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Politica

Detran-DF intensifica ações de engenharia para melhorar segurança viária

Publicado em

Zélia Ferreira

Manutenções semafóricas, instalação de placas, revitalização de faixas de pedestres, vagas de estacionamento, quebra-molas estão entre as milhares de ações realizadas em 2025

(Brasília – 4/2/2025) – A fim de garantir mais segurança viária e organizar o fluxo de veículos e pessoas nas vias urbanas, o Departamento de Trânsito do Distrito Federal intensificou as ações de engenharia em 2025. Balanço da Diretoria de Engenharia de Trânsito aponta 2,1 mil manutenções semafóricas, instalação de 2,3 mil placas, revitalização de 4,5 mil faixas de pedestres, 44,5 mil vagas de estacionamento, 21,3 mil quebra-molas e outros 623 mil m² de sinalizações diversas.

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“A crescente frota veicular e o aumento populacional do DF têm exigido da nossa equipe de engenharia um esforço cada vez maior na organização do tráfego a fim de que as pessoas possam se locomover de forma segura pela cidade, seja a pé, de bicicleta, equipamentos autopropelidos ou veículos motorizados. E é isso que temos feito, trabalhando diuturnamente no aperfeiçoamento na sinalização viária e manutenção dos equipamentos instalados nas vias. Nossos servidores têm buscado soluções estratégicas e aperfeiçoado os protocolos operacionais para reduzir os efeitos negativos da concentração do fluxo veicular e proporcionar mais segurança viária, fluidez e acessibilidade nas vias urbanas”, explica o diretor-geral do Detran-DF, Marcu Bellini.

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Durante o ano de 2025, a Diretoria de Engenharia de Trânsito do Detran-DF realizou a sinalização de 44.558 vagas de estacionamento, incluindo 398 vagas para idoso, 533 vagas para portadores de deficiência e 294 vagas para motocicletas. As equipes também sinalizaram 21.350 ondulações transversais (quebra-molas), sendo 17.829 novas implantações e 3.521 revitalizações, e 4.523 faixas de pedestres, das quais 731são semaforizadas e outras 3.792 não semaforizadas.

“O cuidado com as faixas de pedestres, linhas de divisão de fluxo e legendas horizontais em interseções estratégicas, principalmente em áreas de grande circulação de pedestres, mostram nossa preocupação com os mais vulneráveis: os pedestres”, destaca o diretor de Engenharia de Trânsito, Eduardo Dutra.

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E acrescenta: “Mas não é só isso, nossa preocupação também é com a organização do tráfego de veículos, trazendo mais segurança aos condutores e melhor fluidez por meio de uma sinalização mais clara e otimizada, como fizemos na W3 Sul e Norte e no Eixo Monumental, com aplicação de tachões e pintura termoplástica que permitem maior visibilidade da divisão dos fluxos, e na L1 e L2 Sul e Norte onde todas as faixas de retenção, setas direcionais e outras demarcações no solo foram revitalizadas, trazendo mais ordenação ao fluxo veicular”.

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No total, 622.994 m² de sinalização horizontal (marcas no solo) foram pintadas, sendo 7.252 m² de faixa de aproximação, 24.951 m² de faixa de retenção, 42.739 m² de eixo de via (tracejado), 85.305 m² de linha de bordo, 462.746 m² de sinalização geral e 44.238 tachas e tachões instalados nas vias urbanas do DF.

A sinalização vertical também recebeu atenção especial da Diretoria de Engenharia, sendo instaladas 2.323 novas placas. No total, 293 placas foram substituídas e 2.232 postes de sustentação das placas de sinalização foram instalados.

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Equipamentos

Os cruzamentos semafóricos também tiveram atenção especial das equipes de engenharia, que realizaram 2.151 ações de manutenção preventiva e corretiva, incluindo 74 repinturas, a colocação de 202 adesivos com número, 103 manutenções de tótens, 106 manutenções de botoeiras sonoras e outras 1.666 manutenções gerais relacionadas ao funcionamento dos equipamentos semafóricos. Além disso, foram implantados 116 novos cruzamentos com semáforos, com a instalação de sete novos controladores de avanço do sinal.

Ainda foram realizadas 2.811 manutenções preventivas e corretivas de equipamentos de controle de tráfego e velocidade, sendo 1.123 barreiras eletrônicas, 795 controladores de velocidade (tipo pardal) e 893 controladores de avanço semafórico.

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Politica

Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda

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Eleitoras enfrentam barreiras de engajamento e a polarização em meio a discursos que tentam desacreditar sua força

As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).

Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.

A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

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Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.

Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.

Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.

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FONTE:

brasildefato

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