Politica
Dilma alertou Lula sobre suspeita de espionagem da Abin
Foto: Banco de imagem
Ao chegar no local, sua equipe de segurança foi informada de que “seguranças do GSI (Gabinete de Segurança Institucional)” haviam estado lá
A ex-presidente Dilma Rousseff relatou, ainda durante a campanha presidencial de 2022, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) suspeitas de uma possível espionagem. A suspeita se iniciou após a posse do ministro Alexandre de Moraes na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), no dia 16 de agosto.
Naquela noite, após o evento, a ex-presidente foi jantar em um restaurante de Brasília. Ao chegar no local, sua equipe de segurança foi informada de que “seguranças do GSI (Gabinete de Segurança Institucional)” haviam estado lá.
Sem que qualquer outra equipe de segurança tivesse sido acionada para o jantar, outro fato que causou estranheza foi o comportamento de outros três clientes do restaurante.
Em paralelo, na época, o ministro-chefe do GSI, Augusto Heleno, havia afirmado em reunião que solicitou a infiltração de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) nas campanhas presidenciais. Ao perceber o que o general estava para dizer, o então presidente Jair Bolsonaro (PL) o interrompeu.
Fonte: Jornal de Brasilia
feminicidio
Vote Segura mostra boas práticas de políticas de segurança a mulheres
A Rede Justiça Criminal lançou a campanha Vote Segura, voltada prioritariamente à segurança das mulheres. No ano passado, canais oficiais registraram 1.571 vítimas de feminicídio no país. Significa que ao menos quatro mulheres foram assassinadas por dia por motivação relacionada ao gênero. Para cada feminicídio consumado, outros três foram tentados.
A campanha Vote Segura elaborou um guia com um conjunto de boas práticas legislativas para orientar a formulação de programas de mandato, projetos de lei, atividades de fiscalização e articulação política.
O objetivo é qualificar o debate público e subsidiar candidaturas ao Congresso Nacional comprometidas com a redução da violência contra o público feminino. As mulheres representam 51,5% da população brasileira de 213,4 milhões de habitantes.
O guia reúne 11 recomendações para os próximos parlamentares eleitos:
- priorizar a prevenção sem abandonar a responsabilização;
- estruturar políticas públicas permanentes;
- fortalecer a coordenação entre os entes federativos;
- promover a integração entre diferentes políticas públicas;
- basear decisões em evidências e dados confiáveis;
- incorporar mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação;
- fortalecer a transparência e o controle por parte da sociedade;
- estabelecer critérios objetivos para acesso a recursos públicos;
- adotar uma perspectiva de direitos humanos voltada também às mulheres;
- produzir impactos mensuráveis;
- evitar respostas legislativas exclusivamente simbólicas.
A coordenadora executiva da Rede Justiça Criminal, Janine Salles de Carvalho, destaca que as mulheres brasileiras estão com medo, e com razão. Elas mudam suas rotinas, compartilham a localização em tempo real quando saem à noite, preocupam-se com a própria segurança.
“Esse medo, infelizmente, também se tornou um ativo político capaz de mobilizar votos. Mas responder à insegurança não significa apostar apenas em mais polícia ou prisões. Precisamos olhar para aquilo que impede que a violência aconteça.”
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