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Saúde

Novo tratamento para hiperplasia prostática pode beneficiar 2 milhões de brasileiros

Publicado em

Créditos: Pixabay

A estimativa do Ministério da Saúde leva em conta os pacientes com aumento exagerado do órgão, a chamada Hiperplasia Prostática Benigna

A hiperplasia prostática benigna (HPB) é uma condição que afeta. Aumenta significativamente a qualidade de vida de homens maduros, sendo prevalente. Em cerca de 50% dos indivíduos aos 50 anos e 80% aos 70 anos, de acordo com. a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU).

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Os sintomas da HPB, conforme a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), incluem alterações no fluxo urinário, necessidade de urinar frequentemente, incontinência, infecções do trato urinário e, em casos mais graves, retenção urinária e insuficiência renal.

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O tratamento inicial geralmente se inicia com medicação, mas em situações. Em casos em que há falha ou intolerância a esses medicamentos, a cirurgia é recomendada.

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O método clássico de resseção endoscópica da próstata, embora eficaz, é invasivo, e requer um período maior de recuperação hospitalar. Além disso, um efeito colateral comum é a ejaculação retrógrada, ocorrendo na maioria dos pacientes tratados.

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A nova tecnologia, chamada REZUM, recém-autorizada pela Anvisa, oferece uma alternativa menos invasiva para os pacientes que sofrem com o aumento benigno da próstata.

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Em contraste com a técnica tradicional, o REZUM se apresenta como uma opção minimamente invasiva, com recuperação mais rápida e menores riscos de complicações.

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Dr. Carlo Passerotti, urologista do Hospital Oswaldo Cruz, destaca a diferença significativa do REZUM em comparação com a ressecção tradicional, “são diferenças fundamentais na abordagem não-invasiva e, especialmente, pela rápida recuperação e a diminuição dos efeitos colaterais, como a ejaculação retrógrada, em mais de 80% dos procedimentos “.

 

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Para o urologista José Carlos Truzzi, também pioneiro da técnica no país, “o REZUM utiliza a tecnologia endoscópica por via uretral para posicionar um dispositivo até a próstata, onde o vapor de água é aplicado para reduzir o tamanho do órgão. O procedimento é rápido, realizado sob sedação anestésica, permitindo que o paciente retorne para casa em cerca de uma hora após o tratamento”.

 

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Os médicos, que foram pioneiros na implantação da técnica no Brasil, decidiram levar essa oportunidade de tratamento para o interior de São Paulo. Em Bauru, os doutores Truzzi e Passerotti se uniram ao Dr. Ronaldo Maia, para oferecer esse tratamento aos moradores da região.

 

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“A clínica Veritas é a realização de um sonho nosso. Eu, o Carlo e o Truzzi somos aqui da região e, se alcançamos sucesso longe daqui, não esquecemos da nossa origem e da vontade de trazer os melhores tratamentos para a próstata, bexiga e rins”, finaliza o Dr. Maia.

 

 

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Sobre os médicos:

 

Dr. Carlo Passerotti:

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Dr. Carlo Passerotti estudou medicina, Mestrado e Doutorado na Universidade Federal de São Paulo (EPM). Pós-doutorado em cirurgia robótica na Harvard Medical School, onde foi o primeiro brasileiro a ser certificado e treinado em cirurgia robótica.

 

Atualmente é Professor Livre-docente pela Faculdade de Medicina da USP, orientador na pós-graduação da Universidade de São Paulo e coordenador do serviço de Urologia e Cirurgia Robótica do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

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Dr. José Carlos Truzzi:

Dr. José Carlos Truzzi é Doutor em Urologia pela Escola Paulista de Medicina (Universidade Federal de São Paulo).

 

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É Coordenador do Setor de Urologia do Grupo Fleury e atual Chefe do Departamento de Urologia Feminina e Disfunções Miccionais da Confederação Americana de Urologia (CAU).

 

Dr. Ronaldo Maia:

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Dr. Ronaldo Maia é Doutor em Urologia pela USP, Urologista reconhecido pelo seu trabalho como diretor do Hospital do Rim, em São Paulo, uma das referências em atendimento de urologia no Brasil.

