Politica
Senadora Damares Alves indica R$ 3,8 milhões para instituições que atendem jovens com autismo no DF
No mês em que se reforça a importância da inclusão, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) prestou contas de uma das ações mais sensíveis de seu mandato, o apoio a instituições que cuidam de crianças e jovens com Autismo no Distrito Federal. Durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado, que integra o ciclo de debates sobre os direitos das pessoas com deficiência e doenças raras, a parlamentar anunciou a indicação de R$ 3,8 milhões em emendas parlamentares, nos últimos dois anos, para aprimorar o atendimento oferecido por essas instituições. Damares destacou que a inclusão deve ser tratada como uma pauta contínua, e não apenas lembrada em datas específicas. Segundo ela, o tema e os investimentos relacionados precisam estar na agenda de prioridades do país, especialmente na capital federal.
Os recursos foram destinados a diversas instituições que desempenham papel fundamental no atendimento a pessoas com deficiência em todo o DF, auxiliando diretamente às famílias e ajudando a complementar o trabalho do governo local. Entre elas, está a APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais), que desde 1964 atua no desenvolvimento do potencial de jovens e adultos com deficiências intelectual e múltipla, buscando ampliar sua autonomia e qualidade de vida.
Também recebeu apoio a Associação Pestalozzi de Brasília, fundada em 1965, uma entidade filantrópica sem fins lucrativos que oferece atendimento gratuito a adultos com deficiência intelectual, múltipla e Transtorno do Espectro Autista (TEA), promovendo a transição do ambiente familiar para o convívio social.
O Instituto PAS (Instituto Pedro Araújo dos Santos), que oferece apoio acolhedor a famílias atípicas por meio de cursos, palestras e atendimentos psicológicos, também foi contemplado. Seu lema, “Transformamos vidas com amor e inclusão”, resume a missão da instituição. A AMPARE (Associação de Mães, Pais e Amigos de Reabilitação Especial) recebeu investimentos para fortalecer sua equipe multidisciplinar, responsável por elaborar planos personalizados que visam o desenvolvimento físico, emocional e social de cada assistido, defendendo que cada indivíduo tem um papel essencial na construção de uma sociedade mais justa e inclusiva.
Outra beneficiada foi a CEAL Ludovico Pavoni (CEAL/LP), referência em atendimento a pessoas com deficiência auditiva, intelectual e com TEA. Já a Associação Tudo Azul promove atividades terapêuticas voltadas ao público autista, incluindo sessões de psicologia, fonoaudiologia, terapia ocupacional e fisioterapia, com foco no enfrentamento de desafios cotidianos, desenvolvimento da comunicação, promoção da autoconfiança e integração social.
Essas instituições, que estão atendendo em todas as regiões do Distrito Federal, não só ajudam a suprir a demanda local, como também têm sido fundamentais para complementar o trabalho do governo no fortalecimento das políticas públicas voltadas à inclusão.
A atuação da senadora Damares Alves o amor e carinho com a inclusão e com a transparência na aplicação de recursos públicos, beneficiando diretamente famílias que dependem desse tipo de apoio.
Dados do site Autismo e Realidade indicam que, em 2004, a taxa de diagnóstico de TEA era de 1 para cada 166 crianças. Atualmente, estima-se que 1 em cada 36 crianças receba esse diagnóstico.
No Distrito Federal, aproximadamente 13 mil pessoas vivem com TEA, segundo a Associação Brasileira de Autismo, o que evidencia a urgência em fortalecer a rede de diagnóstico e o tratamento precoce.
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado
Politica
Maria da Penha online registra mais de 9 mil ocorrências no DF
Pela Delegacia Eletrônica é possível anexar provas, solicitar exames de corpo e delito e pedir acolhimento — tudo pelo celular, sem sair de casa.
Para muitas mulheres vítimas de violência doméstica, pedir ajuda pode ser o passo mais difícil. No Distrito Federal, esse apoio pode ser acessado sem sair de casa. Por meio do programa Maria da Penha Online, da Polícia Civil, é possível registrar ocorrências, solicitar medidas protetivas de urgência e acionar a rede de proteção pelo celular ou computador.
Desde o seu lançamento, em 2021, a plataforma já registrou 9.092 ocorrências. Apenas nos cinco primeiros meses deste ano, foram registradas 1.040 ocorrências, o maior número desde a criação da ferramenta. O resultado representa aumento de 28,6% em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 809 registros.
“O programa se tornou uma das maiores e mais eficazes ferramentas no combate à violência contra a mulher”
-Haendel Silva Fonseca, delegado-chefe da Delegacia Eletrônica
Segundo o delegado-chefe da Delegacia Eletrônica, Haendel Silva Fonseca, a plataforma é referência nacional. “O programa se tornou uma das maiores e mais eficazes ferramentas no combate à violência contra a mulher, permitindo às vítimas solicitar encaminhamentos para exame de corpo de delito, enviar provas, como fotos e vídeos, e acessar acolhimento pela Casa Abrigo e pelo programa Viva Flor”, explica.
Praticidade e rapidez
Após o registro da ocorrência, o encaminhamento ao Poder Judiciário ocorre em tempo médio de 45 minutos. Atualmente, 91% dos pedidos de medidas protetivas realizados pela plataforma são deferidos pela Justiça.
A agilidade no atendimento e a facilidade de acesso têm contribuído para o crescimento do serviço ao longo dos anos. Em 2021, primeiro ano de funcionamento, foram registradas 1.299 ocorrências. O número chegou a 2.184 em 2025, após sucessivos aumentos na procura pela ferramenta.
Haendel Silva Fonseca destaca que a Delegacia Eletrônica já é a terceira unidade da PCDF que mais recebe ocorrências de violência contra a mulher. “Importante destacar que os fatos também podem ser comunicados à PCDF, 24 horas por dia, por qualquer pessoa que tenha conhecimento ou tenha presenciado violência contra a mulher, por meio dos canais de denúncia e do telefone 197”, ressalta.
Serviço
⇒ A PCDF também disponibiliza canais para denúncias e comunicação de casos de violência contra a mulher. Os registros podem ser feitos pela internet, pelo telefone 197 ou pelos demais canais oficiais da corporação.
CRÉDITOS:
Fotos: Arquivo/Agencia Brasília
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