Saúde
Hospital de Santa Maria promove ações de segurança no trabalho
Abril Verde mobiliza colaboradores com foco em autocuidado e prevenção no ambiente hospitalar
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) iniciou, nesta terça-feira (14), a SIPAT 2026 – Semana Interna de Prevenção de Acidentes de Trabalho, com uma programação voltada ao cuidado com a saúde dos colaboradores e à promoção de práticas seguras no ambiente profissional, como parte do Abril Verde.
A abertura contou com apresentação musical, formação da mesa institucional e um minuto de silêncio em memória das vítimas de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho. A homenagem reforça o significado do dia 28 de abril, data reconhecida mundialmente pela causa.
Ao dar início à programação, a presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA) e chefe do Núcleo de Mobilidade (Numob), Márcia Darlene Lemos, destacou a importância de fortalecer a cultura de proteção no ambiente hospitalar. “Aqui, onde o cuidado com o outro é constante, também precisamos olhar para nós mesmos. Segurança no trabalho é resultado de atitudes diárias, do uso correto dos equipamentos e de um compromisso coletivo”, afirma.
A fala foi reforçada pela gestão da unidade. O superintendente do HRSM, Diêgo Figueiredo, convidou os colaboradores a aproveitarem o momento como oportunidade de troca e aprendizado. “A prevenção não é responsabilidade de um setor específico, mas de todos nós. Que este momento gere reflexões e ideias que possam ser levadas para a rotina e compartilhadas com as equipes”, pontua.
Na mesma linha, a engenheira de Segurança do Trabalho do HRSM, Alessia Pereira da Silva, destacou que atitudes do dia a dia fazem a diferença. Segundo ela, seguir procedimentos, utilizar corretamente os equipamentos de proteção e respeitar os próprios limites são medidas essenciais para evitar acidentes. “A segurança é construída no cotidiano, com responsabilidade compartilhada. Cuidar de si também é reconhecer quando é hora de pedir ajuda”, reforça.

Programação diversificada
Com foco na prevenção e no bem-estar, a programação reúne temas atuais e essenciais para o dia a dia dos profissionais. No primeiro dia, o coordenador de Compliance e Governança do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), Eduardo Corrêa, abriu o ciclo de palestras sobre assédio no ambiente de trabalho e seus impactos.
Na sequência, a professora Risoleide Gonçalves, do Centro Universitário Uniceplac, destacou a importância do autocuidado como base para a segurança, reforçando a atenção à saúde física e emocional no ambiente de trabalho.
Além das palestras, a SIPAT oferece atividades voltadas ao bem-estar. Os participantes podem acessar estandes educativos, serviços de saúde e ações como corte de cabelo, design de sobrancelhas e maquiagem, além da distribuição de materiais informativos e sorteios. As iniciativas contribuem para um ambiente mais acolhedor e incentivam a integração entre os colaboradores.

A assistente administrativa da coordenação de protocolos do hospital, Thaynara Aguiar, aprovou a proposta. “Aproveitei para retocar a sobrancelha. É muito bom porque a gente sai um pouco da rotina, se cuida e ainda interage com os colegas. Isso faz diferença e deixa o ambiente mais leve”, destaca.
CRÉDITOS:
Autora: Talita Motta
Fotos: Divulgação/IgesDF
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Saúde
IgesDF seleciona mulheres para pesquisa clínica sobre tratamento da acne moderada
Estudo realizado no Hospital de Base busca voluntárias de 14 a 45 anos e integra as iniciativas do Instituto para ampliar a produção científica e investigar novas possibilidades terapêuticas
Por Jurana Lopes
Mais do que uma questão estética, a acne pode deixar marcas que vão além da pele. Manchas, cicatrizes e impactos na autoestima e na qualidade de vida estão entre as possíveis consequências dessa doença inflamatória, que continua mobilizando pesquisadores em busca de novas opções de tratamento.
No Distrito Federal, mulheres de 14 a 45 anos com diagnóstico de acne moderada podem se candidatar a uma pesquisa clínica realizada no Centro de Pesquisa da Diretoria de Inovação, Ensino e Pesquisa (Diep), no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF), unidade administrada pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF).
O estudo avalia uma nova opção terapêutica para a acne moderada. O recrutamento começou em outubro e permanecerá aberto até que seja atingido o número de participantes previsto no protocolo do estudo.
“A acne é uma doença inflamatória muito comum. É importante entendermos que seu impacto vai além das espinhas. Ela pode deixar manchas e cicatrizes e interferir diretamente na autoestima e na qualidade de vida. Com a pesquisa, queremos avaliar novas possibilidades de tratamento e contribuir para o avanço da medicina”, explica Laís Dutra, dermatologista do Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) e investigadora responsável pelo estudo.
Como funciona a participação
O primeiro passo para as interessadas é passar por uma triagem conduzida por uma enfermeira da equipe de pesquisa. Nessa etapa, são avaliadas as condições iniciais da candidata e sua possível adequação aos critérios de inclusão estabelecidos no protocolo.
As mulheres que atenderem aos requisitos poderão seguir para as etapas seguintes, com avaliação e acompanhamento especializados. Durante o estudo, as participantes contarão com assistência de dermatologista e ginecologista, além do suporte dos demais profissionais da equipe multidisciplinar.
Todo o acompanhamento será realizado no Centro de Pesquisa da Diep, no Hospital de Base, e terá duração estimada de três a seis meses, conforme o protocolo e as etapas previstas para cada participante.
“Essas mulheres serão avaliadas e acompanhadas por uma equipe multidisciplinar. Começamos com a triagem e, atendidos os critérios da pesquisa, seguimos com todo o acompanhamento necessário. É um processo estruturado para que a participante seja assistida durante as diferentes etapas do estudo”, destaca Laís Dutra.
Questões relacionadas à saúde da mulher também poderão ser avaliadas individualmente. Conforme previsto no protocolo, podem ser solicitados exames e avaliação ginecológica, inclusive para verificar os cuidados contraceptivos necessários durante a participação.

