Pesquisar
Feche esta caixa de pesquisa.

Cultura

Colher uvas direto do pé? Vinícolas do DF abrem as portas para visitantes viverem a experiência da vindima

Publicado em

 

Com o crescimento do enoturismo, propriedades do Distrito Federal oferecem experiências que vão da colheita das uvas à degustação de vinhos produzidos no Cerrado, um dos novos polos da vitivinicultura brasileira.
Villa Triacca | Divulgação

 

Advertisement

O vinho brasileiro vive um momento de expansão. Em 2025, o mercado movimentou mais de R$ 21 bilhões no país e, embora o Centro-Oeste ainda represente uma fatia menor desse setor, a região já responde por cerca de 7% a 8% das vendas de vinhos e 10,7% das vendas de espumantes nacionais. Brasília acompanha esse crescimento e se destaca como a capital brasileira que mais consome espumantes, impulsionando também o enoturismo e a busca por experiências ligadas à produção de vinhos.
É nesse cenário que as vinícolas do Distrito Federal recebem visitantes durante a vindima, período da colheita das uvas que começa neste mês. Mais do que degustar rótulos premiados, os visitantes podem participar da colheita diretamente nos vinhedos, conhecer técnicas de cultivo adaptadas ao Cerrado e vivenciar o processo de produção dos vinhos.
Vindima aproxima visitantes da produção de vinhos no Cerrado
Localizada a cerca de 50 quilômetros do Plano Piloto, a Villa Triacca está inserida em uma fazenda de 300 hectares, dos quais mais de 20% são destinados à preservação ambiental. Além da produção diversificada de alimentos, a propriedade conta com oito hectares de vinhedos cultivados no Cerrado.
Durante a vindima, os visitantes podem colher as uvas diretamente do pé e acompanhar de perto uma das etapas mais importantes da produção dos vinhos, além de conhecer aspectos da viticultura na região e participar de atividades ligadas à gastronomia. Para facilitar o acesso, a vinícola disponibiliza serviço de transfer até a propriedade.

Leia Também:  Primeira-Dama entrega 100 computadores Reciclotech ao IgesDF

“A vindima é o coração da produção do vinho. Ao permitir que o público acompanhe essa etapa, mostramos como o Cerrado vem se consolidando como uma região produtora de vinhos de qualidade e aproximamos as pessoas desse processo”, afirma Ronaldo Triacca, proprietário da Villa Triacca e presidente da Expovitis Brasil.

 

Advertisement

Outra experiência que tem despertado a curiosidade dos visitantes acontece na Fazenda Ercoara/Vinícola Brasília. Em atividade desde 2001, a propriedade possui 70 hectares, dos quais sete são ocupados por vinhedos. No local são cultivadas variedades como Syrah, Marselan, Cabernet Franc, Merlot, Sauvignon Blanc e Viognier, além da Marsanne, que está em fase de implantação. Atualmente, a vinícola produz cerca de 20 mil garrafas de vinho por ano.

Assim como outras vinícolas do Cerrado, a Ercoara utiliza a técnica da dupla poda da videira, que concentra a colheita no inverno, período considerado mais favorável para a produção de vinhos de qualidade na região. Durante a vindima, a colheita acontece à noite, aproveitando as temperaturas mais baixas para preservar melhor a qualidade das uvas antes do processamento.
Leia Também:  Presidente Lula assina pacote de medidas para ampliar proteção às mulheres e reforçar segurança digital no Brasil

“As temperaturas mais baixas ajudam a preservar a acidez, os aromas e as características das uvas. Ao mesmo tempo, o público vive uma experiência diferente, conhecendo de perto uma etapa que normalmente acontece longe dos olhos do consumidor”, destaca Rodrigo Sucena, proprietário da Fazenda Ercoara/Vinícola Brasília. Além da participação na vindima, os visitantes percorrem os vinhedos, participam de um jantar harmonizado e degustam vinhos produzidos na propriedade.

