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Em jogo espetacular de longos rallys, Brasil perde para o Japão no tie-break e é eliminado da VNL

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Em um jogo emocionante, com longos rallys em todos os sets, o Japão derrotou o Brasil, neste sábado (22), em Bangkok, na Tailândia, e se classificou para a final da Liga das Nações de Vôlei Feminino, a VNL. Com uma defesa impecável, as japonesas venceram por 3 sets a 2 (parciais de 26-24, 20-25, 25-1, 22-25 e 15-12), encerrando a invencibilidade de 13 jogos da Seleção Brasileira. Japão e Itália realizam a grande final neste domingo (23), às 10h30 (de Brasília).O início do primeiro set foi assustador para o lado brasileiro. Com um Japão muito forte na defesa, como de costume, e as jogadoras brasileiras tensas, a seleção asiática abriu 15 a 8 no placar. José Roberto Guimarães, então, fez mudanças na equipe e conseguiu “sacudir” o Brasil, que anotou seis pontos consecutivos. Depois de abrir 24 a 21, no entanto, a Seleção Brasileira desperdiçou as chances de fechar a parcial e tomou a virada para 26 a 24. A reação brasileira passou muito por Julia Bergmann, que, vindo do banco, foi responsável por sete pontos.
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O roteiro do segundo set foi parecido, mas com final feliz para o Brasil dessa vez. A defesa das asiáticas continuou complicando a vida das brasileiras, e o Japão chegou a abrir 10 a 5. Mas a Seleção Brasileira reagiu novamente, com a levantadora Macris distribuindo o jogo com maestria, e fechou a virada por 25 a 20. Destaque para Julia Bergmann mais uma vez, com os mesmos sete pontos da primeira parcial.

O terceiro set foi equilibrado até a segunda metade, quando as japonesas começaram a abrir vantagem. As brasileiras chegaram a ensaiar uma reação na reta final e encostaram no placar em 22 a 21, mas não foi suficiente. A seleção japonesa anotou três pontos em sequência e fechou em 25 a 21 para ficar a um set da vitória.

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O Brasil abriu 6 a 0 no quarto set, mas não teve vida fácil. As japonesas reagiram de novo e conseguiram o empate. Julia Bergmann saiu com lesão na panturrilha, Ana Cristina voltou ao time titular e teve papel importante para assegurar o tie-break. Com grande atuação coletiva, liderada por Gabi, a Seleção conseguiu a vitória por 25 a 22.

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O começo de tie-break do Japão parecia um balde de água fria, com as japonesas abrindo 7 a 1. No entanto, as brasileiras mostraram resiliência mais uma vez para voltar à partida. Em final de jogo espetacular, as japonesas conseguiram a vitória por 15 a 12 para alcançar a decisão. Principal atleta do Japão no duelo, Wada terminou a partida com 21 pontos.

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O Brasil disputa o terceiro lugar com a Polônia neste domingo (23), às 7h (de Brasília).

Fonte: IstoÉ

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Esporte

Estreante, Cruzeiro será 15º brasileiro na Libertadores Feminina

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Bicampeão da Libertadores entre os homens, o Cruzeiro chega à versão feminina do maior torneio do continente pela primeira vez. A estreia será nesta sexta-feira (16), às 21h (horário de Brasília), contra a LDU, dona da casa – a competição ocorre em Quito, capital equatoriana.

O Estádio Casa Blanca, palco da partida, é justamente onde o adversário das Cabulosas manda os jogos. O Bolívar (Bolívia) e o Olimpia (Paraguai) também integram o Grupo C.

Classificada à Libertadores pelo vice do Campeonato Brasileiro do ano passado, a Raposa chega ao torneio com vários desfalques por contusão. Caso das zagueiras Tainara e Paloma Maciel, a meia Gaby Soares e as atacantes Ravenna e Millene, regularmente utilizadas pelo técnico Jonas Urias, que se recuperam de lesões de ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho.

A última baixa foi a goleira Cláudia, que lesionou a coxa direita. Para substitui-la, o time celeste foi atrás de Taluane, do América-MG, e conseguiu inclui-la na lista definitiva que foi enviada à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). A primeira opção da posição deve ser Camila Rodrigues, que iniciou a temporada como titular.

