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Notas Técnicas antecipam exigências da Reforma Tributária

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Por Heloisa Cristofoli e Taís Baruchi

A Reforma Tributária não está no futuro — ela já começou. Aprovada pela Emenda Constitucional 132/2023 e regulamentada pela Lei Complementar 214/2025, a nova estrutura de tributos sobre o consumo já entrou em fase de implementação técnica, e um ponto decisivo para os empresários será a forma como sua empresa irá adaptar seus processos e preencher corretamente os documentos fiscais eletrônicos a partir de 2025.

O primeiro ponto que todos os setores precisam compreender é que a nota fiscal é uma obrigação acessória. Isso significa que, mesmo quando não houver imposto a recolher, será obrigatório declarar e registrar corretamente todas as operações com bens e serviços por meio de NF-e, NFC-e e NFS-e. É justamente esse cumprimento rigoroso que garantirá, em 2026, um benefício relevante: a dispensa do recolhimento do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e da CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços) no primeiro ano da nova tributação.

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Essa regra está prevista no artigo 348 da Lei Complementar 214/2025, que assegura, em seu parágrafo primeiro, que contribuintes em conformidade com as obrigações acessórias em 2025 ficarão isentos do pagamento dos novos tributos no ano seguinte. E essa comprovação se dará, principalmente, pelos próprios documentos fiscais enviados ao fisco.

Mas, o contrário também é verdadeiro. Empresas que não se adequarem — seja por falhas nos sistemas de ERP, nos cadastros ou na emissão das notas — poderão ser incluídas no chamado “recolhimento teste”, mesmo sem irregularidade dolosa, uma vez que o fisco irá se basear nas informações transmitidas para avaliar quem está tecnicamente pronto. O resultado? Quem não estiver em dia pode ser obrigado a recolher IBS e CBS em 2026, com alíquota simbólica de 1%.

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O processo técnico dessa transição já está delineado em sete documentos oficiais, como o Ajuste SINIEF 24/2024, que torna obrigatória a inclusão dos novos tributos nos DF-e; o Informe Técnico 2024.001, que apresenta a tabela de cClassTrib (classificação tributária); e as Notas Técnicas 2024.002, 2025.001 e 2025.002, que definem leiautes, eventos e regras de validação. Esses documentos são o caminho oficial para comprovar conformidade junto à administração tributária.

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É importante ter claro em mente que 2025 será um ano de testes técnicos. A partir de julho, os campos relativos a IBS, CBS e Imposto Seletivo deverão ser preenchidos nos documentos fiscais, e em outubro isso passa a valer em ambiente de produção. Ainda que, nesse momento, não haja validação obrigatória, o envio correto das informações será essencial para assegurar os benefícios previstos. Empresas que demorarem a se adaptar podem perder o direito à isenção. Além disso, os dados transmitidos em 2025 servirão de base para a definição das alíquotas reais e créditos tributários a partir de 2027.

Outro ponto crítico envolve os novos eventos fiscais exigidos para apropriação de crédito. A NT 2025.002 trouxe registros específicos para crédito presumido, consumo interno, perdas e imobilizados, que deverão ser informados para que a apuração assistida funcione corretamente e a empresa tenha acesso à recuperação de valores.

Diante desse cenário, os empresários devem agir com urgência. É preciso garantir que o ERP esteja preparado e que as equipes compreendam como aplicar os novos códigos, regras e estruturas exigidas. Não se trata apenas de um ajuste técnico, mas de uma reengenharia na forma como a empresa trata sua tributação. Revisar a classificação dos produtos e serviços com base na tabela de cClassTrib, a estrutura de impostos por item e os campos obrigatórios será fundamental para garantir a correta apuração.

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Para isso, contar com especialistas fiscais atuando diretamente no ERP é um diferencial real. São eles que asseguram o correto preenchimento e a conformidade com as exigências, além de habilitar a empresa para a apuração assistida — modelo que permitirá ao próprio sistema do governo auxiliar no cálculo de débitos e créditos.

A Reforma já está em curso, e o desempenho da sua empresa em 2026 depende das ações tomadas ainda este ano. A emissão correta das notas não é apenas uma exigência legal: é o passaporte para não pagar IBS e CBS no primeiro ano da nova tributação. Reforce o alinhamento com seu fornecedor de ERP, revise os processos e certifique-se de que sua equipe está pronta. Em um ambiente de fiscalização digital e cruzamento automático de dados, antecipar-se à mudança é mais que uma proteção — é estratégia.

Heloisa Cristofoli é especialista tributária na ECOVIS® BSP.

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Taís Baruchi é CEO e sócia na ECOVIS® BSP.