 

Advertisement
A programação da vindima no Distrito Federal vai além dessas duas propriedades. Ao longo do inverno, outras vinícolas da região também promovem experiências abertas ao público, consolidando o Cerrado como um dos novos destinos brasileiros para quem deseja conhecer a produção de vinhos, participar da colheita das uvas e vivenciar o crescimento da vitivinicultura no Centro-Oeste.

 

Serviço
Villa Triacca – Vindima 2026
Datas: 18 e 25 de julho; 1º e 8 de agosto
Local: PAD-DF, BR-251, Km 6, Paranoá (DF)
Informações e reservas: (61) 98194-9392
Fazenda Ercoara/Vinícola Brasília – Colheita Noturna
Datas: 24 e 31 de julho; 7 e 14 de agosto
Horário: A partir das 17h
Local: PAD-DF, na BR-251, Km 19
Informações e reservas: (61) 99815-5650 (WhatsApp)

 

 

Advertisement

 

 

 

Advertisement

 

 

 

Advertisement

 

 

 

Advertisement

 

 

 

Advertisement

 

 

 

Advertisement

 

 

 

Advertisement

 

 

 

Advertisement

 

 

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Cultura

Projeto promove vivências formativas em Planaltina-DF e Novo Gama-GO, com evento de encerramento na Fundação Cultural Palmares, em Brasília

Published

on

Presentes hoje em restaurantes, festivais e diferentes espaços da gastronomia brasileira, muitos dos saberes da cozinha afro-brasileira nasceram e foram preservados nos quintais, nas cozinhas comunitárias e nos terreiros, ambientes nos quais alimento, espiritualidade, memória e vida coletiva sempre caminharam juntos. É desse caldo de histórias, práticas e conhecimentos ancestrais que surge Sabores e Saberes – O Tabuleiro da Baiana, projeto da Fundação Cultural Palmares, realizado pelos institutos Lente Cultural e Kitanda Cultura de Terreiro.

Em sua segunda edição, o projeto realiza, entre agosto e setembro de 2026, dois ciclos formativos em territórios tradicionais de matriz africana e um encontro público de encerramento. A programação passará pelo Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga, em Planaltina, no Distrito Federal, nos dias 22 e 23 de agosto; pela Casa de Oyá, em Novo Gama, Goiás, em 5 e 6 de setembro; e será concluída em 8 de setembro, na sede da Fundação Cultural Palmares, em Brasília, com a participação da chef e Makota Solange Borges. Ao longo desse percurso, lideranças religiosas, pesquisadoras, cozinheiras, produtoras culturais e representantes das comunidades se reunirão em oficinas, vivências práticas, rodas de conversa e refeições coletivas. As inscrições podem ser feitas, gratuitamente, através de preenchimento de formulário  link.

Mais do que realizar encontros pontuais, Sabores e Saberes – O Tabuleiro da Baiana busca fomentar a preservação, a difusão e o reconhecimento da culinária afro-brasileira como patrimônio cultural. Entre os seus objetivos está o de fortalecer a identidade, a autonomia, o empreendedorismo criativo e a soberania alimentar e nutricional das comunidades tradicionais de matriz africana.

Advertisement

Para a produtora cultural e presidente do Instituto Lente Cultural, Carol Peres, “A salvaguarda dos saberes tradicionais não é apenas uma revisão do nosso passado, mas uma ferramenta indispensável para pensarmos o futuro da cultura no Brasil. Quando reconhecemos e fortalecemos a culinária de matriz africana, estamos valorizando tecnologias ancestrais que unem sustentabilidade, memória e economia criativa. O papel das instituições culturais é justamente criar as pontes e garantir as condições para que esses territórios de resistência continuem sendo os verdadeiros protagonistas da difusão e preservação do nosso patrimônio imaterial”.

A iniciativa parte do entendimento de que a culinária de terreiro não se resume ao preparo de alimentos. Ela carrega conhecimentos transmitidos entre gerações, modos próprios de cultivo, conservação e aproveitamento dos ingredientes, relações com a natureza, práticas de cuidado e formas de organização comunitária.