 

Redes sociais do Veritas Urological Center:

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Instagram: https://www.instagram.com/veritas.uro/

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Gabriel Menezes de Almeida

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Celular comercial: (21) 99852-7704

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Saúde

IgesDF seleciona mulheres para pesquisa clínica sobre tratamento da acne moderada

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Estudo realizado no Hospital de Base busca voluntárias de 14 a 45 anos e integra as iniciativas do Instituto para ampliar a produção científica e investigar novas possibilidades terapêuticas
Por Jurana Lopes
Mais do que uma questão estética, a acne pode deixar marcas que vão além da pele. Manchas, cicatrizes e impactos na autoestima e na qualidade de vida estão entre as possíveis consequências dessa doença inflamatória, que continua mobilizando pesquisadores em busca de novas opções de tratamento.
No Distrito Federal, mulheres de 14 a 45 anos com diagnóstico de acne moderada podem se candidatar a uma pesquisa clínica realizada no Centro de Pesquisa da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).
O estudo avalia uma nova opção terapêutica para a acne moderada. O recrutamento começou em outubro e permanecerá aberto até que seja atingido o número de participantes previsto no protocolo do estudo.
“A acne é uma doença inflamatória muito comum. É importante entendermos que seu impacto vai além das espinhas. Ela pode deixar manchas e cicatrizes e interferir diretamente na autoestima e na qualidade de vida. Com a pesquisa, queremos avaliar novas possibilidades de tratamento e contribuir para o avanço da medicina”, explica Laís Dutra, dermatologista do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e investigadora responsável pelo estudo.
Como funciona a participação
O primeiro passo para as interessadas é passar por uma triagem conduzida por uma enfermeira da equipe de pesquisa. Nessa etapa, são avaliadas as condições iniciais da candidata e sua possível adequação aos critérios de inclusão estabelecidos no protocolo.
As mulheres que atenderem aos requisitos poderão seguir para as etapas seguintes, com avaliação e acompanhamento especializados. Durante o estudo, as participantes contarão com assistência de dermatologista e ginecologista, além do suporte dos demais profissionais da equipe multidisciplinar.
Todo o acompanhamento será realizado no Centro de Pesquisa da Diep, no Hospital de Base, e terá duração estimada de três a seis meses, conforme o protocolo e as etapas previstas para cada participante.
“Essas mulheres serão avaliadas e acompanhadas por uma equipe multidisciplinar. Começamos com a triagem e, atendidos os critérios da pesquisa, seguimos com todo o acompanhamento necessário. É um processo estruturado para que a participante seja assistida durante as diferentes etapas do estudo”, destaca Laís Dutra.
Questões relacionadas à saúde da mulher também poderão ser avaliadas individualmente. Conforme previsto no protocolo, podem ser solicitados exames e avaliação ginecológica, inclusive para verificar os cuidados contraceptivos necessários durante a participação.
Fatores hormonais também podem estar relacionados ao aparecimento ou à piora da acne em algumas mulheres e, por isso, podem ser considerados na avaliação clínica.
Estudo está em fase avançada
O estudo está na fase 3 do desenvolvimento clínico da medicação e utiliza o modelo duplo-cego. Nesse tipo de pesquisa, nem a participante nem a médica investigadora sabem, durante o acompanhamento, a qual grupo de tratamento a voluntária foi destinada. Esse procedimento ajuda a reduzir possíveis interferências na avaliação dos resultados.
“O objetivo é avaliar a resposta ao tratamento considerando tanto a percepção da participante quanto a avaliação médica. Estudos como esse são importantes para conhecermos melhor novas medicações antes que possam chegar ao mercado e se tornar mais uma opção de tratamento”, ressalta Laís Dutra.
Durante o acompanhamento, produtos para os cuidados com a pele previstos no protocolo, como sabonete, protetor solar e hidratante, serão disponibilizados às participantes. As mulheres selecionadas também receberão ajuda de custo, conforme as regras estabelecidas pelo estudo.