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Por outro lado, a atacante Letícia Ferreira voltou a ficar à disposição após se recuperar de uma cirurgia no ombro direito que a tirou dos gramados por dois meses. Em 2025, a jogadora foi a artilheira cruzeirense na temporada, com 27 gols.

O Cruzeiro é o 15º clube brasileiro a participar da Libertadores Feminina em 18 edições. Cinco times do país já venceram a competição, com destaque para o Corinthians, atual tricampeão e dono de seis títulos – um deles em parceria com o Audax. São José (três), Santos, Ferroviária (ambos dois) e Palmeiras (um) também levantaram a principal taça do continente.

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O futebol paulista é o que mais teve representantes: oito (Corinthians, Audax, São José, Santos, Ferroviária, Palmeiras, Centro Olímpico e São Paulo). O Cruzeiro é o primeiro de Minas Gerais a participar.

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Mais seis estados já contaram com equipes na competição: Amazonas (Iranduba), Paraná (Foz Cataratas), Pernambuco (Vitória das Tabocas), Rio de Janeiro (CEPE/Duque de Caxias), Rio Grande do Sul (Internacional) e Santa Catarina (Avaí/Kindermann). Entre eles, Foz (2012) e Iranduba (2018) até chegaram perto do título, mas ficaram com o vice para Colo-Colo (Chile) e Atlético Huila (Colômbia), respectivamente.

Palestrinas largam com vitória

Campeão em 2022, o Palmeiras estreou na noite da última quinta-feira (15) na edição deste ano da Libertadores. As Palestrinas iniciaram a busca pelo segundo título com uma vitória magra sobre o Universitario (Peru), por 1 a 0, no Estádio Banco Guayaquil.

Líder do Grupo B com três pontos, o Verdão volta a campo no domingo (18), às 17h, para encarar o Belgrano (Argentina), novamente no Banco Guayaquil. Mais cedo na quinta, as argentinas empataram por 1 a 1 com outro anfitrião, o Dragonas, time feminino do Independiente del Valle. Ambos somam um ponto.

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A técnica Rosana Augusto preservou as jogadoras do Palmeiras que estavam com a seleção brasileira nos jogos contra a Argentina. A lateral Raíssa Bahia e as atacantes Bia Zaneratto e Taina Maranhão iniciaram o confronto no banco. As Palestrinas já estão sem a goleira Kate Tapia – ausente por “questões disciplinares” – e a lateral Ana Guzmán, que rompeu o LCA do joelho direito pela Colômbia em amistoso na última terça-feira (13).

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O Verdão não teve dificuldades para controlar o jogo, mas desperdiçou oportunidades de construir uma vantagem robusta. Mesmo assim, não demorou a sair na frente com Brena, aos 15 minutos.

A volante foi lançada na esquerda pela meia Andressinha e, de primeira, deixou Emily Assis na cara do gol. A lateral bateu na saída da goleira Mia Shalit, que fez boa defesa, mas a sobra ficou justamente com Brena, que mandou para as redes.

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As Palestrinas poderiam ter ampliado aos 24. A atacante Gláucia abriu na esquerda com Brena. Impedida, ela cruzou para a volante Diany completar de carrinho para o gol. Após a revisão da arbitragem de vídeo, o lance foi anulado.

O ritmo do jogo caiu sensivelmente a partir da reta final do primeiro tempo devido aos 2.850 metros da altitude de Quito. A lateral Milagros Rolón, do Universitario, chegou a passar mal por causa da falta de ar e precisou ser atendida com cilindros de oxigênio, tendo que ser substituída aos 39 minutos.

Assim como na etapa inicial, o segundo tempo foi de chances perdidas pelo time brasileiro, boa parte delas graças a defesas de Shalit. Aos 23 minutos, a zagueira Pati Maldaner cobrou um pênalti na mesma trave esquerda que, nos acréscimos, salvou as peruanas em um chute de fora da área da volante Duda Santos.

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País domina torneio com 14 títulos, de cinco times, em 17 edições

Lincoln Chaves – Repórter da EBC
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