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Municípios do Entorno do DF assinam pacto regional contra o feminicídio
Documento foi firmado durante encontro na Cidade Ocidental (GO) e prevê articulação de políticas públicas para prevenção e enfrentamento da violência contra mulheres
s nove municípios do Entorno do Distrito Federal assinaram, na segunda-feira (21), um pacto regional contra o feminicídio, durante o 1º Encontro Regional pela Vida das Mulheres, na Cidade Ocidental (GO), para articular ações de prevenção e enfrentamento da violência contra as mulheres. O documento reúne representantes do poder público e da sociedade civil, com a participação da ministra da Igualdade Racial, Rachel Barros.
A proposta prevê a integração de políticas públicas e dos órgãos de proteção às mulheres, seguindo as diretrizes do Pacto Brasil contra o Feminicídio. A articulação regional busca reunir ações de prevenção à violência e considerar as dimensões de gênero, raça e etnia na formulação de políticas.
Durante o encontro, uma apresentação teatral abordou situações de manipulação em relacionamentos e os sinais iniciais de violência contra as mulheres. A programação também reuniu autoridades dos municípios do Entorno e representantes da sociedade civil.
A ministra Rachel Barros destacou a necessidade de incorporar o recorte racial à agenda de enfrentamento da violência contra as mulheres. Segundo a ministra, as mulheres negras estão entre as mais atingidas pela violência e as políticas de igualdade racial devem estar articuladas às ações de proteção e prevenção. Ela também defendeu a participação de diferentes setores da sociedade na construção de políticas que garantam os direitos e a liberdade das mulheres.
A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, ressaltou a articulação entre os nove municípios para a implementação conjunta do pacto e a importância de diagnósticos que considerem gênero, raça e etnia.
Pacto Brasil contra o Feminicídio – O Pacto orienta a articulação entre órgãos públicos e políticas de prevenção e enfrentamento da violência contra as mulheres, com ações voltadas à proteção e à redução dos casos de feminicídio.
Fonte: https://www.gov.br/igualdaderacial/pt-br
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CLDF homenageia mulheres que enfrentam a violência doméstica e o feminicídio
Solenidade teve como objetivo valorizar personalidades que dedicam suas trajetórias a apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade e a reconstruir suas vidas

Sessão solene “Por Elas – Mulheres que Inspiram e Transformam”, realizada no Auditório da Câmara Legislativa do DF em 23 de setembro de 20026.Mesa: Deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil) e Jessica Rodrigues da Silva, Idealizadora do movimento BrutasFoto: Sara Marques/ Agência CLDF
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) fez, na noite da última quarta-feira (23), sessão solene com o tema “Por Elas: Mulheres que Inspiram e Transformam”. De iniciativa do deputado distrital Eduardo Pedrosa (União), a homenagem prestou reverência a ativistas e profissionais que atuam na linha de frente da prevenção, do acolhimento e do enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio no Distrito Federal.
A solenidade teve como objetivo valorizar personalidades que dedicam suas trajetórias a apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade e a reconstruir suas vidas. A urgência do fortalecimento dessas redes de apoio é respaldada por estatísticas do Distrito Federal. Em 2025, a capital registrou 28 feminicídios, 133 tentativas de feminicídio e mais de 11 mil ocorrências de violência doméstica, segundo dados apresentados pelo deputado durante o evento. Além disso, dados do Instituto DataSenado e do Observatório da Mulher contra a Violência indicam que 78% das moradoras de Brasília afirmam conhecer pouco ou nada sobre medidas protetivas.
Em seu discurso de abertura, o deputado Eduardo Pedrosa ressaltou a importância da legislação e defendeu que o combate ao feminicídio exige a sinergia entre o poder público e a sociedade civil. O parlamentar lembrou sua atuação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Feminicídio da CLDF, encerrada em 2021. Ele também destacou a autoria de leis distritais de proteção à mulher, como a Lei Distrital nº 6.872/2021, que instituiu o Programa de Policiamento de Prevenção Orientada à Violência Doméstica e Familiar (PROVID), e a Lei Distrital nº 6.638/2020, que assegura o sigilo das informações de servidoras sob medidas protetivas.
Durante a solenidade, Jéssica Rodrigues da Silva, ativista e sobrevivente de uma tentativa de feminicídio, teve sua trajetória destacada. Jéssica é idealizadora do projeto “Brutas – Movimento Feminino Contra o Feminicídio”, iniciativa voltada à conscientização, ao fortalecimento emocional e ao resgate da autoestima de vítimas de violência. Apenas no último ano, as ações e eventos promovidos pelo movimento alcançaram diretamente mais de 15 mil mulheres.
Jéssica enfatizou que o feminicídio é um crime evitável quando há denúncia e acompanhamento adequado antes da agressão. A ativista ressaltou que a transformação social exige uma rede unida entre as mulheres e a participação ativa dos homens em defesa do público feminino. Na solenidade, também esteve em pauta um novo projeto de lei elaborado em parceria entre o deputado e a ativista, focado em direcionar a mulher, ao sair da delegacia com a medida protetiva, para um acompanhamento contínuo e gestão de risco. O evento contou ainda com a participação de Leidiane Pereira, sobrevivente de violência doméstica em 2024 e integrante do movimento Brutas, que discursou em nome das coordenadoras do projeto em agradecimento à liderança de Jéssica.
Ao final da sessão, foram entregues moções de louvor a diversas mulheres advogadas, psicólogas, jornalistas, promotoras de Justiça e voluntárias que atuam no acolhimento e na defesa dos direitos das mulheres no DF. As honrarias foram propostas pelo deputado Eduardo Pedrosa e assinadas pelo presidente da Casa, deputado Wellington Luiz. A íntegra da sessão solene está disponível no canal da TV Câmara Distrital no YouTube.
Eder Wen – Agência CLDF
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