Ao aproximar patrimônio cultural, segurança alimentar, sustentabilidade e economia criativa, o projeto transforma a herança ancestral em instrumento de fortalecimento dos territórios e de resposta a desafios contemporâneos. A iniciativa também dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), especialmente aqueles relacionados à fome zero e à agricultura sustentável, à igualdade de gênero, ao trabalho decente e à geração de renda, à redução das desigualdades, à preservação das comunidades e ao consumo e à produção responsáveis.

Advertisement
Leia Também:  Projeto promove vivências formativas em Planaltina-DF e Novo Gama-GO, com evento de encerramento na Fundação Cultural Palmares, em Brasília

“O Tabuleiro da Baiana transcende o ato de nutrir; trata-se de uma sofisticada tecnologia ancestral e a materialização do legado das mulheres negras. Como liderança de uma comunidade tradicional Angola Kongo, vejo que essa prática é um pilar para o desenvolvimento sustentável das nossas comunidades. O Tabuleiro é um instrumento vivo de manutenção dos saberes tradicionais, estruturando a nossa proteção social e atuando como um vetor essencial na promoção da segurança alimentar e nutricional. Fruto da inteligência as zungueiras, quitandeiras e ganhaderias, que no Brasil colonial serviu de manobra contra-colonial para subsistência das pessoas negras, legado que perdura na contemporaneidade”, ressalta Tata Luazi Luango, coordenador artístico do projeto.

Primeira vivência acontece no Terreiro da Vovó Maria Conga – Polo I

A primeira etapa será realizada nos dias 22 e 23 de agosto, das 9h às 17h, no Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga, em Planaltina. Durante os dois dias, os participantes poderão conhecer os espaços do terreiro, visitar a horta comunitária, acompanhar o preparo de receitas tradicionais e compartilhar os pratos produzidos nas atividades.

Advertisement

A programação começa com a vivência Terreiro Cerratense, conduzida por Mãe Maria do Cerrado, gestora do Terreiro da Vovó Maria Conga. A atividade apresenta a culinária tradicional de terreiro a partir dos ingredientes, das práticas e dos conhecimentos ligados ao Cerrado. Além da visita ao espaço, os participantes acompanharão o preparo de um prato típico da culinária cerratense, finalizando o encontro com um almoço coletivo.

Mãe Maria do Cerrado também estará à frente da vivência Senzala Gastronômica, dedicada aos saberes transmitidos pelas Pretas e pelos Pretos Velhos. A proposta é abordar a presença da memória, da espiritualidade e da ancestralidade na alimentação, passando pela visita à horta do terreiro, pelo preparo de um prato tradicional da culinária quilombola e pelo compartilhamento da refeição.

A educadora Ekejie Cleide Morais, da Favela Gastronômica, conduzirá a oficina Cozinhas Comunitárias. A atividade será voltada às práticas de segurança alimentar e nutricional, com orientações sobre aproveitamento integral dos alimentos, armazenamento, distribuição e organização das cozinhas populares e comunitárias. Cleide compartilhará experiências construídas em iniciativas que utilizam a alimentação como instrumento de acolhimento, autonomia e fortalecimento coletivo.

Advertisement

Já a afro produtora Ekejie Jackeline Silva apresentará a oficina Afro Paladar, nome do livro e do documentário desenvolvidos por ela. A partir dessas experiências, a facilitadora abordará técnicas de registro e documentação do patrimônio gastronômico afro-brasileiro, além de orientar os participantes na construção de um livro de receitas tradicionais.

Todas as atividades culminam em momentos de convivência à mesa. Os participantes poderão degustar os pratos preparados durante as oficinas, reforçando a ideia de que cozinhar, compartilhar e comer também são formas de preservar memórias, transmitir conhecimentos e fortalecer vínculos comunitários.

