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Franjas 2027: seis estilos que apontam as tendências

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Curadoria do Bella Mais reúne referências da imprensa internacional e da temporada primavera-verão 2027 para mostrar as franjas que começam a ganhar espaço

Franjas ganham diferentes comprimentos e acabamentos entre as tendências de cabelo para 2027Foto : cottonbro studio / Pexels / CP

Mudar o cabelo nem sempre exige abrir mão do comprimento. A franja continua sendo uma das maneiras mais rápidas de transformar o visual e, para 2027, as primeiras referências apontam para estilos que transitam entre dois extremos: de um lado, fios leves, desfiados e integrados ao restante do corte; de outro, franjas bem curtas e marcadas.

O Bella Mais fez uma curadoria das tendências recentes apresentadas por publicações internacionais especializadas em moda e beleza, como British Vogue, Allure, Harper’s Bazaar, Who What Wear e Glamour. A seleção também considera os cabelos vistos durante a London Fashion Week de setembro, que apresentou as coleções de primavera-verão 2027.

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O resultado não pretende estabelecer regras sobre o que estará ou não na moda no próximo ano. As tendências de cabelo se sobrepõem, ganham novas versões e são adaptadas a diferentes texturas e estilos. A seleção mostra, portanto, seis movimentos que já dão pistas sobre as franjas que podem ganhar força em 2027.

Butterfly bangs têm fios mais curtos na frente e alongados nas laterais, criando movimento e contornando o rostoButterfly bangs têm fios mais curtos na frente e alongados nas laterais, criando movimento e contornando o rosto | Foto: Canva / Divulgação / CP

1. Butterfly bangs

Entre as novidades mais diretamente ligadas a 2027 estão as butterfly bangs. A British Vogue destacou o corte entre as tendências observadas nas ruas da London Fashion Week SS27, realizada em setembro. A publicação descreve a franja como uma versão mais leve e descontraída da tradicional curtain fringe.

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O efeito vem das pontas abertas para os lados, formando uma espécie de asa e criando movimento ao redor do rosto. É uma alternativa para quem gosta da franja cortina, mas procura um resultado menos estruturado.

Whisper fringe aposta em fios finos e espaçados sobre a testa, criando uma franja leve, delicada e pouco marcadaWhisper fringe aposta em fios finos e espaçados sobre a testa, criando uma franja leve, delicada e pouco marcada | Foto: Ligan Jeffrey / Pexels / CP

2. Whisper fringe

Quase imperceptível, a whisper fringe aposta em poucos fios, leveza e movimento. A Who What Wear a coloca entre as tendências emergentes de 2026 e aponta uma mudança em direção a franjas mais suaves, personalizadas e adaptadas à textura natural dos cabelos.

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Mais longa e fina, pode cair sobre a testa, ser dividida ao meio ou deslocada para a lateral. Essa versatilidade ajuda a explicar por que o estilo começa a aparecer como uma evolução das franjas mais densas.

Franja cortina se abre ao centro e ganha comprimento nas laterais, criando um contorno suave ao redor do rostoFranja cortina se abre ao centro e ganha comprimento nas laterais, criando um contorno suave ao redor do rosto | Foto: César O’Neill / Pexels / CP

3. Curtain bangs

Elas não desapareceram. As curtain bangs, ou franjas cortina, continuam em evidência, mas aparecem cada vez mais adaptadas ao corte e à textura dos fios. Em setembro, a Allure voltou a destacar a tendência e chamou atenção para sua versatilidade em diferentes comprimentos e texturas.

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A publicação também observa que o comprimento facilita o processo de deixar a franja crescer, já que os fios podem ser gradualmente incorporados ao restante do cabelo. Para 2027, a pista está menos no retorno da franja cortina e mais em sua transformação: versões leves e menos rígidas se aproximam das butterfly e whisper bangs.

Microfranja termina bem acima das sobrancelhas e cria um efeito mais marcado e gráfico no visualMicrofranja termina bem acima das sobrancelhas e cria um efeito mais marcado e gráfico no visual | Foto: cottonbro studio / Pexels / CP

4. Microfranja

Enquanto parte das tendências busca leveza, outra encurta radicalmente os fios. A microfranja, também conhecida como baby bangs, termina bem acima das sobrancelhas e produz um efeito mais marcado.A Harper’s Bazaar apontou as baby bangs entre as tendências de cabelo do segundo semestre de 2026, citando aparições recentes do corte.

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A publicação ressalta, porém, que o comprimento curto exige manutenção mais frequente para preservar o desenho. É uma das opções mais ousadas da curadoria e mostra que a busca por naturalidade convive com cortes de personalidade bastante evidente.

Franja cacheada acompanha a curvatura natural dos fios e valoriza textura e volume na região frontalFranja cacheada acompanha a curvatura natural dos fios e valoriza textura e volume na região frontal | Foto: Rone Ferreira / Pexels / CP

5. Franja cacheada

A ideia de que franja exige cabelo liso perde cada vez mais espaço. Na London Fashion Week SS27, a British Vogue chamou atenção também para franjas usadas com a curvatura natural dos fios, mostrando cabelos cacheados combinados a diferentes comprimentos e cortes.

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A Allure já havia incluído as franjas cacheadas entre as tendências de 2026, reforçando um movimento que privilegia volume e textura em vez de tentar uniformizar os fios. Para 2027, essa liberdade tende a ser mais importante do que um único formato: a franja pode acompanhar o desenho natural dos cachos e ser ajustada ao volume desejado.

