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STF mantém isenção de IR sobre pensão alimentícia

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Receita Federal estima queda de R$ 1,05 bilhão por ano em arrecadação
Agência Brasil
Receita Federal estima queda de R$ 1,05 bilhão por ano em arrecadação

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou, por unanimidade, a decisão que isenta de  Imposto de Renda (IR) os valores recebidos a título de pensão alimentícia, dando fim a uma disputa entre União e pensionistas que durava cerca de sete anos.

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A isenção de IR das pensões alimentícias decorrentes do direito da família já havia sido decidida em junho pelo plenário, por 8 votos a 3. Desta vez, porém, todos os 11 ministros rejeitaram um recurso em que a União dizia haver obscuridades e buscava amenizar a decisão do Supremo. O caso foi julgado no plenário virtual, em sessão encerrada na última sexta-feira (30).

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Com a rejeição total deste último embargo de declaração, o governo deve agora deixar de arrecadar R$ 1,05 bilhão por ano, segundo estimativas da Receita Federal anexadas ao processo pela Advocacia-Geral da União (AGU).

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O impacto fiscal, contudo, pode ir além, pois os pensionistas que tiveram o dinheiro recolhido pelo governo podem agora pedir o dinheiro de volta na Justiça, até o prazo legal máximo de cinco anos. De acordo com as estimativas oficiais, o impacto nos cofres públicos com os chamados indébitos pode chegar a R$ 6,5 bilhões pelos próximos cinco anos.

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Prevaleceu ao final o entendimento do relator, ministro Dias Toffoli. Ele frisou, por exemplo, que “a tributação reconhecida como inconstitucional feria direitos fundamentais e, ainda, atingia interesses de pessoas vulneráveis”.

Por esse motivo, não seria possível impedir as cobranças indevidas feitas no passado pela Receita Federal, pois fazer isso seria ferir a dignidade da pessoa humana, cláusula pétrea da Constituição e “um dos fundamentos da pensão alimentícia”, escreveu o ministro. Dessa maneira, Toffoli e os demais ministros que o seguiram rejeitaram qualquer modulação para que a decisão produzisse efeitos somente do julgamento em diante. O plenário rejeitou ainda outro pedido feito pela União, que queria esclarecimentos sobre a isenção de IR no caso das pensões pagas em decorrência de acordos extrajudiciais, que são registradas em escrituras públicas e não passam pelo crivo da Justiça. Na petição, a AGU argumentou que, nesses casos, o valor das pensões chega a ultrapassar a faixa mais alta de renda na tabela do IR. Segundo cálculos da Receita Federal, as 40 maiores pensões superam os R$ 2 milhões mensais.

Com argumentos parecidos, a União pedia também que o Supremo limitasse a decisão às pensões com valor até o piso de isenção do IR (R$ 1903,98).

Em seu voto, Toffoli destacou que a questão já havia sido enfrentada, e que atender ao pedido acarretaria na “conversão, ao menos em parte, da corrente vencida em corrente vencedora”, o que não seria possível por meio de embargos de declaração.

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Fonte: IG ECONOMIA

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Outubro Rosa: Especialista do HUB esclarece mitos e verdades sobre câncer de mama

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A doença, quando identificada na fase inicial, tem até 95% de chances de cura
 
