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Politica

Lula: Homem não gosta de toque, mulher aprende desde pequena

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Presidente afirmou que homens são “covardes” e resistem ao exame para detectar câncer de próstata; campanha diz que fala foi deturpada

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, criticou nesta segunda-feira (29), durante comício em Belém, homens que resistem a realizar exames para a prevenção e detecção precoce do câncer de próstata. Segundo o petista, “homem não gosta de tomar toque”, enquanto “mulher aprende a tomar toque desde pequena”.

“O homem é covarde. O homem não gosta de fazer teste de próstata. Ele não gosta, ele não gosta de toque. Sabe, as mulheres aprendem a tomar toque desde quando é pequena. O homem não. Ele é cheio de trejeito. Ele não sabe que, quando ele tiver câncer de próstata, vão dar muito toque nele”, afirmou.

Antes do ato político, o presidente visitou o Hospital São João de Deus, na capital paraense. Na ocasião, Lula conheceu estruturas da unidade de saúde destinadas à realização de procedimentos de alta complexidade, como a primeira cirurgia robótica realizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na região amazônica

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Em nota, a campanha de Lula afirmou que o presidente se referia a exames ginecológicos preventivos que, segundo a equipe, fazem parte da rotina de saúde das mulheres desde jovens.

“O Presidente Lula obviamente se referiu a exames ginecológicos preventivos que, culturalmente, fazem parte da rotina da saúde da mulher, desde jovem. O homem, pela predominância de uma cultura ainda machista, resiste a exames urológicos preventivos”, afirmou a campanha.

A equipe do presidente também disse que a repercussão da declaração seria uma tentativa de “deturpar” a fala de Lula. Segundo a campanha, a reação ocorre “por desespero diante dos resultados das últimas pesquisas”.

 

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CRÉDITOS:

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Lula em comício em Belém | Foto: Ricardo Stuckert

DIVULGAÇÃO

Vicklin Moraes
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Educação

¨Sujeiras atrás da moita¨ NOVA ÓPERA DE RUA DO MAESTRO JORGE ANTUNES

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Com muito humor, deboche, sarcasmo e ironia, o Maestro Jorge Antunes nos traz sua nova ópera de rua, desta vez com os personagens fantasmas envolvidos no escândalo do Banco Master/BRB.

Os personagens principais são: Governador Ivaneis, Celinha Léo da Catraca, Ermitão Daniel Forcaro, Juiz Chandão e Juiz Trófolli do Resort. A esses se juntam figuras esdrúxulas tais como O Rei do Mal de Trump, a Karla Zombelli, a Damaris Micheque Pneuvangélica, um soldado e um cabo, e até mesmo o estranho personagem J. Antunes, conhecido como O Revoltoso, liderando o Coro do Povo.

Tudo isso acompanhado pela ¨Orquestra da Delação Rejeitada¨, formada de flauta, clarinete, clarinete baixo, violino, viola, violoncelo, teclado, contrabaixo, baixo elétrico e percussão.

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O dinheiro dos aposentados sumiu em fundos fantasmas, mas a nova ópera de rua do maestro Antunes vai fazer o escândalo do ano virar arte ao ar livre. Enquanto os poderosos tentam abafar as investigações no Congresso, o espetáculo vai usar o canto lírico e a comédia para expor a teia de fraudes que chocou o Brasil.

A rua, neste período de propaganda eleitoral, é campo minado. Por essa razão a estreia, dia 10 de outubro às 16h00, será numa propriedade privada: a área verde de residência no Lago Norte, com entrada franca. A ópera, mesmo nestes tempos cabeludos, não pode ser silenciada.

O que é uma ¨ópera de rua¨

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A expressão *ópera de rua* foi cunhada por Jorge Antunes em 2010, criando assim um novo gênero musical: uma opereta de caráter popular, com cantores solistas, coro e orquestra, contando uma história de malfeitos de políticos, em que a corrupção e o golpismo são denunciados com muito humor, deboche, ironia e sarcasmo.

A primeira ópera de rua de Antunes foi apresentada em 2010, tendo como tema o escândalo da Caixa de Pandora, envolvendo Arruda e outros políticos. Foi a ópera intitulada ¨Auto do Pesadelo de Dom Bosco¨. Em 2011 o espetáculo foi premiado com apoio do FAC-DF, e circulou por todas as cidades do DF.

Depois, em 2016, Jorge Antunes compôs ¨Olympia ou Sujadevez¨, ópera de rua que denunciava a trama golpista que resultaria no impeachment da Presidenta Dilma.

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Três anos depois, em 2019, o maestro Antunes presenteou o Distrito Federal com sua terceira ópera de rua: ¨O Exfakeado¨. Nessa ópera de rua, com muito humor foi contada a história de um certo Senhor Reembolssonário que teria simulado um atentado a faca para sensibilizar a população e, assim, ser eleito presidente da República. Essa ópera também foi premiada pelo FAC-DF, circulando por dez cidades do entorno de Brasília.

