação
No hospital, já aconteceram as seguintes atividades em alusão ao Setembro Verde:
- 10/09 – Ação de incentivo ao transplante, na sala de espera de pacientes, no subsolo do prédio da Unidade da Criança e do Adolescente (UCA).
- 18/09 – 6º Seminário de Transplante e Doação de Órgãos, Tecidos e Células, integrando a programação do 2º Conecta HUB, na UCA.
- 20/09 – Participação especial na Corrida/Caminhada da UnB/HUB, na Universidade de Brasília.
Em 24/9, uma exposição de estande na Feira de Saúde do HUB, onde serão realizadas atividades lúdicas a respeito da importância da doação de órgãos, encerrará o cronograma.
Salvar vidas
Para Gustavo Arimatea, a conscientização sobre a doação de órgãos é importante para ampliar o conhecimento sobre o processo e estimular a manifestação da vontade de doar. No HUB, são realizadas três modalidades de transplante: rim, córnea e medula óssea autóloga.
“Para realizar um transplante no HUB o paciente precisa ser encaminhado através da Regulação da Secretaria de Saúde do Distrito Federal. Ou seja, o médico do paciente identifica a necessidade de um transplante e envia os relatórios de encaminhamento para o Complexo Regulador da SES/DF, que depois agenda uma consulta com a equipe de transplante”, explica Gustavo.
Em 2026, no HUB, já foram realizados 27 transplantes renais; 20 transplantes de córnea e 12 de medula óssea. O número suficiente de doadores ainda permanece sendo um desafio perante as demandas por doação no Brasil e no mundo.
“No Brasil, ainda temos um desafio adicional. Existe uma grande desigualdade de acesso ao transplante. Muitas pessoas vivem longe dos centros transplantadores, que estão concentrados nas maiores cidades e em algumas regiões do país. Precisamos garantir que todas as pessoas que possam se beneficiar de um transplante consigam chegar aos hospitais que realizam esse tratamento”, alerta o chefe da Unidade de Transplante.
Nesse sentido, no HUB, é feita uma “corrida contra o tempo” para que o transplante ocorra no prazo seguro. Esforço que envolve o processo de preparação de um paciente para que sua entrada na lista de transplante seja o mais breve possível.
“Como o órgão precisa ser colocado no corpo do receptor no menor intervalo possível, dizemos que isso é uma corrida contra o tempo. O Brasil é um país de grandes dimensões e muitas vezes os órgãos precisam viajar para outros estados. Nessa situação a organização logística é muito complexa, para que não existam entraves que inviabilizem o transplante”, informa Gustavo.
Etapas
Ainda de acordo com o nefrologista, no período pré-transplante, o objetivo é manter a saúde do paciente enquanto ele aguarda a disponibilidade de um órgão. Durante o transplante, os principais desafios estão relacionados à recuperação da cirurgia e à adaptação aos medicamentos utilizados para evitar a rejeição do órgão.
“No pós-transplante, quando o quadro de saúde do paciente já estabilizou, é necessário manter os cuidados pessoais, tomar os remédios do transplante com muito rigor e seguir o acompanhamento médico. Mas nessa fase os pacientes costumam se sentir muito bem e conseguem retomar muitos projetos de vida que tiveram que ser interrompidos em decorrência da doença”, completa.
Para quem aguarda por um transplante, a doação pode representar uma possibilidade de continuidade do cuidado. Por isso, falar sobre o tema e manifestar em vida a vontade de ser doador são atitudes que podem ajudar os parentes a conhecer essa decisão. No Brasil, a autorização para a doação de órgãos após a morte depende do consentimento da família.
Sobre a HU Brasil
O HUB-UnB faz parte da HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
COMENTE ABAIXO:
Saúde
IgesDF seleciona mulheres para pesquisa clínica sobre tratamento da acne moderada
Estudo realizado no Hospital de Base busca voluntárias de 14 a 45 anos e integra as iniciativas do Instituto para ampliar a produção científica e investigar novas possibilidades terapêuticas
Por Jurana Lopes
Mais do que uma questão estética, a acne pode deixar marcas que vão além da pele. Manchas, cicatrizes e impactos na autoestima e na qualidade de vida estão entre as possíveis consequências dessa doença inflamatória, que continua mobilizando pesquisadores em busca de novas opções de tratamento.
