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Estudantes têm até terça (9) para se inscrever nos centros interescolares de línguas (CILs)

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Podem se candidatar aos cursos alunos do 6º ano do ensino fundamental até o terceiro segmento da Educação de Jovens e Adultos (EJA)

Por Adriana Izel, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo

As inscrições para os alunos da rede pública nos cursos de inglês, francês, alemão, japonês e espanhol nos 17 centros interescolares de línguas (CILs) vão até esta terça (9). Podem se inscrever estudantes do 6º ano do ensino fundamental até o terceiro segmento da Educação de Jovens e Adultos (EJA).

As inscrições devem ser feitas pelo site da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEE). O candidato pode se cadastrar em até quatro opções de idiomas, a depender da oferta de cada CIL, desde que as aulas ocorram obrigatoriamente no turno contrário ao da matrícula da unidade escolar de origem.

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Podem se inscrever nos cursos de língua estrangeira estudantes a partir do 6º ano do ensino fundamental até o terceiro segmento da EJA | Foto: Paulo H. Carvalho/ Agência Brasília

O resultado da primeira chamada está previsto para ser divulgado no dia 15 deste mês. Os contemplados deverão efetivar a matrícula entre os dias 16 e 18. No dia 23 ocorre a publicação da segunda chamada, e quem tiver sido contemplado deve fazer a matrícula entre os dias 24 e 26.

Para a realização da matrícula é necessário apresentar original e cópia da Certidão de Nascimento ou do RG e CPF (próprio e do responsável, no caso de menores de 18 anos), duas fotos 3 x 4, comprovante de residência e declaração de escolaridade atualizada.

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Fonte: Agência Brasilia
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Politica

Mulheres são contenção à extrema direita, mas barreiras ainda afastam parcela de baixa renda

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Eleitoras enfrentam barreiras de engajamento e a polarização em meio a discursos que tentam desacreditar sua força

As mulheres são maioria do eleitorado brasileiro e podem ser decisivas no segundo turno das eleições presidenciais. O aumento da participação política de mulheres também fica evidente no poder Legislativo, com figuras de diferentes espectros políticos garantindo votações expressivas, como a deputada estadual Eduarda Campopiano (PL-SP) e a deputada federal Érika Hilton (Psol-SP).

Ainda assim, segundo pesquisa do Projeto Brief, milhões ainda estão distantes da política, principalmente entre as mulheres de menor renda, não por considerarem que são incapazes de votar, mas por acharem que seus posicionamentos e votos não farão diferença substancial.

A cientista política Carolina Altalher, diretora executiva do Update, explica que, nas justificativas dessas mulheres, estão a descrença na mudança, custos para participar da política e uma certa frustração com o cenário atual. “Antes da gente falar de um desinteresse, a gente precisa entender quais são as barreiras que elas enfrentam e por que elas não estão enxergando resultados nessa participação”, afirma em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

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Altalher avalia que campanhas que desencorajam o voto feminino e, mais que isso, questionam a capacidade das mulheres de fazer política, muito comuns nos círculos conservadores, acabam beneficiando a extrema direita. “A gente sabe que as mulheres são a contenção da extrema direita em todo o mundo e, por conta disso, acaba viralizando esse tipo de comportamento e de ideia, principalmente no Brasil, onde as mulheres são 52,8% da população. Em diferentes partes do mundo, [existe] esse tipo de estratégia para chamar atenção e para fazer algum tipo de cortina de fumaça em relação a esse voto, que é tão precioso para que a gente não tenha um avanço da extrema direita”, pondera.

Sobre alguns fenômenos nas urnas de candidaturas femininas que se elegeram com discursos violentos e até de retrocesso dos direitos das mulheres, a cientista política observa que a eleitora “não necessariamente concorda com tudo aquilo que diz a candidata”, mas faz sua escolha, muitas vezes, orientada por rejeição. “Há uma combinação entre identificação com valores, rejeição aos próprios adversários e também o reconhecimento dessa liderança, dessas falas que provocam rejeição em alguns públicos, mas para outros podem ser identificadas como algum tipo de firmeza”, avalia.

Para Carolina Altalher, só será possível compreender essas contradições se despindo de conceitos pré-estabelecidos. “Reconhecer a legitimidade da eleição também permite a gente criticar essas posições e cobrar responsabilidade por esse mandato”, pontua.

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FONTE:

brasildefato

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