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Casos de ameaça diminuem no DF em 2024, aponta TJDFT

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© Elza Fiuza/Arquivo Agência Brasil

Previsto no artigo 147 do Código Penal, este tipo de crime consiste em ameaçar alguém por meio de palavras, gestos, por telefone ou por escrito

Maiara Marinho
redacao@grupojbr.com

De acordo com o Banco Nacional de Dados do Poder Judiciário (Datajud), do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) registrou 19.186 novos casos de crimes de ameaça, um pouco abaixo do que o registrado no mesmo período, em 2023, que foi de 20.107 casos novos no ano. Os dados revelam indicadores importantes para analisar e acompanhar a eficiência do sistema judiciário no Brasil.

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Previsto no artigo 147 do Código Penal, este tipo de crime consiste em ameaçar alguém por meio de palavras, gestos, por telefone ou por escrito. Para ter substancialidade, a ameaça deve ser capaz de gerar um temor real na vítima e podem ser ameaças à integridade física, de causar lesões graves ou morte e usar armas para intimidação, por exemplo.

A pena para este tipo de crime pode variar entre 1 a 6 meses de detenção ou multa. “Crimes de ameaça se tornam mais graves quando acompanhados de atitudes violentas, como brigas anteriores ou ameaças de morte”, explicou o advogado, especialista em Direito Penal, Tiago Olliveira.

Apesar disso, o advogado diz que é comum a aplicação de acordos, quando o processo judicial é evitado e o acusado aceita cumprir uma pena estabelecida pela justiça. Isso acontece porque “o crime de ameaça, em geral, é considerado de menor potencial ofensivo e, por isso, é comum a aplicação de acordos de não persecução penal”, disse Tiago.

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Ele relata que, no Distrito Federal, as ameaças são frequentes em casos de término de relacionamento, conflitos entre vizinhos e acidentes de trânsito. “Nesses casos, a falta de aceitação do fim da relação, a convivência próxima e o estresse da situação podem levar a ameaças mais sérias”, relatou. Ainda, o advogado considera alto o número de crimes de ameaça revelado pelo Datajud, em 2024, no Distrito Federal. “As pessoas passaram a ameaçar as outras com maior frequência. É perceptível que muitas pessoas deixam de resolver o problema com conversa e ameaçam”. Além disso, “o aumento também se dá por conta do registro de outros crimes que estão ligados, como Maria da Penha e difamação”, exemplificou Tiago.

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Registros gerais do TJDFT

A base de dados de 2024 para este tipo de crime, no Distrito Federal, considera o intervalo entre janeiro e outubro. Em entrevista ao Jornal de Brasília, a assessoria de imprensa do CNJ informou que a Datajud foi regulamentada em 2020 por meio da Resolução CNJ no 331. “Por meio da ferramenta é possível obter dados de maior qualidade e uniformidade, além de conferir maior transparência em relação ao trabalho dos juízes e dos servidores”, disse Thaís Cieglinski, chefe de reportagem do Conselho Nacional de Justiça. Os dados compilados e sistematizados na Datajud “possibilitam e ampliam a realização de pesquisas utilizando recortes específicos, com a disponibilização de informações pormenorizadas sobre qualquer assunto ou matéria de direito, o que oferece inúmeras possibilidades analíticas”, explicou Thaís. Confira abaixo os registros gerais de 2024 no TJDFT para crimes de ameaça.

Julgados

O tempo de julgamento no Poder Judiciário varia conforme o índice de demanda, os tipos de casos e até mesmo a infraestrutura do órgão. Por esse motivo, os casos julgados e contabilizados na Base de Dados deste ano não são necessariamente de 2024, e, sim, foram julgados em 2024. No Distrito Federal, foram 16.466 crimes de ameaça julgados este ano.

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Baixados

Processos arquivados por conclusão, que tiveram acordo homologado, que foram enviados a outro ramo da justiça ou quando há recurso e o processo retorna à uma instância, são considerados baixados. Em 2024, foram registrados, no TJDFT, 20.231 processos baixados por crimes de ameaça.

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Pendentes

São considerados processos pendentes aqueles casos sem registro de sentença. No âmbito do TJDFT, existem atualmente 13.850 processos de crimes por ameaça pendentes.

Taxa de congestionamento

O indicador de eficiência do sistema judiciário em resolver processos é medido pela taxa de congestionamento, calculado a partir do percentual de casos pendentes de solução em relação ao total de processos tramitados no ano e o estoque pendente ao final do período anterior. No TJDFT, a taxa de congestionamento registrada em 2024 para crimes de ameaça é de 34,36%.

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Índice de atendimento à demanda

O índice de atendimento à demanda mede a relação entre o número de processos baixados e o número de casos novos apresentados no mesmo período. O cálculo é feito separadamente no 10 e 20 graus. Para crimes de ameaça, o índice no TJDFT é de 105,45%, em 2024. O que significa que, na mesma medida em que o atendimento é alto, os processos registrados também são.

Tempo médio de julgamento

O período entre o início de uma ação judicial e a sentença é o indicador do tempo médio de julgamento. No TJDFT, para crimes de ameaça, é de 237 dias. Enquanto o tempo médio de baixa de um processo deste tipo de crime é de 259 dias, no mesmo Tribunal.