Logo após a votação do primeiro turno das eleições de 2026, personagens com telhado de vidro que habitam o noticiário político brasileiro ganharão novos rostos — e vozes — em Brasília. Em 10 de outubro, às 16h, o maestro e compositor Jorge Antunes estreia “Sujeiras Atrás da Moita”, ópera de rua que reúne música, teatro, caricatura e sátira política. A montagem será apresentada na Área Verde, nos fundos da SHIN QI 5, Lago Norte, Brasília, com entrada franca e com transmissão ao vivo pelo YouTube.

Entre mais de 30 artistas, estão os solistas Demétrio Bogéa, Yonaré Barros, Jansler Aragão, Claudia Costa, André Teles, Juliano Berko e Andreia Lira, cantores que já participaram de outras montagens de Antunes e voltam a integrar seu universo satírico. Os sete se juntam a um elenco que dá voz e corpo à galeria de figuras criadas para a nova ópera.

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Antunes explica que a obra se alimenta de acontecimentos e personagens reconhecíveis da realidade política, mas os desloca para outro território. Na ópera, referências do cotidiano são deformadas pelo humor, pela música e pela encenação. “A sátira exagera, distorce e provoca”, resume o maestro, e cabe ao público reconhecer as referências e estabelecer suas próprias relações.

O compositor cria os rostos da ópera

A provocação não está apenas na música ou nos nomes dos personagens. Como no antigo teatro grego, máscaras são usadas no espetáculo. Todas elas foram confeccionadas pelo próprio Jorge Antunes, que assina também a direção geral do espetáculo.

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Grandes, grotescas e deliberadamente exageradas, as máscaras ampliam traços, deformam feições e transportam figuras reconhecíveis para o universo da caricatura. Bocas enormes, expressões acentuadas e fisionomias distorcidas tornam-se parte da dramaturgia.

Para Antunes, música e imagem integram um mesmo processo criativo. Ao construir pessoalmente as máscaras, o compositor interfere não apenas naquilo que o público ouvirá, mas também na forma como esses personagens serão visualmente apresentados.

É nessa combinação que a realidade, segundo ele, atravessa uma espécie de espelho deformador: fatos e personagens fornecem a matéria inicial, enquanto a arte se encarrega de exagerar, deslocar, transformar e denunciar.

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Jorge Antunes também entra em cena

O compositor não permanecerá apenas nos bastidores. Jorge Antunes integra a própria ópera por meio da presença do personagem J. Antunes. Esse personagem enigmático entra em cena no final, conclamando o povo a intervir e prender todos os personagens corruptos que desfilaram durante o enredo. J. Antunes dirige, então, o coro do povo em final apoteótico de esperança.

Jorge Antunes confeccionou sua própria máscara. A ideia inicial era ele mesmo interpretar seu papel. Mas tudo mudou. Sou um personagem muito complexo, difícil de ser interpretado, declara o compositor. Antunes passou ao poeta José Sóter a incumbência de interpretar o personagem J. Antunes.

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A presença estabelece um jogo entre criador e criação: o artista que observa a realidade, escreve o libreto e a música, concebe personagens e constrói suas máscaras, passa a ocupar também o universo que criou.

No espetáculo, o povo aparece como voz coletiva em meio à representação do poder. Para Antunes, a escolha está ligada também ao formato da montagem.

“Sujeiras Atrás da Moita” foi concebida como ópera de rua, retirando o gênero do espaço convencional das salas de espetáculo e colocando-o diretamente diante do público.

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A proposta é aproximar uma linguagem historicamente associada aos teatros do cotidiano da cidade e permitir que música contemporânea, interpretação, humor e artes visuais ocupem conjuntamente o espaço público.

Vozes que se unem

Se Jorge Antunes está no centro da criação de “Sujeiras Atrás da Moita”, a obra ganha corpo com uma formação musical que reúne orquestra, solistas, septeto vocal e coro, sob a regência do filho do compositor, o maestro Jorge Lisbôa Antunes. São artistas de diferentes gerações e trajetórias da cena musical de Brasília, muitos deles parceiros de Antunes em montagens anteriores. O maestro Jorge Lisboa Antunes é professor da Escola de Música de Brasília, e tem se destacado no mundo musical regendo importantes orquestras. Ele tem mestrado em regência e já regeu orquestras na França, no México, na Venezuela, na Moldávia, na Argentina e no Brasil.

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Entre os solistas está o compositor e cantor Demétrio Bogéa, graduado pela Universidade de Brasília e mestre em Composição pela Universidade Federal da Bahia, com especialização em solfejo e violão erudito pelo Real Conservatório de Música de Madrid.

Juliano Berkó, que faz o papel de Daniel Forcaro, além de cantor é compositor, violonista e professor de Geografia formado pela UnB.

Outro veterano das óperas de rua de Antunes é Jansler Aragão. Cantor com 31 anos de participação no movimento coral de Brasília, integrou grupos dedicados aos repertórios sacro, erudito e popular e atualmente canta no Coral Brasília e no Coro Masculino Signori.