Sobre a BSP: 

https://ecovisbsp.com.br/

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A Ecovis®️ BSP é uma empresa de BPO (Business Process Outsourcing) de padrão internacional, capaz de atender as demandas contábeis das empresas enquadradas nos regimes de lucro real e lucro presumido, localizadas em qualquer parte do Brasil, nacionais ou multinacionais. A empresa faz parte da Ecovis International, líder global de consultoria fiscal, contábil, auditoria e assessoria jurídica, presente em mais de 80 países.

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Nathália Bellintani

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Curiosidades

Mais de 600 mil pessoas visitam cemitérios do DF no Dia de Finados

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Tendas da Secretaria de Justiça e Cidadania registraram 1,2 mil atendimentos nas seis unidades, com orientações sobre serviços funerários, apoio psicossocial e acolhimento aos visitantes

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Agência Brasília* | Edição: José Renato Garcia

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Mais de 600 mil pessoas visitaram os seis cemitérios públicos do Distrito Federal durante o feriado do Dia de Finados, nesta segunda-feira (2). Para acolher os visitantes em uma data marcada pela saudade e pelas homenagens aos entes queridos, a Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) instalou tendas de atendimento nas unidades, onde foram registrados 1.203 atendimentos, entre orientações gerais, registros de ouvidoria e apoio psicossocial.

Responsável por supervisionar e fiscalizar a administração dos cemitérios e dos serviços funerários no DF, a Sejus ofereceu informações sobre direitos, custos e procedimentos, além de orientações para quem precisava esclarecer dúvidas ou buscar soluções para suas demandas. A iniciativa também disponibilizou materiais informativos e canais para o registro de reclamações e denúncias.

Foram 1.129 orientações gerais, 61 registros de ouvidoria e 13 atendimentos psicossociais. A distribuição dos atendimentos foi de 387 na Asa Sul, 210 em Taguatinga, 195 no Gama, 139 em Brazlândia, 140 em Sobradinho e 132 em Planaltina.

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“O nosso papel é garantir a boa organização dos cemitérios, mas também ter um olhar acolhedor para as pessoas”

Jaime Santana, secretário interino de Justiça e Cidadania

“O nosso papel é garantir a boa organização dos cemitérios, mas também ter um olhar acolhedor para as pessoas. É um momento de saudade e fragilidade para muitas famílias, e queremos oferecer escuta, orientação e apoio a quem precisa”, destacou o secretário interino de Justiça e Cidadania, Jaime Santana.

Acolhimento em meio à saudade

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Entre os visitantes que procuraram atendimento estava Walisson Pereira da Silva, de 50 anos, videomaker e morador do Recanto das Emas. Ele passou pela tenda da Sejus no Cemitério da Asa Sul em busca de orientações para resolver um problema e destacou a importância do acolhimento recebido durante o momento de luto. “Fui muito bem acolhido, recebi as informações de que precisava e saí com um sentimento de esperança”, contou.

Moradora do Guará II, Maria de Fátima de Araújo, de 70 anos, foi ao cemitério visitar o túmulo da mãe e encontrou apoio na tenda. Ela se impressionou com a quantidade de informações reunidas na Cartilha de Orientações sobre Serviços Funerários e Cemitérios Públicos, que aborda direitos, custos e procedimentos. “Está tudo ali. É um documento muito importante para a gente ter, porque reúne informações que ajudam a entender nossos direitos e saber como proceder”, avaliou.

Para a subsecretária de Assuntos Funerários da Sejus-DF, Gilce Sant’Anna Teles, a receptividade da população demonstra a importância do serviço, tanto pelo acolhimento durante o feriado quanto pela possibilidade de encaminhar demandas. “Nossa preocupação é oferecer esse espaço de acolhimento em uma data tão sensível, mas também garantir um canal direto para que as pessoas possam tirar dúvidas, registrar reclamações e buscar soluções”, afirmou.

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Informação e transparência

Além dos atendimentos presenciais, a Sejus distribuiu materiais informativos e divulgou a Cartilha de Orientações sobre Serviços Funerários e Cemitérios Públicos, disponível também em formato digital (https://www.sejus.df.gov.br/documents/d/sejus/3___suaf___cartilha_compressed-1). Organizado em perguntas e respostas, o material esclarece dúvidas sobre o funcionamento dos serviços funerários no DF, os direitos dos usuários e os procedimentos adotados nos cemitérios públicos.

A publicação informa, por exemplo, quais empresas funerárias estão autorizadas a funcionar no Distrito Federal, quais veículos são específicos para o transporte de corpos humanos, quem pode solicitar sepultamento gratuito e quais serviços não podem ser cobrados pelos cemitérios.

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A população também pode buscar informações ou registrar denúncias, reclamações, sugestões e elogios por meio da Central 162, que funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 21h, e aos sábados, domingos e feriados, das 8h às 18h. Há ainda atendimento presencial na Rodoferroviária, de segunda a sexta-feira, das 14h às 17h, e o portal ParticipaDF (https://www.participa.df.gov.br).

 

*Com informações da Sejus-DF

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