Leia Também:  Feminicídios no DF cresceram 45% neste ano em relação a 2022

Mais do que ensinar receitas, o projeto pretende mostrar como a culinária tradicional constitui um importante instrumento de preservação da identidade afro-brasileira, de fortalecimento comunitário e de geração de oportunidades econômicas para mulheres negras e comunidades tradicionais.

Advertisement

Para facilitar o acesso dos participantes, haverá transporte gratuito com saída da Rodoviária do Plano Piloto, mediante inscrição prévia.

Projeto segue para Novo Gama – Polo II

A segunda vivência acontecerá nos dias 5 e 6 de setembro, na Casa de Oyá, em Novo Gama. A etapa seguirá a metodologia adotada em Planaltina, incorporando conteúdos relacionados à agroecologia, à sustentabilidade, à preservação ambiental e à geração de renda nos territórios tradicionais.

Advertisement

A programação contará com atividades conduzidas pela Yalorixá Jussara Morais, pela agroecologista Muzenza Imoxicongo Raíssa Felipe, por Ekejie Cleide Morais e por Ekejie Jackeline Silva. Os detalhes dessa segunda vivência serão divulgados posteriormente.

O encerramento será realizado em 8 de setembro, na Fundação Cultural Palmares, em Brasília, com apresentação dos resultados do projeto e aula-show da chef e Makota Solange Borges, idealizadora do projeto Culinária de Terreiro e do Festival do Dendê. A programação também contará com lançamento de livro, mesa de debate, apresentações culturais e degustação de pratos preparados especialmente para a ocasião.

SERVIÇO

Advertisement

Sabores e Saberes – O Tabuleiro da Baiana

Participação: gratuita
Inscrições: link

Vivência Formativa – Polo I

Advertisement

Datas: 22 e 23 de agosto de 2026, sábado e domingo
Horário geral: das 9h às 17h
Local: Ponto de Cultura Terreiro da Vovó Maria Conga – Planaltina (DF) Mapa
Transporte: ônibus gratuito e exclusivo saindo do estacionamento do SESI Lab

Terreiro Cerratense
Facilitadora: Mãe Maria do Cerrado
Carga horária: 4 horas

Cozinhas Comunitárias
Facilitadora: Ekejie Cleide Morais – Favela Gastronômica
Carga horária: 4 horas

Advertisement

Senzala Gastronômica
Facilitadora: Mãe Maria do Cerrado
Carga horária: 4 horas

Afro Paladar
Facilitadora: Ekejie Jackeline Silva
Carga horária: 4 horas

Vivência Formativa – Polo II

Advertisement

Datas: 5 e 6 de setembro de 2026, sábado e domingo
Horário geral: Das 9h às 17h
Local: Casa de Oyá – Novo Gama (GO) Mapa
Transporte: ônibus gratuito e exclusivo saindo do estacionamento do SESI Lab (Plano Piloto-DF)

Tabuleiro da Baiana
Facilitadora: Yalorixá Jussara Morais
Carga horária: 4 horas

Cozinhas Comunitárias
Facilitadora: Ekejie Cleide Morais – Favela Gastronômica
Carga horária: 4 horas

Advertisement

Terreiro Sustentável
Facilitadora: Muzenza Imoxicongo – Agroecologista Raíssa Felipe
Carga horária: 4 horas

Afro Paladar
Facilitadora: Ekejie Jackeline Silva
Carga horária: 4 horas

Encerramento

Advertisement

Data: 8 de setembro de 2026, terça-feira
Horário: A partir das 14h
Local: Fundação Cultural Palmares – Brasília (DF)

Para mais informações, acessar o instragramhttps://www.instagram.com/saboresesaberesdeterreiro/

COMENTE ABAIXO:
Advertisement
Continuar lendo

MULHER NA POLÍTICA

MULHER NA SAÚDE

MULHER SOCIAL

MULHER NO ESPORTE

MULHER CELEBRIDADE

MAIS LIDAS DA SEMANA