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TSE apresenta ferramentas de proteção de imagem e voz de mulheres na política

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As participantes da ação “Violência Política TEM Gênero”, realizada nesta terça-feira (22), na sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conheceram tecnologias que ajudam a proteger candidatas e mulheres que atuam na vida pública contra o uso indevido de inteligência artificial (IA).

Durante o evento, foram apresentados os serviços de reconhecimento facial do YouTube, por meio da ferramenta Likeness ID, e de proteção e verificação de voz da ElevenLabs. As duas empresas são parceiras do TSE no enfrentamento da desinformação eleitoral. Representantes das companhias explicaram o funcionamento das ferramentas e esclareceram dúvidas das participantes.

Também foram instalados dois totens informativos com orientações sobre o uso das tecnologias e os mecanismos de proteção disponíveis durante as Eleições Gerais de 2026.

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Combate a “deepfakes”

Resultado de parceria firmada em agosto entre o TSE e o Google Brasil, a ferramenta Likeness ID (Detecção por Semelhança) foi desenvolvida pela plataforma YouTube com o objetivo de auxiliar candidatas e candidatos a identificar vídeos que utilizem suas imagens de forma indevida, especialmente conteúdos manipulados ou produzidos com IA.

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A tecnologia permite solicitar a remoção de vídeos identificados por semelhança facial, ampliando a resposta à disseminação de conteúdos sintéticos e deepfakes que possam causar danos à integridade do processo eleitoral.

Para o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, combater a violência política de gênero e a desinformação é essencial para fortalecer a democracia. “A violência política de gênero não é apenas uma agressão contra uma mulher. É uma agressão contra a própria democracia”, afirmou.

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Proteção contra clonagem de voz

Outra tecnologia apresentada às participantes foi a da ElevenLabs, resultado da parceria firmada em agosto entre o TSE e a empresa de inteligência artificial. A ferramenta busca combater o uso fraudulento de áudios sintéticos nas Eleições 2026.

O acordo prevê o bloqueio preventivo da clonagem não autorizada das vozes de candidatas, candidatos e autoridades, além do rastreamento de conteúdos manipulados produzidos na plataforma. A cooperação também inclui recursos de voz para ampliar a acessibilidade dos serviços digitais da Justiça Eleitoral.

Segundo João Paulo Rio Branco, head de Parcerias com Setor Público para América Latina da empresa britânica, a iniciativa contribui para tornar o ambiente eleitoral mais seguro para as mulheres.

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“A tecnologia não pode se tornar uma nova barreira à participação das mulheres na vida pública. A parceria da ElevenLabs com o TSE atua de forma preventiva para reduzir o risco de uso indevido da IA na criação de conteúdos falsos que possam comprometer a voz e a credibilidade de mulheres na política. Contribuir para mitigar esses riscos é parte importante da construção de um ambiente eleitoral mais seguro e democrático”, destacou.

Promovida pela Comissão TSE Mulheres, em parceria com a Ouvidoria do TSE e a Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), a ação “Violência Política TEM Gênero” reuniu autoridades, representantes de instituições públicas e especialistas para discutir medidas de prevenção, enfrentamento e monitoramento da violência política contra as mulheres, incluindo os desafios trazidos pelo avanço das tecnologias de inteligência artificial.

 

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CRÉDITOS:

AN/GO, JP/DB
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Ação “Violência Política TEM Gênero”. Foto: Luiz Roberto/Secom/TSE

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Politica

Lula: Homem não gosta de toque, mulher aprende desde pequena

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Presidente afirmou que homens são “covardes” e resistem ao exame para detectar câncer de próstata; campanha diz que fala foi deturpada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, criticou nesta segunda-feira (29), durante comício em Belém, homens que resistem a realizar exames para a prevenção e detecção precoce do câncer de próstata. Segundo o petista, “homem não gosta de tomar toque”, enquanto “mulher aprende a tomar toque desde pequena”.

“O homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta, ele não gosta de toque. Sabe, as mulheres aprendem a tomar toque desde quando é pequena. O homem não. Ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que, quando ele tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele”, afirmou.

Antes do ato político, o presidente visitou o Hospital São João de Deus, na capital paraense. Na ocasião, Lula conheceu estruturas da unidade de saúde destinadas à realização de procedimentos de alta complexidade, como a primeira cirurgia robótica realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na região amazônica

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Em nota, a campanha de Lula afirmou que o presidente se referia a exames ginecológicos preventivos que, segundo a equipe, fazem parte da rotina de saúde das mulheres desde jovens.

“O Presidente Lula obviamente se referiu a exames ginecológicos preventivos que, culturalmente, fazem parte da rotina da saúde da mulher, desde jovem. O homem, pela predominância de uma cultura ainda machista, resiste a exames urológicos preventivos”, afirmou a campanha.

A equipe do presidente também disse que a repercussão da declaração seria uma tentativa de “deturpar” a fala de Lula. Segundo a campanha, a reação ocorre “por desespero diante dos resultados das últimas pesquisas”.

 

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CRÉDITOS:

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Lula em comício em Belém | Foto: Ricardo Stuckert

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Vicklin Moraes
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