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Politica

Deputada posta foto com arma e faz referência a Lula

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A deputada Julia Zanatta (PL-SC) fez uma publicação segurando uma metralhadora e com uma blusa fazendo referência a Lula em suas redes

Reprodução/Twitter

A deputada Julia Zanatta (PL-SC) teve uma postagem repercutida na web nos últimos dias. Em suas redes sociais, a parlamentar bolsonarista fez um post segurando uma metralhadora enquanto fazia referência ao atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Internautas apontaram a publicação como violenta e ameaçadora. Líder do governo na Câmara, José Guimarães, afirma que vai denunciar a parlamentar ao Conselho de Ética.

Na foto, a deputada usa uma camisa que possui a ilustração de uma mão com quatro dedos e que foi baleada três vezes. Em inglês, a blusa também tem a frase come and take it (venha e pegue isto, em tradução livre). Na legenda da publicação, Zanatta faz críticas ao atual governo:

“Não podemos baixar a guarda. Infelizmente a situação não é fácil. Com Lula no poder, deixamos um sonho de liberdade para passar para uma defesa única e exclusiva dos empregos, do pessoal que investiu no setor de armas. Estamos agora falando em socorrer empregos e lutar por segurança jurídica. Nesse desgoverno do PT, temos que lutar pra garantir o que já está na lei. E impedir retrocessos. Contem comigo. Não desistiremos”, escreveu.

Veja a postagem feita no Twitter:

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Eleita com mais de 110 mil votos em Santa Catarina, Zanatta foi a sexta candidata mais votada do estado. Amiga de Eduardo Bolsonaro, ela também compartilha da ideologia armamentista. Na web, internautas criticaram a postagem.

“Denunciem essa publicação. Discurso de ódio até na estampa da camiseta. Certeza de impunidade”, escreveu uma usuária do Twitter.

Líderes petistas se manifestam

A presidente do Partido dos Trabalhadores, Gleisi Hoffmann, também se pronunciou sobre a postagem de Zanatta:

 

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Também usando o Twitter, o líder do Governo na Câmara afirmou que vai levar o caso ao Conselho de Ética. “Este tipo de conduta é crime fere o decoro”, escreveu Guimarães. Confira:

LULAJAIR BOLSONAROMETRO-DF-2021

Fonte: Metropoles

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feminicidio

Vote Segura mostra boas práticas de políticas de segurança a mulheres

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Guia lista 11 recomendações para parlamentares eleitos
Agência Brasil

A Rede Justiça Criminal lançou a campanha Vote Segura, voltada prioritariamente à segurança das mulheres. No ano passado, canais oficiais registraram 1.571 vítimas de feminicídio no país. Significa que ao menos quatro mulheres foram assassinadas por dia por motivação relacionada ao gênero. Para cada feminicídio consumado, outros três foram tentados.

A campanha Vote Segura elaborou um guia com um conjunto de boas práticas legislativas para orientar a formulação de programas de mandato, projetos de lei, atividades de fiscalização e articulação política.

O objetivo é qualificar o debate público e subsidiar candidaturas ao Congresso Nacional comprometidas com a redução da violência contra o público feminino. As mulheres representam 51,5% da população brasileira de 213,4 milhões de habitantes.

O guia reúne 11 recomendações para os próximos parlamentares eleitos:

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  1. priorizar a prevenção sem abandonar a responsabilização;
  2. estruturar políticas públicas permanentes;
  3. fortalecer a coordenação entre os entes federativos;
  4. promover a integração entre diferentes políticas públicas;
  5. basear decisões em evidências e dados confiáveis;
  6. incorporar mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação;
  7. fortalecer a transparência e o controle por parte da sociedade;
  8. estabelecer critérios objetivos para acesso a recursos públicos;
  9. adotar uma perspectiva de direitos humanos voltada também às mulheres;
  10. produzir impactos mensuráveis;
  11. evitar respostas legislativas exclusivamente simbólicas.
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A coordenadora executiva da Rede Justiça Criminal, Janine Salles de Carvalho, destaca que as mulheres brasileiras estão com medo, e com razão. Elas mudam suas rotinas, compartilham a localização em tempo real quando saem à noite, preocupam-se com a própria segurança.

“Esse medo, infelizmente, também se tornou um ativo político capaz de mobilizar votos. Mas responder à insegurança não significa apostar apenas em mais polícia ou prisões. Precisamos olhar para aquilo que impede que a violência aconteça.”

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