Fatores hormonais também podem estar relacionados ao aparecimento ou à piora da acne em algumas mulheres e, por isso, podem ser considerados na avaliação clínica.
Estudo está em fase avançada
O estudo está na fase 3 do desenvolvimento clínico da medicação e utiliza o modelo duplo-cego. Nesse tipo de pesquisa, nem a participante nem a médica investigadora sabem, durante o acompanhamento, a qual grupo de tratamento a voluntária foi destinada. Esse procedimento ajuda a reduzir possíveis interferências na avaliação dos resultados.
“O objetivo é avaliar a resposta ao tratamento considerando tanto a percepção da participante quanto a avaliação médica. Estudos como esse são importantes para conhecermos melhor novas medicações antes que possam chegar ao mercado e se tornar mais uma opção de tratamento”, ressalta Laís Dutra.
Durante o acompanhamento, produtos para os cuidados com a pele previstos no protocolo, como sabonete, protetor solar e hidratante, serão disponibilizados às participantes. As mulheres selecionadas também receberão ajuda de custo, conforme as regras estabelecidas pelo estudo.

Pesquisa que aproxima ciência e assistência
A pesquisa científica é uma das frentes de atuação do IgesDF e busca transformar questões observadas nos serviços de saúde em conhecimento capaz de contribuir para o aprimoramento da assistência.
Nesse trabalho, a Gerência de Pesquisa (Gerpe), vinculada à Diep, atua na estruturação, no acompanhamento e na coordenação de projetos. A área também promove a integração entre pesquisadores, serviços de saúde e instituições parceiras, favorecendo a participação do Instituto em estudos multicêntricos, redes de pesquisa e iniciativas de cooperação científica nacionais e internacionais.
Entre 2025 e 2026, 169 projetos de pesquisa foram aprovados pelo Conselho Científico do IgesDF. Desse total, 57 têm o próprio Instituto como instituição proponente. Entre esses projetos, 49 pesquisadores são colaboradores do IgesDF.
Além dos projetos aprovados pelo Conselho, o Instituto conta atualmente com 30 pesquisas clínicas patrocinadas em andamento ou em fase de regulação. Desenvolvidas em parceria com instituições nacionais e internacionais, essas iniciativas ampliam a participação do IgesDF em estudos multicêntricos e redes de colaboração científica.
Para a gerente de Pesquisa da Diep, Ana Carolina Lagôa, os números demonstram o avanço da instituição tanto na condução de estudos próprios quanto na participação em pesquisas clínicas patrocinadas.
“Esse cenário mostra que o IgesDF vem avançando em diferentes frentes da pesquisa científica. Ao mesmo tempo em que fortalecemos a produção conduzida pelos nossos próprios profissionais, ampliamos a participação em pesquisas clínicas patrocinadas e a articulação com instituições nacionais e internacionais. Essa integração aproxima nossos serviços de grandes redes de pesquisa e cria oportunidades para que conhecimento, inovação e assistência caminhem juntos”, destaca Ana Carolina.
O crescimento também se reflete na produção científica. No mesmo período, foram registradas aproximadamente 100 publicações vinculadas a pesquisadores do IgesDF.
Para incentivar a divulgação dos resultados, a Gerpe mantém um programa de fomento à publicação científica, que oferece apoio financeiro para trabalhos submetidos a periódicos que cobram taxas de publicação. A iniciativa busca ampliar o alcance do conhecimento produzido pelos profissionais e fortalecer a presença do Instituto no cenário científico nacional e internacional.
“Não basta desenvolver a pesquisa. É importante que o conhecimento produzido circule, seja compartilhado e possa contribuir com outros pesquisadores e serviços de saúde. O apoio à publicação e a articulação com instituições parceiras ajudam a ampliar o alcance desse conhecimento e a inserir cada vez mais o IgesDF em redes de colaboração científica”, explica Ana Carolina.

Quem pode participar?
Podem procurar a equipe de pesquisa mulheres de 14 a 45 anos com diagnóstico de acne moderada que tenham interesse em conhecer o estudo e verificar se atendem aos critérios de participação.
O contato inicial não garante a inclusão na pesquisa. A seleção depende da avaliação individual e do cumprimento dos requisitos previstos no protocolo.
“Queremos que as mulheres interessadas procurem nossa equipe, conheçam a pesquisa e tirem todas as dúvidas. A partir da avaliação inicial, conseguiremos verificar quem atende aos critérios para participar”, reforça a dermatologista Laís Dutra.
A seleção começou em outubro e continuará até que seja alcançado o número de participantes previsto no estudo ou o laboratório patrocinador encerre a seleção.
Se interessou? Entre em contato
As interessadas em conhecer a pesquisa e verificar a possibilidade de participação podem entrar em contato com a equipe de Pesquisa Clínica do IgesDF pelo telefone e WhatsApp (61) 3550-8837 ou pelo e-mail pesquisaclinica@igesdf.org.br
Ao aproximar pesquisa, assistência e inovação, o IgesDF fortalece a produção científica e amplia as oportunidades de participação de seus profissionais em estudos que buscam novas possibilidades de cuidado para a população.
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