Messy bangs combinam fios desfiados e textura para criar uma franja irregular, descontraída e com movimentoMessy bangs combinam fios desfiados e textura para criar uma franja irregular, descontraída e com movimento | Foto: Pinterest / Divulgação / CP

6. Messy bangs

Nem toda franja precisa parecer perfeitamente alinhada. As messy bangs seguem justamente a direção contrária: textura, fios separados e acabamento propositalmente despretensioso. A Glamour destacou a tendência em 2026 como parte de uma estética mais relaxada e de baixa manutenção, que pode acompanhar cabelos lisos, ondulados ou cacheados. A proposta se conecta a um movimento maior observado nas tendências recentes: cortes que funcionem com o movimento natural do cabelo e não dependam de uma finalização impecável todos os dias.

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O que as franjas de 2027 começam a mostrar

Mais do que a ascensão de um único corte, a curadoria revela uma palavra que atravessa boa parte das tendências: personalização. A Who What Wear ouviu profissionais que relatam justamente uma procura menor por uma franja padronizada e maior por cortes adaptados à textura, ao movimento e à rotina de cada pessoa.

Ao mesmo tempo, a presença das baby bangs mostra que a praticidade não é a única direção. Há espaço para escolhas mais marcantes. Entre franjas quase invisíveis e outras cortadas muitos centímetros acima das sobrancelhas, 2027 começa a se desenhar menos como o ano de uma franja específica e mais como o da liberdade para escolher como usá-la.

 

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CRÉDITOS:

| Foto: Canva / Divulgação / CP

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Foto: Pinterest / Divulgação

Foto: Rone Ferreira / Pexels /

Foto: cottonbro studio / Pexels /

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Foto: César O’Neill / Pexels

Foto: Ligan Jeffrey / Pexels

Foto : cottonbro studio / Pexels /

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Projeto transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda: ‘Não começa nos tropeiros’

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Uma coleção de roupas criada dentro do Assentamento Rosa Luxemburgo, em Votorantim (SP), busca transformar referências da ancestralidade indígena e negra, da cultura periférica e da história da região em peças de moda. O resultado é apresentado ao público neste sábado (10), durante a Mostra Cultural do Terra.

O projeto “Terra Rasgada – Moda Ancestral” foi idealizado pela designer de moda e produtora cultural Isabela Couto Espíndola e desenvolvido em parceria com moradores da comunidade e o coletivo Bando Maré de Março, ligado à Escola de Capoeira Angola e Samba de Roda.

A iniciativa foi construída no próprio território e envolveu oficinas de corte e costura, tingimento natural e expressão corporal. As roupas foram confeccionadas por costureiras que vivem no assentamento e trabalham no ateliê Rosas e Retalhos.

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A coleção, chamada “Rio que esquece a nascente, seca”, propõe uma leitura contemporânea sobre a história do território antes, durante e depois da colonização.

‘Nossa ancestralidade não começa nos tropeiros’

 

Projeto de Votorantim transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda — Foto: Divulgação

Projeto de Votorantim transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda — Foto: Divulgação

Ao g1, Isabela Espíndola revelou que a ideia do projeto surgiu durante encontros semanais na escola de capoeira. Ela conta que os professores, que já atuavam com cultura, apresentaram a possibilidade de participar de um edital do Programa de Ação Cultural (ProAC).

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A escolha pelo assentamento ocorreu também pela relação que a designer já tinha com o local. “Ele [o projeto] foi pensado dentro desse território, porque lá é o lugar onde a escola está e onde frequento também. Além disso, acredito que primeiro olhamos para os territórios que estão ao nosso redor”, explica.

Para construir a coleção, o projeto buscou referências relacionadas aos povos indígenas que, segundo Isabela, já faziam parte da história da região antes da formação das cidades.

“Nossa ancestralidade não começa nos tropeiros. Ela é muito mais antiga. Antes deles, este território já era ocupado por povos indígenas, que construíram suas próprias histórias, culturas e relações com o território e com o Rio Sorocaba”, afirma.

 

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História contada pelas roupas

 

Projeto de Votorantim transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda — Foto: Reprodução/Kayan Viana

Projeto de Votorantim transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda — Foto: Reprodução/Kayan Viana

A coleção foi dividida em três momentos para o desfile: pré-colonização, colonização e pós-colonização. Elementos relacionados a esses períodos aparecem nas peças e também na composição dos looks.

As miçangas utilizadas nas roupas fazem referência, segundo a idealizadora, à tradição indígena de criação de adornos corporais. A trama das peças remete às redes de pesca e ao Rio Sorocaba, enquanto os cortes amplos representam o movimento da água.

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Os desenhos presentes nas roupas também dialogam com símbolos de religiões de matriz africana. Para Isabela, a proposta não era apenas utilizar referências ancestrais como estética.

Por isso, o projeto também buscou contato com pessoas ligadas a essas tradições, incluindo o Centro de Convivência Indígena (CCI) da UFSCar Sorocaba. “Para não reduzirmos apenas à estética, é necessário incluir pessoas que carregam essa ancestralidade”, afirma.

 

Participação local na produção

 

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Projeto de Votorantim transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda — Foto: Reprodução/Nathalia Muratt

Projeto de Votorantim transforma ancestralidade e referências periféricas em coleção de moda — Foto: Reprodução/Nathalia Muratt

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