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Cultura

Taguatinga Shopping capacita mulheres para criação de cenografia sustentável de Halloween

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Workshop reúne participantes de instituições sociais do DF nos dias 30 de setembro e 1º de outubro, no TGS

Nesta semana, o TGS vai realizar um workshop de cenografia sustentável para capacitar mulheres atendidas por instituições sociais do Distrito Federal. A formação acontece nos dias 30 de setembro e 01 de outubro como parte da preparação para o evento de Halloween do shopping, que será no dia 18. As participantes atuarão na montagem da cenografia, que será produzida a partir de materiais reciclados e reutilizados.

A iniciativa transforma a preparação de uma ação de entretenimento em uma oportunidade para gerar impacto social. “A proposta foi pensar a sustentabilidade não apenas a partir do reaproveitamento de materiais, mas também das oportunidades que conseguimos gerar ao longo desse processo. Estamos conectando uma cooperativa que já faz parte da nossa cadeia de resíduos, além de instituições sociais parceiras e mulheres que terão acesso a novos conhecimentos e à experiência prática de uma montagem profissional”, afirma Suelen Emerick, coordenadora do TGS Solidário, braço social do Taguatinga Shopping.

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Para produzir o cenário do “Laboratório do Terror”, tema do Halloween deste ano, o TGS firmou parceria com a Recicle a Vida, cooperativa parceira e responsável por receber e reutilizar os resíduos produzidos pelo shopping. O empreendimento vai adquirir os materiais reciclados necessários para a cenografia e contratar profissionais da cooperativa para atuar na montagem, fazendo com que parte dos resíduos retorne ao próprio espaço prontos para integrar uma nova experiência.

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Geração de renda para mulheres
A parceria do TGS Solidário com a Associação Despertar Sabedoria e a ONG Corrente do Bem cria novas oportunidades para mulheres da comunidade através de formação, geração de renda e valorização pessoal.

Para Paloma Mel, presidente da Associação Despertar Sabedoria, no Sol Nascente, a experiência pode ajudar em vários sentidos. “Mais do que o apoio financeiro, essas parcerias fortalecem a autoestima, valorizam talentos e fazem com que as mulheres percebam que são capazes de transformar suas próprias histórias”, afirma. A associação atua desde 2001 com iniciativas de desenvolvimento social, educacional e projetos voltados à saúde e à dignidade de mulheres em situação de vulnerabilidade.

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Já a Corrente do Bem nasceu em 2007 e já atuou junto a asilos, orfanatos, creches, casas de recuperação, hospitais e abrigos de animais, desenvolvendo ações planejadas de acordo com as necessidades de cada público. Andressa Sharon, fundadora da ONG, reforça a importância de projetos que unem conhecimento e prática.

“Iniciativas como essa também valorizam o trabalho que já é desenvolvido com tanto talento e dedicação pelas mulheres da nossa instituição. Neste caso, investir em conhecimento é abrir espaço para novas possibilidades, ajudando a transformar a realidade de muitas famílias e a fortalecer a autoestima das mulheres. Quando empresas, instituições e comunidade caminham juntas, como é o caso, o impacto pode ser muito maior”, afirma.

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A Kátia Rodrigues da Silva, uma das mulheres que vão participar da iniciativa, se sente empolgada e esperançosa. “O mais importante é saber que alguém olhou para a gente, acreditou no nosso potencial e investiu. Essa parceria faz as mulheres se sentirem vistas e valorizadas. Às vezes, uma oportunidade assim representa muito mais do que o dinheiro: representa incentivo para a gente continuar buscando nossos sonhos”, reforça.

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Capacitação que vai além da teoria

O workshop será conduzido pelo Grupo Ciranda, empresa brasiliense especializada em cenografia e que tem, entre seus trabalhos realizados, projetos para o Na Praia Festival, além de palcos e turnês de artistas nacionais.

Durante a formação, as participantes terão contato com técnicas de cenografia. E a experiência não termina na sala de aula: no dia 17 de outubro, as mulheres também participarão da montagem da decoração na Praça Central, acompanhando na prática os bastidores da produção do evento.

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“Para a Ciranda, essas oportunidades são uma forma de colocar em prática o cuidado com o outro e a responsabilidade social, que fazem parte da nossa essência. Acreditamos que investir em pessoas e criar oportunidades de transformação também é uma maneira de contribuir para um mundo melhor. Escolhemos a cenografia para gerar esperança e impactar positivamente a realidade das pessoas por meio da arte e do trabalho”, afirma Patrícia Araújo, fundadora do Grupo Ciranda.

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Cultura

As mulheres que fizeram Brasília viram cena em “Candangas Palavras”

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Espetáculo transforma depoimentos do Arquivo Público do DF em quatro performances sobre lavadeiras, feirantes, estudantes e donas de casa que também construíram a capital. Temporada em escolas do Gama vai de 29 de setembro a 9 de outubro.

 

A história de Brasília costuma ser contada por nomes masculinos: arquitetos, engenheiros, políticos e operários. O projeto “Candangas Palavras – Mulheres e Memórias Capitais” conta outra parte dessa história. Entre 29 de setembro e 9 de outubro de 2026, o projeto apresenta a estudantes do Gama quatro performances sobre mulheres que chegaram, trabalharam, resistiram e ajudaram a construir o Distrito Federal.