No Distrito Federal, mulheres de 14 a 45 anos com diagnóstico de acne moderada podem se candidatar a uma pesquisa clínica realizada no Centro de Pesquisa da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).
O estudo avalia uma nova opção terapêutica para a acne moderada. O recrutamento começou em outubro e permanecerá aberto até que seja atingido o número de participantes previsto no protocolo do estudo.
“A acne é uma doença inflamatória muito comum. É importante entendermos que seu impacto vai além das espinhas. Ela pode deixar manchas e cicatrizes e interferir diretamente na autoestima e na qualidade de vida. Com a pesquisa, queremos avaliar novas possibilidades de tratamento e contribuir para o avanço da medicina”, explica Laís Dutra, dermatologista do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e investigadora responsável pelo estudo.
Como funciona a participação
O primeiro passo para as interessadas é passar por uma triagem conduzida por uma enfermeira da equipe de pesquisa. Nessa etapa, são avaliadas as condições iniciais da candidata e sua possível adequação aos critérios de inclusão estabelecidos no protocolo.
As mulheres que atenderem aos requisitos poderão seguir para as etapas seguintes, com avaliação e acompanhamento especializados. Durante o estudo, as participantes contarão com assistência de dermatologista e ginecologista, além do suporte dos demais profissionais da equipe multidisciplinar.
Todo o acompanhamento será realizado no Centro de Pesquisa da Diep, no Hospital de Base, e terá duração estimada de três a seis meses, conforme o protocolo e as etapas previstas para cada participante.
“Essas mulheres serão avaliadas e acompanhadas por uma equipe multidisciplinar. Começamos com a triagem e, atendidos os critérios da pesquisa, seguimos com todo o acompanhamento necessário. É um processo estruturado para que a participante seja assistida durante as diferentes etapas do estudo”, destaca Laís Dutra.
Questões relacionadas à saúde da mulher também poderão ser avaliadas individualmente. Conforme previsto no protocolo, podem ser solicitados exames e avaliação ginecológica, inclusive para verificar os cuidados contraceptivos necessários durante a participação.

Fatores hormonais também podem estar relacionados ao aparecimento ou à piora da acne em algumas mulheres e, por isso, podem ser considerados na avaliação clínica.
Estudo está em fase avançada
O estudo está na fase 3 do desenvolvimento clínico da medicação e utiliza o modelo duplo-cego. Nesse tipo de pesquisa, nem a participante nem a médica investigadora sabem, durante o acompanhamento, a qual grupo de tratamento a voluntária foi destinada. Esse procedimento ajuda a reduzir possíveis interferências na avaliação dos resultados.
“O objetivo é avaliar a resposta ao tratamento considerando tanto a percepção da participante quanto a avaliação médica. Estudos como esse são importantes para conhecermos melhor novas medicações antes que possam chegar ao mercado e se tornar mais uma opção de tratamento”, ressalta Laís Dutra.
Durante o acompanhamento, produtos para os cuidados com a pele previstos no protocolo, como sabonete, protetor solar e hidratante, serão disponibilizados às participantes. As mulheres selecionadas também receberão ajuda de custo, conforme as regras estabelecidas pelo estudo.

Pesquisa que aproxima ciência e assistência
A pesquisa científica é uma das frentes de atuação do IgesDF e busca transformar questões observadas nos serviços de saúde em conhecimento capaz de contribuir para o aprimoramento da assistência.
Nesse trabalho, a Gerência de Pesquisa (Gerpe), vinculada à Diep, atua na estruturação, no acompanhamento e na coordenação de projetos. A área também promove a integração entre pesquisadores, serviços de saúde e instituições parceiras, favorecendo a participação do Instituto em estudos multicêntricos, redes de pesquisa e iniciativas de cooperação científica nacionais e internacionais.
