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Cultura

Projetos sociais protagonizam Auto de Páscoa e reforçam papel transformador da arte em Taguatinga

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Espetáculo “O Encontro” reúne talentos da comunidade e orquestra formada por alunos de projeto de inclusão musical

 

O Auto de Páscoa “O Encontro”, que será apresentado nos dias 3 e 4 de abril, no Taguaparque, chega à edição de 2026 com um olhar ainda mais voltado para a comunidade. Mais do que um espetáculo teatral, a encenação destaca o protagonismo de projetos sociais que utilizam a arte como ferramenta de transformação.

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A apresentação fica a cargo do Grupo de Teatro Kadosh, formado por artistas da própria região e liderado pela diretora e roteirista Amanda. Com forte atuação comunitária, o grupo conduz o público por uma narrativa sensível e envolvente, que propõe uma travessia desde a criação do mundo até os acontecimentos que marcam a fé cristã.

 

A experiência ganha ainda mais força com a participação da Orquestra do Projeto Musicalizando, iniciativa que promove inclusão social por meio da música, oferecendo formação instrumental para moradores da região. A união entre teatro e música ao vivo amplia a potência do espetáculo e evidencia o impacto de ações culturais acessíveis.

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Para Eduardo Lima, organizador do evento, o envolvimento dos projetos sociais é o que dá sentido à proposta do espetáculo. “Mais do que apresentar uma história, a gente quer criar oportunidades. Quando colocamos esses projetos no centro, mostramos que a arte transforma realidades, revela talentos e fortalece a comunidade de dentro para fora”, afirma.

 

O roteiro convida o público a uma imersão emocional, explorando temas como amor, perdão, cura e esperança. “Cada encontro revela que Jesus continua se fazendo presente e transformando histórias até hoje”, destaca a sinopse da obra.

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O evento é gratuito e ocorre no Taguaparque, em Taguatinga. A iniciativa é realizada pelo Instituto Social Avançar-ISA, com apoio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal e do Governo do Distrito Federal (GDF).

 

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Serviço 

Data:  3 e 4 de abril

Local: Taguaparque

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Entrada: Gratuita

Créditos:
Divulgação
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Cultura

Verdade Moldada: a tradição dos pés de lótus às amarras contemporâneas

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Espaço Oscar Niemeyer recebe exposição da artista nipo-brasileira Akimi Watanabe até 12 de maio e propõe reflexão sobre padrões sociais, corpo e pertencimento

 

A artista nipo-brasileira Akimi Watanabe, radicada em Brasília e filha de pioneiros japoneses na capital, apresenta a exposição Verdade Moldada, na qual utiliza a história dos “pés de lótus” — prática milenar chinesa que mutilava mulheres em nome de um ideal de beleza — como ponto de partida para um questionamento urgente: até que ponto seguimos permitindo que estruturas sociais moldem nossos corpos e nossas escolhas? O olhar sensível e provocador da artista sobre essas questões está em cartaz no Espaço Oscar Niemeyer. até 12 de maio.

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A partir desse recorte histórico, a artista evidencia como, na China imperial, um complexo sistema de valores culturais, filosóficos e econômicos, associado a status e elegância, submetia meninas a dores extremas e a uma vida limitada. Um processo que as transformava, literalmente, em objetos decorativos. A reflexão proposta, no entanto, ultrapassa o passado e se projeta sobre o presente.

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Por meio de aproximadamente 100 desenhos sobre nanquim, 5 colagens digitais , 3 instalações, 60 desenhos em nanquim sobre papel e objetos e esculturas, Watanabe constrói uma narrativa sensível e provocativa que convida o público a refletir: “até quando a validação social seguirá sendo parâmetro para transformações do corpo? Em que medida ainda nos moldamos para caber, para pertencer, para sermos vistos?

A exposição, que conta com a curadoria de Rogério Carvalho, propõe um deslocamento do olhar, instigando o público a identificar os mecanismos contemporâneos que reproduzem, sob novas formas, antigas violências simbólicas. Redes sociais, padrões estéticos, discursos normativos e dinâmicas de pertencimento passam a ser observados como possíveis equivalentes dos “pés de lótus” da pós-modernidade.

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”Watanabe não denuncia apenas um passado oriental, ela desmonta a ideia confortável de distância. Ao trazer para o contemporâneo equivalências simbólicas do foot binding, a artista desloca o eixo da discussão. Não se trata de outras culturas, mas de um sistema global de moldagem do feminino, que persiste sob novas linguagens, mais sutis, porém igualmente coercitivas. Hoje, a imposição muitas vezes se disfarça de escolha, de desejo individual, de liberdade aparente. Mas continua operando como estrutura”, observa o curador.

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Ao tensionar essas camadas, a artista aponta para uma distopia silenciosa: a crença na autonomia individual dentro de sistemas sutis de controle. Nesse contexto, ecoa a afirmação da ministra do STF, Cármen Lúcia — “não fomos silenciosas, fomos silenciadas” — reforçando que o corpo da mulher segue sendo território de disputa histórica, social e simbólica.

Mais do que revisitar um episódio do passado, Verdade Moldada se apresenta como um convite à consciência crítica, um exercício de percepção sobre as forças que, ainda hoje, influenciam, limitam e redefinem quem somos.

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SERVIÇO
Exposição: Verdade Moldada
Artista: Akimi Watanabe
Local: Espaço Oscar Niemeyer
Data: de 9 de abril a 12 de maio
Horário: De terça a sexta — das 9h às 18h/ Sábado domingo — das 9h às 17h

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