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As apresentações e ações do projeto começam no Centro Educacional 01 do Gama, nos dias 29 e 30 de setembro e 1º de outubro, sempre à tarde. De 7 a 9 de outubro, a temporada segue no Centro de Ensino Fundamental 10 do Gama, com sessões pela manhã e à tarde. No dia 8 também haverá sessão à noite.

 

Teatro, Educação e Patrimônio Imaterial

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O projeto, com coordenação pedagógica de Sulian Vieira e direção teatral de Jemima Tavares, propõe atividades interdisciplinares com escolas públicas para reconhecer o protagonismo histórico das mulheres candangas, com ênfase em práticas teatrais.

A primeira etapa do projeto permite que os professores da escola parceira convidem os estudantes a conhecerem as histórias de mulheres de suas famílias ou vizinhança, com foco em suas experiências de vida e trabalho ao chegarem ao DF. Na segunda, são apresentadas as performances nas quais fragmentos da história da capital são contados a partir de vivências subjetivas das mulheres, destacando o protagonismo feminino. Nesse contexto, são conduzidos jogos e exercícios teatrais com alunos e professores para transformar as histórias e narrativas trazidas pelos estudantes em trocas criativas.

O projeto prevê o acesso dos professores ao acervo da pesquisa histórica produzida para o projeto e às propostas de atividades pedagógicas – como jogos teatrais e roteiros para entrevistas. Os professores interessados podem desenvolver outros projetos sobre protagonismo feminino na história do DF, a partir deste acervo.

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Histórias reais como matéria-prima

A dramaturgia das performances nasceu de entrevistas do Programa de História Oral do Arquivo Público do Distrito Federal e integra o projeto de doutoramento de Jemima Tavares junto ao Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UnB. Ainda foram usados outros materiais arquivísticos como fotografias, manchetes de jornal, mapas e dados sobre as mulheres no DF e do próprio Gama, cidade que recebe as ações nas quais as quatro performances desempenham papel de formação e de estímulo à invenção.

Segundo a diretora, a seleção dos depoimentos mostrou essa diversidade. “Cada história escolhida tem sua especificidade, porque mostra a diversidade das mulheres que sempre ocuparam essa cidade. Tem histórias muito mirabolantes, que a gente se pergunta se aquilo aconteceu mesmo. Tem outras em que a gente consegue visualizar a cena completa cabeça somente pela descrição dos fatos. E outras ainda lembram nossas famílias, mães, avós”, conta.

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Para levar esse material à cena, ela também trouxe as próprias memórias. “Pensei primeiro na dramaturgia, lembrando de toda a minha infância no Gama: expressões dos meus avós, figuras da cidade, monumentos e histórias que ouvi da família, para compor junto com as entrevistas do Arquivo Público”, explica.

O resultado são quatro performances narrativas solo, de cerca de 20 minutos cada. Elas contam trajetórias de mulheres com trabalhos e modos de vida diversos: empreendedora, lavadeira, estudante, dona de casa, feirante, andarilha, entre outras.

As cenas falam de injustiças sociais na ocupação do território para a construção da capital e nas diversas conquistas de direitos pelas mulheres e tocam em temas que continuam atuais, como violência contra a mulher, dupla e tripla jornada, trabalho doméstico e abandono parental.

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O projeto é realizado pelo Grupo de Pesquisa Vocalidade & Cena (UnB), com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal.

SERVIÇO
Candangas Palavras – Memórias e Mulheres Capitais
Centro Educacional 01 do Gama
29 e 30 de setembro e 1º de outubro de 2026 (terça a quinta)
Sessões à tarde: 13h30 às 15h e 16h às 17h30
Centro de Ensino Fundamental 10 do Gama
7, 8 e 9 de outubro de 2026 (quarta a sexta)
Manhã: 8h às 9h30 e 10h30 às 12h. Tarde: 13h30 às 15h e 16h às 17h30. Noite (somente dia 8/10): 19h30 às 21h.

Ficha Técnica

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Sulian Vieira – Coordenação e Direção Vocal
Jemima Tavares – Direção e Dramaturgia

Ingrid Soares, Isumy Kudo, Luíza Veloso e Maria Tuti Luisão – Elenco

César Lignelli  – Desenho de Som

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Marley Oliveira – Cenografia

Ana Clara Neves – Figurino

Studio Jana Ferreira – Designer Gráfico

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Jéssica Laranja – Fotografia

Gabriel Vilela – Iluminador

Luiz Medeiros – Maquiagem e Cenotécnica

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Thiago Sabino – Projeção Mapeada

Karoline Pacheco Santos – Assessoria em História e Patrimônio

Sonia Tavares – Assessoria Pedagógica

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C1 arte e entretenimento – Gestão Administrativa e Produção

Paula Jacobson e Gleidson Lopes – Produtores Assistentes

Tia Nilza – Monitoria de Estudantes/Camarim

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Camila Maxi – Assessoria de Imprensa

Lunares Ayla – Social Media

 

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Assessoria de imprensa
Baú Comunicação Integrada
Camila Maxi –  (61) 98334-4279
Michel Toronaga – (61) 98185-8595

 

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