Esporte
Rebeca Andrade decide ficar fora também do Mundial de Jacarta
Mesmo sem competições, ela segue treinando no Centro de Treinamento do Time Brasil, no Rio de Janeiro – (crédito: reprodução tv globo)
A atleta e a equipe técnica optaram por prolongar o ano sabático. Esse é o primeiro período de descanso desde o início da carreira profissional
“Estou descansando. Está sendo bem importante para mim. Era algo que eu queria há muito tempo, mas eu entendia as minhas prioridades. Então acabei jogando mais para frente. Mas hoje para mim está sendo maravilhoso”, disse Rebeca.
Como o evento mais importante no calendário de Rebeca seria o Mundial de Jacarta. Porém, decidiram priorizar a saúde mental e física da ginasta. Ela deve retornar aos compromissos em 2026, quando começam as disputas para as vagas das olimpíadas de Los Angeles 2028.
Mesmo sem competições, ela segue treinando no Centro de Treinamento do Time Brasil, no Rio de Janeiro. Mas, em um ritmo menos intenso. “Ela não vem ao ginásio obrigada. Ela vem, se diverte, treina, vê as meninas. Está com a rotina de treino mais baixa, mas com a cabeça muito boa”, disse o treinador na entrevista.
Simone Biles, atleta norte-americana, segue o mesmo caminho. Ela está em um período de descanso, semelhante ao que fez em 2017, após as Olimpíadas do Rio, e em 2022, após a Olimpíada de Tóquio.
A menina de ouro
Em 2024, a ginasta conquistou quatro medalhas para o Brasil nos Jogos Olímpicos de Paris — inclusive o ouro na final do solo — e tornou-se a maior medalhista olímpica nacional. Ao lado de Simone Biles e Jordan Chiles, Rebeca relembrou a reverência das competidoras quando ganhou o primeiro lugar: “Foi um momento muito especial aquele pódio com três mulheres pretas. A representatividade foi enorme, não só para mim, mas também para elas. Não estava esperando o que aconteceu no pódio, elas combinaram na hora (a reverência), e fiquei muito feliz com o carinho gigantesco.”
Ainda na adolescência, em 2015, Rebeca rompeu o ligamento cruzado anterior (LCA), episódio que culminou na primeira cirurgia no joelho da atleta. Como resultado da lesão, uma segunda cirurgia foi realizada em 2017. Às vésperas do Pan de Lima (Peru), em 2019, Rebeca precisou de uma nova intervenção.
Esporte
Estreante, Cruzeiro será 15º brasileiro na Libertadores Feminina
Bicampeão da Libertadores entre os homens, o Cruzeiro chega à versão feminina do maior torneio do continente pela primeira vez. A estreia será nesta sexta-feira (16), às 21h (horário de Brasília), contra a LDU, dona da casa – a competição ocorre em Quito, capital equatoriana.
O Estádio Casa Blanca, palco da partida, é justamente onde o adversário das Cabulosas manda os jogos. O Bolívar (Bolívia) e o Olimpia (Paraguai) também integram o Grupo C.
Classificada à Libertadores pelo vice do Campeonato Brasileiro do ano passado, a Raposa chega ao torneio com vários desfalques por contusão. Caso das zagueiras Tainara e Paloma Maciel, a meia Gaby Soares e as atacantes Ravenna e Millene, regularmente utilizadas pelo técnico Jonas Urias, que se recuperam de lesões de ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho.
A última baixa foi a goleira Cláudia, que lesionou a coxa direita. Para substitui-la, o time celeste foi atrás de Taluane, do América-MG, e conseguiu inclui-la na lista definitiva que foi enviada à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). A primeira opção da posição deve ser Camila Rodrigues, que iniciou a temporada como titular.
Por outro lado, a atacante Letícia Ferreira voltou a ficar à disposição após se recuperar de uma cirurgia no ombro direito que a tirou dos gramados por dois meses. Em 2025, a jogadora foi a artilheira cruzeirense na temporada, com 27 gols.
O Cruzeiro é o 15º clube brasileiro a participar da Libertadores Feminina em 18 edições. Cinco times do país já venceram a competição, com destaque para o Corinthians, atual tricampeão e dono de seis títulos – um deles em parceria com o Audax. São José (três), Santos, Ferroviária (ambos dois) e Palmeiras (um) também levantaram a principal taça do continente.
O futebol paulista é o que mais teve representantes: oito (Corinthians, Audax, São José, Santos, Ferroviária, Palmeiras, Centro Olímpico e São Paulo). O Cruzeiro é o primeiro de Minas Gerais a participar.
Mais seis estados já contaram com equipes na competição: Amazonas (Iranduba), Paraná (Foz Cataratas), Pernambuco (Vitória das Tabocas), Rio de Janeiro (CEPE/Duque de Caxias), Rio Grande do Sul (Internacional) e Santa Catarina (Avaí/Kindermann). Entre eles, Foz (2012) e Iranduba (2018) até chegaram perto do título, mas ficaram com o vice para Colo-Colo (Chile) e Atlético Huila (Colômbia), respectivamente.
Palestrinas largam com vitória
Campeão em 2022, o Palmeiras estreou na noite da última quinta-feira (15) na edição deste ano da Libertadores. As Palestrinas iniciaram a busca pelo segundo título com uma vitória magra sobre o Universitario (Peru), por 1 a 0, no Estádio Banco Guayaquil.
Líder do Grupo B com três pontos, o Verdão volta a campo no domingo (18), às 17h, para encarar o Belgrano (Argentina), novamente no Banco Guayaquil. Mais cedo na quinta, as argentinas empataram por 1 a 1 com outro anfitrião, o Dragonas, time feminino do Independiente del Valle. Ambos somam um ponto.
A técnica Rosana Augusto preservou as jogadoras do Palmeiras que estavam com a seleção brasileira nos jogos contra a Argentina. A lateral Raíssa Bahia e as atacantes Bia Zaneratto e Taina Maranhão iniciaram o confronto no banco. As Palestrinas já estão sem a goleira Kate Tapia – ausente por “questões disciplinares” – e a lateral Ana Guzmán, que rompeu o LCA do joelho direito pela Colômbia em amistoso na última terça-feira (13).
O Verdão não teve dificuldades para controlar o jogo, mas desperdiçou oportunidades de construir uma vantagem robusta. Mesmo assim, não demorou a sair na frente com Brena, aos 15 minutos.
A volante foi lançada na esquerda pela meia Andressinha e, de primeira, deixou Emily Assis na cara do gol. A lateral bateu na saída da goleira Mia Shalit, que fez boa defesa, mas a sobra ficou justamente com Brena, que mandou para as redes.
As Palestrinas poderiam ter ampliado aos 24. A atacante Gláucia abriu na esquerda com Brena. Impedida, ela cruzou para a volante Diany completar de carrinho para o gol. Após a revisão da arbitragem de vídeo, o lance foi anulado.
O ritmo do jogo caiu sensivelmente a partir da reta final do primeiro tempo devido aos 2.850 metros da altitude de Quito. A lateral Milagros Rolón, do Universitario, chegou a passar mal por causa da falta de ar e precisou ser atendida com cilindros de oxigênio, tendo que ser substituída aos 39 minutos.
Assim como na etapa inicial, o segundo tempo foi de chances perdidas pelo time brasileiro, boa parte delas graças a defesas de Shalit. Aos 23 minutos, a zagueira Pati Maldaner cobrou um pênalti na mesma trave esquerda que, nos acréscimos, salvou as peruanas em um chute de fora da área da volante Duda Santos.
País domina torneio com 14 títulos, de cinco times, em 17 edições
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