Pesquisa que aproxima ciência e assistência
A pesquisa científica é uma das frentes de atuação do IgesDF e busca transformar questões observadas nos serviços de saúde em conhecimento capaz de contribuir para o aprimoramento da assistência.
Nesse trabalho, a Gerência de Pesquisa (Gerpe), vinculada à Diep, atua na estruturação, no acompanhamento e na coordenação de projetos. A área também promove a integração entre pesquisadores, serviços de saúde e instituições parceiras, favorecendo a participação do Instituto em estudos multicêntricos, redes de pesquisa e iniciativas de cooperação científica nacionais e internacionais.
Entre 2025 e 2026, 169 projetos de pesquisa foram aprovados pelo Conselho Científico do IgesDF. Desse total, 57 têm o próprio Instituto como instituição proponente. Entre esses projetos, 49 pesquisadores são colaboradores do IgesDF.
Além dos projetos aprovados pelo Conselho, o Instituto conta atualmente com 30 pesquisas clínicas patrocinadas em andamento ou em fase de regulação. Desenvolvidas em parceria com instituições nacionais e internacionais, essas iniciativas ampliam a participação do IgesDF em estudos multicêntricos e redes de colaboração científica.
Para a gerente de Pesquisa da Diep, Ana Carolina Lagôa, os números demonstram o avanço da instituição tanto na condução de estudos próprios quanto na participação em pesquisas clínicas patrocinadas.
“Esse cenário mostra que o IgesDF vem avançando em diferentes frentes da pesquisa científica. Ao mesmo tempo em que fortalecemos a produção conduzida pelos nossos próprios profissionais, ampliamos a participação em pesquisas clínicas patrocinadas e a articulação com instituições nacionais e internacionais. Essa integração aproxima nossos serviços de grandes redes de pesquisa e cria oportunidades para que conhecimento, inovação e assistência caminhem juntos”, destaca Ana Carolina.
O crescimento também se reflete na produção científica. No mesmo período, foram registradas aproximadamente 100 publicações vinculadas a pesquisadores do IgesDF.
Para incentivar a divulgação dos resultados, a Gerpe mantém um programa de fomento à publicação científica, que oferece apoio financeiro para trabalhos submetidos a periódicos que cobram taxas de publicação. A iniciativa busca ampliar o alcance do conhecimento produzido pelos profissionais e fortalecer a presença do Instituto no cenário científico nacional e internacional.
“Não basta desenvolver a pesquisa. É importante que o conhecimento produzido circule, seja compartilhado e possa contribuir com outros pesquisadores e serviços de saúde. O apoio à publicação e a articulação com instituições parceiras ajudam a ampliar o alcance desse conhecimento e a inserir cada vez mais o IgesDF em redes de colaboração científica”, explica Ana Carolina.
Quem pode participar?
Podem procurar a equipe de pesquisa mulheres de 14 a 45 anos com diagnóstico de acne moderada que tenham interesse em conhecer o estudo e verificar se atendem aos critérios de participação.
O contato inicial não garante a inclusão na pesquisa. A seleção depende da avaliação individual e do cumprimento dos requisitos previstos no protocolo.
“Queremos que as mulheres interessadas procurem nossa equipe, conheçam a pesquisa e tirem todas as dúvidas. A partir da avaliação inicial, conseguiremos verificar quem atende aos critérios para participar”, reforça a dermatologista Laís Dutra.
A seleção começou em outubro e continuará até que seja alcançado o número de participantes previsto no estudo ou o laboratório patrocinador encerre a seleção.
Se interessou? Entre em contato
As interessadas em conhecer a pesquisa e verificar a possibilidade de participação podem entrar em contato com a equipe de Pesquisa Clínica do IgesDF pelo telefone e WhatsApp (61) 3550-8837 ou pelo e-mail pesquisaclinica@igesdf.org.br
Ao aproximar pesquisa, assistência e inovação, o IgesDF fortalece a produção científica e amplia as oportunidades de participação de seus profissionais em estudos que buscam novas possibilidades de cuidado para a população.
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