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Entenda por que Thereza Collor está sendo processada pela irmã

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A empresária alagoana Maria de Lourdes Lyra, conhecida como Lourdinha Lyra, entrou com um processo contra a irmã Thereza Collor por calúnia e difamação. As irmãs travam uma “guerra” judicial pela herança do pai, o ex-deputado federal mais rico do País João Lyra, que morreu em decorrência da Covid-19 no mês de agosto de 2021.

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“Não fujo da luta”, diz Thereza Collor, em disputa por patrimônio familiar

Enquanto o parlamentar estava vivo e com a saúde debilitada, Maria de Lourdes foi indicada como responsável pela administração do patrimônio do pai. Na época, as empresas integrantes do Grupo Laginha Agropecuária S/A, em Alagoas, passavam por profundas crises econômicas que levaram às suas ruínas.

O caso chegou ao CNJ (Conselho Nacional de Justiça) como o maior de falência no Brasil. Além disso, os quatro irmãos de Lourdinha, Antônio, Guilherme, Ricardo e Thereza, alegam terem perdido a confiança nela e ainda solicitaram o afastamento dela da função de inventariante.

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“No bojo do processo judicial, em torno da massa falida, travou-se uma verdadeira guerra entre alguns dos herdeiros do ex-parlamentar e a senhora Maria de Lourdes”, informou a queixa-crime apresentada pela empresária.

Maria de Lourdes entrou com ação contra Thereza por conta das acusações feitas pela irmã em entrevistas às revistas ISTOÉ e Veja, nas quais disse que a empresária está agindo com autoritarismo, sem transparência e realizando uma série de ações que estariam deteriorando o patrimônio deixado pelo pai.

Para Lourdinha, a irmã estaria tentando usar o fato de ser uma “figura pública de renome” para fazer “pressão popular” no judiciário para retirá-la do cargo. Por conta disso, ela pede para que seja realizada uma audiência de conciliação. Caso as partes não consigam chegar a um acordo, solicita que o processo tenha continuidade.
Fonte: IstoÉ
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feminicidio

Vote Segura mostra boas práticas de políticas de segurança a mulheres

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Guia lista 11 recomendações para parlamentares eleitos
Agência Brasil

A Rede Justiça Criminal lançou a campanha Vote Segura, voltada prioritariamente à segurança das mulheres. No ano passado, canais oficiais registraram 1.571 vítimas de feminicídio no país. Significa que ao menos quatro mulheres foram assassinadas por dia por motivação relacionada ao gênero. Para cada feminicídio consumado, outros três foram tentados.

A campanha Vote Segura elaborou um guia com um conjunto de boas práticas legislativas para orientar a formulação de programas de mandato, projetos de lei, atividades de fiscalização e articulação política.

O objetivo é qualificar o debate público e subsidiar candidaturas ao Congresso Nacional comprometidas com a redução da violência contra o público feminino. As mulheres representam 51,5% da população brasileira de 213,4 milhões de habitantes.

O guia reúne 11 recomendações para os próximos parlamentares eleitos:

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  1. priorizar a prevenção sem abandonar a responsabilização;
  2. estruturar políticas públicas permanentes;
  3. fortalecer a coordenação entre os entes federativos;
  4. promover a integração entre diferentes políticas públicas;
  5. basear decisões em evidências e dados confiáveis;
  6. incorporar mecanismos permanentes de monitoramento e avaliação;
  7. fortalecer a transparência e o controle por parte da sociedade;
  8. estabelecer critérios objetivos para acesso a recursos públicos;
  9. adotar uma perspectiva de direitos humanos voltada também às mulheres;
  10. produzir impactos mensuráveis;
  11. evitar respostas legislativas exclusivamente simbólicas.
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A coordenadora executiva da Rede Justiça Criminal, Janine Salles de Carvalho, destaca que as mulheres brasileiras estão com medo, e com razão. Elas mudam suas rotinas, compartilham a localização em tempo real quando saem à noite, preocupam-se com a própria segurança.

“Esse medo, infelizmente, também se tornou um ativo político capaz de mobilizar votos. Mas responder à insegurança não significa apostar apenas em mais polícia ou prisões. Precisamos olhar para aquilo que impede que a violência aconteça.”

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