Metas CNJ

Em 2010, foram aprovados, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os ‘Indicadores do Planejamento Estratégico Nacional’, de responsabilidade do Departamento de Gestão Estratégica do Conselho Nacional de Justiça. Os indicadores avaliam o desempenho de todos os órgãos judiciais do Brasil, em diversos assuntos da esfera jurídica.

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Fonte: Jornal de Brasília

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No Distrito Federal, operações do Governo do Brasil prendem 448 suspeitos de crimes contra mulheres e reforçam ações do Pacto contra o Feminicídio

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Operações Mulher Segura e Alerta Lilás mobilizaram forças de segurança federais e estaduais entre fevereiro e março, resultando em prisões em flagrante e cumprimento de mandados contra agressores em todo o país

 

Durante 15 dias, a operação Mulher Segura mobilizou 38.564 agentes de segurança, com apoio de 14.796 viaturas, em 2.050 municípios brasileiros. Foto: Divulgação/Polícia Civil do Rio Grande do Sul
No Distrito Federal, 448 pessoas foram presas durante operações coordenadas pelo Governo do Brasil nas últimas semanas para combater a violência contra mulheres e meninas. As detenções ocorreram no âmbito da Operação Mulher Segura, em parceria com as Secretarias de Segurança Pública estaduais, e da Operação Alerta Lilás II, conduzida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
No DF, 439 pessoas foram presas na Operação Mulher Segura, realizada entre 19 de fevereiro e 5 de março. Já a Operação Alerta Lilás, conduzida pela PRF entre 9 de fevereiro e 5 de março, resultou em 9 prisões em cumprimento de mandados relacionados a crimes de violência contra mulheres.
As duas iniciativas fazem parte das ações do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio, que articula Executivo, Legislativo e Judiciário para ampliar a prevenção da violência, fortalecer a proteção às vítimas e garantir a responsabilização de agressores.
NACIONAL – Em todo o país, as duas operações coordenadas pelo Governo do Brasil resultaram na prisão de 5.238 suspeitos de crimes relacionados à violência de gênero. Na Operação Mulher Segura, foram registradas 4.936 prisões, sendo 3.199 em flagrante e 1.737 em cumprimento de mandados de prisão. Na Alerta Lilás, foram presas 302 em flagrante ou com mandados de prisão relacionados a crimes de violência contra mulheres.
MILHARES DE AGENTES – Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), a Operação Mulher Segura contou com a participação das forças de segurança de 26 unidades da Federação, com exceção do Paraná, que já realizava operação semelhante no mesmo período.
Durante 15 dias, a operação mobilizou 38.564 agentes de segurança, com apoio de 14.796 viaturas, em 2.050 municípios brasileiros. Foram realizadas 42.339 diligências, com 18.002 medidas protetivas de urgência acompanhadas e 24.337 vítimas atendidas.
No campo da prevenção, foram promovidas 1.802 campanhas de conscientização, que alcançaram 2,2 milhões de pessoas, reforçando ações educativas voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. Para ampliar a capacidade operacional dos estados, o Ministério da Justiça destinou cerca de R$ 2,6 milhões para pagamento de diárias de policiais, ampliando o efetivo empregado nas ações. A operação integra o Projeto VIPS – Vulnerabilizados Institucionalmente Protegidos e Seguros, iniciativa estratégica voltada à proteção de grupos vulnerabilizados.
MAIOR DA HISTÓRIA – Paralelamente à mobilização nos estados, a Polícia Rodoviária Federal realizou a Operação Alerta Lilás, considerada a maior ação da história da instituição voltada à proteção de mulheres.
Entre 9 de fevereiro e 5 de março, a PRF intensificou ações de inteligência e fiscalização para localizar e prender agressores procurados pela Justiça nas 27 unidades da Federação. O resultado foi a prisão de 302 pessoas em flagrante ou em cumprimento de mandados relacionados a crimes de violência contra mulheres, reforçando o enfrentamento qualificado à violência de gênero em âmbito nacional.
Do total das ocorrências, 119 (39,4%) contaram com participação da atividade de inteligência da PRF. As demais 183 prisões (60,6%) decorreram de flagrantes realizados pelo efetivo operacional.
PLANO DE TRABALHO – As operações Mulher Segura e Alerta Lilás II integram o plano de trabalho apresentado na última quarta-feira (4) pelo Comitê Interinstitucional de Gestão do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio. O plano tem a finalidade de organizar, integrar e consolidar as ações prioritárias, previstas no compromisso firmado em 4 de fevereiro de 2026 pelos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário para o enfrentamento ao feminicídio.
Entre as medidas previstas está a realização de mutirões nacionais para cumprimento de mandados de prisão de agressores, além do fortalecimento da rede de acolhimento e atendimento às vítimas.
O plano também prevê ações para acelerar a concessão e o monitoramento de medidas protetivas de urgência, ampliar a integração entre órgãos de segurança e justiça e promover iniciativas educativas voltadas à prevenção da violência de gênero.
Também estão previstas a criação de um Centro Integrado Mulher Segura para monitoramento de dados, a implantação de unidades móveis de atendimento a mulheres em situação de violência e a ampliação da rede de acolhimento.

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Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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