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Esporte

Judoca Bia Souza, medalha de ouro em Paris 2024, é a nova embaixadora do Time Neoenergia

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Chegada da atleta reforça compromisso da companhia em apoiar e valorizar a presença feminina no esporte

Brasília, 12 de novembro de 2024 – Ela protagonizou um dos momentos mais inesquecíveis da história do judô brasileiro. Ao subir no lugar mais alto do pódio em Paris 2024, Bia Souza tornou-se a primeira mulher brasileira estreante em Jogos Olímpicos a ser campeã olímpica em provas individuais. Agora, ao ser anunciada como a nova embaixadora do Time Neoenergia, a atleta ajudará a fortalecer ainda mais a presença feminina dentro e fora do tatame. Sua chegada também consolida a liderança da Neoenergia como a companhia que, hoje, é reconhecida, no setor de energia, como a que mais apoia o esporte feminino no Brasil.

“Renunciei a muitas coisas até a conquista do ouro olímpico. É como gosto de dizer: uma vida por um dia. Com a parceria da Neoenergia, tenho a chance de mostrar a meninas e mulheres que a minha trajetória de força e superação valeu a pena. O esporte pode proporcionar inúmeras vitórias que vão muito além das medalhas”, afirma Bia Souza. Aos 26 anos, a atleta foi abraçada pelos brasileiros. No dia da competição em Paris, somava 13 mil seguidores no Instagram. Hoje, acumula mais de três milhões de fãs nas redes sociais.

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Mais apoio para treinamentos

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A judoca passará a contar com um importante apoio para auxiliá-la a elevar ainda mais a qualidade de sua preparação em futuras competições. Bia Souza é a sétima atleta a entrar para o Time Neoenergia cujo foco é promover a equidade de gênero e impulsionar o esporte feminino no Brasil. O patrocínio também reforça a parceria entre a Neoenergia e o Comitê Olímpico do Brasil (COB), firmada este ano até 2025, para apoiar desportistas de diversas modalidades olímpicas, beneficiando atletas mulheres.

“Queremos capacitar mais mulheres a conquistarem pódios olímpicos e campeonatos mundiais, levando energia e inspiração. A Neoenergia tem muito orgulho de fazer a diferença no desenvolvimento do esporte feminino no país. Além disso, a escolha de Bia Souza amplia nosso alcance, bem como reforça nosso propósito de valorização do papel da mulher na sociedade”, destaca Lorenzo Perales, Diretor de Marketing da Neoenergia.

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O que poucos sabem é que Bia – da categoria pesado, acima de 78 kg – possui uma carreira com resultados relevantes alcançados antes dos Jogos Olímpicos de Paris. Ela é 3º sargento do Exército Brasileiro e já subiu 21 vezes em pódios de campeonatos mundiais e pan-americanos, de 2017 a 2024. Teve sua primeira grande conquista no mundial em 2017, com a prata em Budapeste no torneio de equipes mistas. Na mesma cidade, já em 2021, levou o bronze no torneio individual. É tetracampeã no Pan-Americano (2017, 21, 22, 23), tricampeã no Mundial (2019, 21, 23).

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Conexão com Peruíbe

Criada em Peruíbe, no litoral de São Paulo, desde os sete anos de idade, Bia também terá a chance de reforçar o engajamento da marca com a cidade, onde a Neoenergia é responsável pelo fornecimento de energia elétrica, por meio da distribuidora Neoenergia Elektro. Foi lá que ela iniciou sua trajetória no judô incentivada pelo pai.

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A escolha pela atleta também se deu pela conexão dela com valores de diversidade racial e de gênero da companhia. Até 2030, a Neoenergia tem o compromisso de aumentar em 40% o número de mulheres e de pessoas pretas e pardas em cargos de liderança.

Além de Bia Souza, o Time Neoenergia é formado por atletas de várias modalidades. São elas: Ana Vitória Magalhães, a Tota, campeã brasileira de ciclismo de estrada e de contrarrelógio; Bruna Kajiya, tetracampeã mundial de kitesurfe; Mirelle Leite, bicampeã Sul-americana nos 3.000 metros com obstáculos no Sub-23; Ana Marcela, campeã olímpica de águas abertas em Tóquio 2020; Celine Bispo, campeã sul-americana juvenil de natação; e Antonia Silva, jogadora de futebol e medalha de prata em Paris 2024.