Entre 2025 e 2026, 169 projetos de pesquisa foram aprovados pelo Conselho Científico do IgesDF. Desse total, 57 têm o próprio Instituto como instituição proponente. Entre esses projetos, 49 pesquisadores são colaboradores do IgesDF.
Além dos projetos aprovados pelo Conselho, o Instituto conta atualmente com 30 pesquisas clínicas patrocinadas em andamento ou em fase de regulação. Desenvolvidas em parceria com instituições nacionais e internacionais, essas iniciativas ampliam a participação do IgesDF em estudos multicêntricos e redes de colaboração científica.
Para a gerente de Pesquisa da Diep, Ana Carolina Lagôa, os números demonstram o avanço da instituição tanto na condução de estudos próprios quanto na participação em pesquisas clínicas patrocinadas.
“Esse cenário mostra que o IgesDF vem avançando em diferentes frentes da pesquisa científica. Ao mesmo tempo em que fortalecemos a produção conduzida pelos nossos próprios profissionais, ampliamos a participação em pesquisas clínicas patrocinadas e a articulação com instituições nacionais e internacionais. Essa integração aproxima nossos serviços de grandes redes de pesquisa e cria oportunidades para que conhecimento, inovação e assistência caminhem juntos”, destaca Ana Carolina.
O crescimento também se reflete na produção científica. No mesmo período, foram registradas aproximadamente 100 publicações vinculadas a pesquisadores do IgesDF.
Para incentivar a divulgação dos resultados, a Gerpe mantém um programa de fomento à publicação científica, que oferece apoio financeiro para trabalhos submetidos a periódicos que cobram taxas de publicação. A iniciativa busca ampliar o alcance do conhecimento produzido pelos profissionais e fortalecer a presença do Instituto no cenário científico nacional e internacional.
“Não basta desenvolver a pesquisa. É importante que o conhecimento produzido circule, seja compartilhado e possa contribuir com outros pesquisadores e serviços de saúde. O apoio à publicação e a articulação com instituições parceiras ajudam a ampliar o alcance desse conhecimento e a inserir cada vez mais o IgesDF em redes de colaboração científica”, explica Ana Carolina.

Quem pode participar?
Podem procurar a equipe de pesquisa mulheres de 14 a 45 anos com diagnóstico de acne moderada que tenham interesse em conhecer o estudo e verificar se atendem aos critérios de participação.
O contato inicial não garante a inclusão na pesquisa. A seleção depende da avaliação individual e do cumprimento dos requisitos previstos no protocolo.
“Queremos que as mulheres interessadas procurem nossa equipe, conheçam a pesquisa e tirem todas as dúvidas. A partir da avaliação inicial, conseguiremos verificar quem atende aos critérios para participar”, reforça a dermatologista Laís Dutra.
A seleção começou em outubro e continuará até que seja alcançado o número de participantes previsto no estudo ou o laboratório patrocinador encerre a seleção.
Se interessou? Entre em contato
As interessadas em conhecer a pesquisa e verificar a possibilidade de participação podem entrar em contato com a equipe de Pesquisa Clínica do IgesDF pelo telefone e WhatsApp (61) 3550-8837 ou pelo e-mail pesquisaclinica@igesdf.org.br
Ao aproximar pesquisa, assistência e inovação, o IgesDF fortalece a produção científica e amplia as oportunidades de participação de seus profissionais em estudos que buscam novas possibilidades de cuidado para a população.
COMENTE ABAIXO:
-
Curiosidades2 dias agoRede Feminina encerra Outubro Rosa com acolhimento para pacientes do Hospital de Base
-
Curiosidades2 dias agoExercícios reforçam preparação do DF para grandes eventos com simulados de emergência
-
Esporte1 dia agoFORÇA DO ATLETISMO DO DF: CASO BRILHA COM PÓDIOS NA MARCHA E NAS PISTAS
-
Curiosidades2 dias agoEstudante de Planaltina assume posto de procuradora-geral do DF por um dia