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A cantora lírica Andreia Lira, graduada em Canto pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), também tem formação em canto popular pela Escola Portátil de Choro e transita entre diferentes universos musicais, sendo, inclusive, passista da Acadêmicos da Asa Norte.

A soprano Claudia Costa, que interpreta o papel da Celinha Léo Catraca, é maestra, fonoaudióloga e professora de Canto Erudito. Doutora em História, Mestre em Educação, ela é Licenciada em Música pela Universidade de Brasília e Bacharel em Fonoaudiologia pela Uniplan.

O personagem Juiz Trófolli do Resort é vivido pelo baixo André Telles da Fonseca, cantor lírico de voz vibrante e grave, cuja extensão e timbre se aproximam do universo sonoro de um baixo-profundo.

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A estrutura vocal se amplia com um septeto formado por Cris Tavares e Thaissa Albuquerque Aragão, sopranos; Wilzy Carioca, Claudia Costa e Luana Akemi, contraltos; e Hélio Miranda, Paulo Vieira e Adélio Rocha, barítonos.

A eles, se reúnem, em coro, Laine Emanuelle, Laura Ribeiro, Luciana Szepaniuk, Maria Amélia, Marina Andrade, Pantica Bittencourt e Mattoso Ribeiro sob preparação da maestra Wilzy Carioca.

A cearense-candanga Wilzy Carioca, que dirige e preparou o Coro, graduou-se em Educação Musical e Bacharelado em Canto. É professora de técnica vocal e cantora, realizou vários projetos com grupos vocais, em várias cidades do Brasil e do exterior.

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Jorge Antunes: da partitura à cena

O maestro Jorge Antunes. que assina o libreto, a composição musical e a direção geral, usa seus dotes de artista plástico e artesão, confeccionado pessoalmente as máscaras que transformam figuras reconhecíveis da realidade, em personagens grotescos da ópera. No espetáculo, portanto, sua criação não termina na partitura: avança sobre a dramaturgia, a visualidade e a própria encenação. Essa combinação entre música, interpretação, máscaras, desenho de personagens, humor e ocupação do espaço público já constitui um dos eixos centrais da montagem.

Jorge Antunes formou-se em violino, composição e regência na Escola de Música da Universidade do Brasil, atual UFRJ. Em 1961 se destacou como precursor da música eletrônica no Brasil. Realizou estudos pós-graduados na Argentina, na Holanda e na França. Foi Professor Titular na Universidade de Brasília de 1973 até 2011 quando se aposentou. Obteve vários prêmios nacionais e internacionais e suas obras se encontram registradas em mais de 30 LPs e CDs. É membro da Academia Brasileira de Música. Suas partituras são publicadas pelas mais importantes editoras europeias: Salabert, Breitpkof&Hartell, Gerig, Ricordi, Universal, Billaudot e Suvini Zerboni.

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Quando o absurdo vira matéria de ópera

Conhecido por uma trajetória ligada à experimentação e à música contemporânea, Jorge Antunes recorre à tradição da sátira e da caricatura para construir a linguagem de “Sujeiras Atrás da Moita”. O compositor parte de elementos da realidade, mas ressalta que a obra não pretende reproduzi-los de maneira literal nem oferecer ao espectador uma interpretação fechada dos acontecimentos.

O próprio título joga com a ideia daquilo que permanece escondido até que, em determinado momento, vem à tona. É dessa imagem que surgiu também uma das provocações usadas na apresentação da montagem: “Eles estão saindo de trás da moita…”

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Antunes reúne na montagem diferentes dimensões de sua produção artística. A música estrutura a ópera, mas dialoga com interpretação, máscaras, desenho de personagens, humor e ocupação do espaço público.

Segundo o compositor, não se trata simplesmente de levar a política para dentro da ópera, mas de submetê-la às ferramentas da criação artística. Personagens e acontecimentos deixam o registro cotidiano e passam a funcionar como matéria para a construção de uma farsa musical e visual.

Produção independente

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“Sujeiras Atrás da Moita” envolve a representação de personagens que encabeçam, no mundo real, centros de poder de importantes instituições. Por essa razão foi impossível conseguir apoio logístico e financeiro para sua produção. Assim, de forma independente, o maestro Antunes reuniu artistas voluntários militantes e idealistas: instrumentistas, cantores, equipe técnica e colaboradores para viabilizar a apresentação gratuita.

Como parte desse processo, foi criada uma campanha de financiamento coletivo. Foi positivo o resultado dessas contribuições, destinadas à realização da montagem, da sonorização, da impressão de livros-programas e da transmissão ao vivo.

SERVIÇO:

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Sujeiras Atrás da Moita — ópera de rua, de Jorge Antunes

Data: 10 de outubro de 2026

Horário: 16h

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Local: Área Verde, nos fundos da SHIN QI 5, conjunto 3, casa 23 – Brasília (DF)

            Entrada pelos fundos, na rua da 9ª DP, portão em frente ao Colégio INDI.

Entrada: gratuita

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Transmissão: ao vivo pelo YouTube

                        Link de acesso: youtube.com/live/TI6RRG7y-XQ 

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