Policiais
Ministério Público alerta para crescimento da violência doméstica no DF
Feminicídio – (crédito: Editoria de Arte/CB)
Segundo o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), em 2024, o número de denúncias cresceu 21,3% em relação a 2023, passando de 5.995 para 7.273 registros
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) reforçou o alerta para o aumento da violência doméstica na capital federal. Em 2024, o número de denúncias cresceu 21,3% em relação a 2023, passando de 5.995 para 7.273 registros. Também houve aumento de 5,3% nas solicitações de medidas protetivas, que saltaram de 17.303 para 18.220. Os dados são do Relatório de Violência Doméstica 2024, divulgado pelo órgão.
Ceilândia lidera o ranking de ocorrências, com 3.445 casos. Em seguida, aparecem Plano Piloto (2.315), Paranoá (1.300), Taguatinga (1.258), Águas Claras (1.211) e Recanto das Emas (1.134). Juntas, essas cidades representam 63,3% das denúncias de violência doméstica no Distrito Federal.
O estudo aponta que as formas mais comuns de violência contra a mulher são moral, psicológica e física, incluindo ameaças, injúria e lesão corporal. A maioria das vítimas tem entre 18 e 49 anos (79,7%), e os casos ocorrem com mais frequência à noite (34%) e nos fins de semana (36%). Já os agressores, em sua maioria, têm entre 18 e 39 anos (65,9%).
Nova lei endurece penas para feminicídio
Desde outubro de 2024, está em vigor a Lei nº 14.994, que torna o feminicídio um crime autônomo e aumenta a pena mínima para 20 anos e a máxima para 40 anos. Batizada de “Pacote Antifeminicídio”, a norma também prevê punições mais severas para crimes como lesão corporal, injúria, calúnia e difamação cometidos contra mulheres.
O primeiro julgamento com condenação pela nova lei ocorreu em fevereiro deste ano. Daniel Silva Vitor, 43 anos, foi condenado a 43 anos e 4 meses de prisão em regime inicial fechado pelo feminicídio de Maria Mayanara Lopes Ribeiro, 21.
Rede de proteção
Mulheres vítimas de violência podem buscar atendimento especializado em diversos canais. O MPDFT conta com 45 promotorias de Justiça e o Núcleo de Gênero, que atua na formulação de políticas públicas e no fortalecimento da rede de proteção. Além disso, o Ligue 180, canal do governo federal, oferece atendimento gratuito e funciona 24 horas por dia. Veja onde procurar ajuda:
- Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) – EQS 204/205, Asa Sul | Telefones: (61) 3207-6195 / 3207-6212
- Centro Especializado de Atendimento à Mulher (Ceam) – Estação do Metrô 102 Sul | Planaltina | Setor de Diversões Norte
- Ouvidoria das Mulheres do MPDFT – Telefones: (61) 3343-6086 / 3343-9625 | E-mail: pro-mulher@mpdft.mp.br
feminicidio
Mulher de 30 anos morta a tiros perto de casa é velada neste sábado no DF
Mayara Varela chegou a ser levada em estado grave ao hospital, mas morreu no dia seguinte. Ex-companheiro André Eduardo da Silva é suspeito. Ele tirou a própria vida após ser encontrado pela polícia.
Mayara Varela, de 30 anos, que morreu após ser baleada na cabeça em uma rua perto de sua casa na Candangolândia, no Distrito Federal, será velada na tarde deste sábado (17).
O crime aconteceu na noite de quinta-feira (15). Mayara chegou a ser levada em estado grave ao hospital, mas morreu na manhã de sexta (16).
O ex-companheiro André Eduardo da Silva, de 40 anos, é suspeito do feminicídio. Ele tirou a própria vida após ser encontrado por policiais no Riacho Fundo I, na noite de sexta (16), segundo as polícias Militar e Civil.
A família disse que Mayara já havia feito um boletim de ocorrência contra André Eduardo e que acredita que o crime foi motivado por uma disputa relacionada à pensão alimentícia da filha, de 3 anos.
Mulher foi abordada a caminho de casa

Feminicídio: imagens de câmeras de segurança mostram suspeito atacando Mayara Varela no DF
A família disse que Mayara voltava do trabalho e estava perto de casa, quando teria sido abordada por André. Imagens de câmeras de segurança mostram um homem agindo de forma agressiva com a vítima (veja acima).
Segundo testemunhas, os dois discutiram na rua e o suspeito atirou contra a vítima. A Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros foram acionados para o local. Mayara foi socorrida e levada para o Hospital de Base.
“A gente mora aqui na rua de trás e eu ouvi os tiros, mas eu nunca imaginei que fosse com a minha filha. Ouvia a ambulância passando também. Eu liguei no celular dela, porque ela nunca se atrasa, ela é muito responsável. Eu liguei no celular dela e a médica atendeu, falou que a minha filha estava no hospital, baleada”, diz Josilene Varela, mãe da vítima.
Violência contra mulher: como pedir ajuda
A violência contra as mulheres pode ser denunciada por qualquer pessoa por meio de diversos canais oficiais.
📞 Entre os canais disponíveis estão o número 190 da Polícia Militar, o número 197 ou em qualquer delegacia da Polícia Civil, e o número 180 da Central de Atendimento à Mulher.
Mulheres também podem solicitar medidas protetivas. Elas obrigam o agressor, por exemplo, a se afastar do lar e não entrar em contato com a vítima.
FONTE:
Por TV Globo e g1 DF
Foto: Reprodução
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