Fonte: Neoenergia Brasilia

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Esporte

“Elas em campo” é tema do Caminhos da Reportagem desta segunda-feira

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Programa vai ao ar às 23h na TV Brasil
TV Brasil

Em menos de um ano, em junho de 2027, oito cidades brasileiras sediarão jogos da primeira edição de uma Copa do Mundo Feminina realizada na América do Sul, recebendo 32 seleções de todo o mundo. A grandiosidade do evento reforça a importância do debate sobre o futebol feminino e demonstra que, ainda que estejamos evoluindo na modalidade, ainda há desafios a serem superados.

Se a geração das primeiras jogadoras a representar o país na seleção não tinha salários e recebia apenas uma ajuda de custo, inclusive nos seus clubes, hoje já existem várias competições nacionais e internacionais e mesmo de categorias de base, com um cenário consolidado de jogos. Se antes era preciso conciliar a paixão pelos campos com outros trabalhos, hoje já existe toda uma cadeia de mulheres atuando profissionalmente em cada etapa da modalidade, dentro e fora das quatro linhas.

Apesar disso, ainda há machismo e preconceito. Competições de várzea femininas ou espaços de formação e treinamento exclusivos para meninas são raros e surgem de iniciativas pontuais.

Na semana em que é coroada mais uma equipe como vencedora do Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino, com grandes torcidas enchendo estádios e apoiando suas atletas, é preciso lembrar que se uma mulher quisesse jogar bola entre os anos 1940 e meados de1980 no Brasil, ela era proibida por lei de praticar esse esporte, sob a justificativa de que teria a saúde física prejudicada.

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Hoje, no entanto, apesar das resistências que surgem, inclusive dentro das próprias famílias e de toda a sociedade, já é possível ver meninas e jovens sonhando com uma carreira no esporte, ou mesmo desejando simplesmente jogar bola, seja por amor ou diversão, em diferentes fases da vida. 

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Também já é possível reconhecer e reverenciar toda uma geração de pioneiras que pavimentaram esse caminho e são referências da potência que ainda podemos nos tornar, algumas inclusive trabalhando pela modalidade mesmo após oficialmente ‘pendurarem as chuteiras’.

Márcia Honório, uma dessas precursoras na seleção brasileira e que fez parte da primeira equipe a representar o Brasil em uma Copa do Mundo, fala sobre a emoção desse momento.

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“Quando você pega um telegrama daquele e se vê convocada, e quando está fora do seu país e ouve o Hino Nacional, é emocionante até hoje. A gente gostava e tinha garra, uma vontade de querer ganhar para chegar ao país e falar assim: ‘ó, agora vocês precisam ajudar o futebol feminino’”.

A equipe do Caminhos da Reportagem conversou com especialistas, atletas e ex-atletas, gestoras, jogadoras de várzea, empreendedoras, meninas e mulheres que vivem e, acima de tudo, amam o futebol. Elas contam como está a modalidade hoje, os desafios já superados e as expectativas para o que as próximas gerações encontrarão.

A ex-jogadora Formiga, recordista absoluta em tempo de atuação e em número de vezes representando o Brasil em copas do mundo, reconhece a importância desse pertencimento dentro da categoria:

“Eu passei de Miraíldes, a Mira, da família e dos amigos, para Formiga. E só aí vim entender que não só a Miraíldes jogava futebol, existiam outras mulheres que também passaram o mesmo ou pior, que eu não era a única mulher estranha no mundo.  Até então eu me achava um ser humano estranho, por ser a única menina ali que jogava realmente futebol no meio dos meninos”.

A jornalista Milly Lacombe lembra a importância dessa participação coletiva nos processos: “Eu acho que a principal mudança é a ideia de que juntas, conseguimos coisas, sozinha ninguém consegue nada. Então, a ideia de que a luta pela emancipação feminina não se separa da luta pelo futebol feminino. Eu diria que essa consciência de que a gente é classe, é um grupo, de que vamos juntas. Eu acho isso muito bonito no futebol feminino, que tem uma história de amor que o masculino não tem”, afirma.

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O momento é de otimismo e de maior espaço para a modalidade, inclusive por causa da copa no Brasil, e as entrevistadas imaginam um futuro com mais desenvolvimento para o futebol feminino. A treinadora de times da várzea Lu Leal diz o que espera para as novas gerações: “Meu maior sonho é ver as atletas que estão batalhando alcançar o objetivo chegar, ganhar e ter oportunidades. É o que elas merecem.”

O Caminhos da Reportagem “Elas em campo: futebol, paixão e resiliência” será exibido hoje (5), às 23h, na TV Brasil. No próximo mês, o tema será retomado em outro programa que tratará das condições e do cenário do futebol feminino como profissão e possibilidade de carreira para jovens mulheres.  

Fonte: Agencia Brasil

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