Brasília (DF) – Outubro Rosa chegou e, com ele, a importância de levantar a bandeira do diagnóstico precoce como fundamental para a cura do câncer de mama. A doença é a mais incidente entre as mulheres brasileiras, excluindo os tumores de pele não melanoma. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 78 mil novos casos da patologia acontecerão por ano no Brasil entre 2026 e 2028. Ao mesmo tempo, se identificado na fase inicial, o câncer de mama tem até 95% de chances de cura.
Quando um diagnóstico se torna mais comum, o medo e a busca por promessas milagrosas ou explicações simplistas entram em cena, impulsionando a quantidade de boatos e desinformações que circulam tanto na internet quanto nas redes sociais.
Para auxiliar na prevenção do câncer de mama e na divulgação de práticas corretas para o diagnóstico precoce, a oncologista clínica do Hospital Universitário de Brasília, da Universidade de Brasília (HUB-UnB), integrante da HU Brasil, Patricia Espino, esclarece alguns mitos e verdades sobre a doença. Confira:
Sedentarismo, obesidade e consumo excessivo de álcool podem elevar o risco de câncer de mama?
Verdade. A evidência científica aponta que o consumo de álcool e a obesidade têm associação com diferentes tipos de câncer, não apenas o de mama. Na pós-menopausa, o risco de câncer de mama também é aumentado por conta da transformação periférica na gordura do estrogênio pelo tecido adiposo. É necessário estimular acompanhamento médico, a conscientização através dos meios de comunicação e a adoção de hábitos saudáveis.
Quem faz autoexame não precisa fazer mamografia?
Mito. O autoexame é incentivado como forma de a mulher conhecer seu próprio corpo e compreender o que está dentro do padrão ou que está diferente. Inclusive, um dado importante é o de que o autoexame não traz impactos na redução da mortalidade de pacientes com câncer de mama. Por isso, ele não substitui a mamografia.
Amamentar pode proteger contra o câncer de mama?
Verdade. A amamentação é um fator de proteção natural contra o câncer de mama apesar de não eliminar totalmente o risco de desenvolver a doença. Um dos benefícios é que o aleitamento reduz o número de ciclos menstruais ao longo da vida e, com isso, diminui a exposição prolongada a hormônios como o estrógeno, que pode estimular o crescimento de células tumorais.
Antitranspirantes podem causar câncer de mama?
Mito. Essa informação está relacionada a um estudo de 2015 que, na época, trouxe algumas evidências de ensaios in vitro, e que não foi realizado com pessoas. Até o momento não existe qualquer evidência científica de correlação entre antitranspirantes e câncer de mama.
Menstruação precoce representa um risco aumentado para o câncer de mama?
Verdade. A primeira menstruação, chamada de “menarca”, quando ocorre de forma precoce aumenta, sim, o risco de desenvolver câncer de mama, assim como a menopausa tardia. Se você menstruar mais cedo (antes dos 12 anos) e tiver a última menstruação mais tarde (após os 55 anos), você passa mais tempo sendo exposta aos hormônios ovarianos estrogênio e progesterona, o que representa um risco aumentado para câncer de mama.
Sutiãs com aro podem causar câncer de mama?
Mito. Não há qualquer evidência científica dessa correlação, nem mecanismo biológico que justifique. Sutiãs com aro, sem aro ou apertados não causam câncer de mama. Ao usar sutiãs inadequados ou apertados, o que pode acontecer é dor local (mastalgia) ou desconforto por compressão.
Homens também podem desenvolver câncer de mama?
Verdade. O tecido mamário do homem, mesmo que não seja tão desenvolvido, possui ductos que podem sofrer transformações neoplásicas. Embora seja raro, já que, inclusive, a quantidade de tecido é menor e não há exposição a hormônios ovarianos, fatores de risco como obesidade e ingestão de bebida alcoólica, além de exposição hormonal e o uso de hormônios exógenos, que também vão aumentando o risco de alterações genéticas.
Todo caroço no seio é sintoma de câncer de mama?
Mito. Na verdade, o que a maioria das pessoas tem é um nódulo mamário benigno, que pode ser identificado no ultrassom de mama e na mamografia. Atualmente, contamos com excelentes métodos diagnósticos, que podem evitar biópsias desnecessárias, diferenciando o que é uma lesão benigna de uma possivelmente maligna.
Mulheres mais velhas têm mais chance de desenvolver o câncer de mama?
Verdade. Justamente por conta do maior tempo de exposição ao estrogênio e à progesterona. A idade, sim, é um dos principais fatores de risco que não são modificáveis no câncer de mama. O que se sabe é que a incidência do câncer de mama aumenta na quinta década de vida, por isso a importância dos programas de rastreamento mamográfico direcionados para pacientes de 40 a 50 anos.
Sobre a HU Brasil
O HUB-UnB faz parte da HU Brasil desde janeiro de 2013. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.
Atenciosamente,
Angélica Calheiros
Jornalista da Unidade de Imprensa Regional | Sul, Sudeste e Centro-Oeste
Gerência Executiva de Comunicação Social
Presidência
HU Brasil
gov.br/hubrasil | (61) 2028-5040 | 6120285394 (fixo e whatsapp) | (61) 982860375
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