Moda
Vestido de renda brasileira chama atenção em posse no Chile
Peça da marca Martha Medeiros destacou trabalho de rendeiras do Nordeste em cerimônia internacional
Crédito: Comunicação FB
Legenda: A ortodontista Fernanda Bolsonaro usa vestido midi em renda artesanal verde da marca Martha Medeiros. A peça, de mangas longas e cintura marcada, é confeccionada manualmente por rendeiras do Sertão nordestino e finalizada no ateliê da grife.
Um vestido verde em renda artesanal da marca brasileira Martha Medeiros chamou atenção durante a cerimônia de posse do novo presidente do Chile, José Antonio Kast, no último 11 de março. A peça, produzida a partir de técnicas tradicionais de renda do Nordeste, evidenciou o trabalho manual de artesãs do Sertão de Alagoas, Pernambuco e Paraíba e projetou a moda autoral brasileira em um evento diplomático internacional.
O vestido foi usado pela Dra; Fernanda Bolsonaro, que acompanhou o senador, e candidato à presidência do Brasil, Flávio Bolsonaro na cerimônia. A criação integra o acervo da marca e já fazia parte de seu guarda-roupa, sendo escolhida para a ocasião pela conexão com o trabalho artesanal desenvolvido por rendeiras nordestinas.
“Foi uma honra acompanhar a posse do presidente do Chile. Mais do que um momento diplomático, foi também um momento simbólico para nós. Este foi o primeiro de muitos eventos de uma caminhada que está apenas começando. Tenho muito orgulho do meu marido, da coragem e da determinação com que ele se coloca para servir ao Brasil. Estarei ao lado dele em cada passo dessa trajetória, oferecendo suporte e força, e cumprindo meu papel como mulher, parceira e companheira”, afirmou Fernanda.
Atualmente, a direção criativa da marca está sob responsabilidade de Gabriela Medeiros, que conduz a continuidade do legado da estilista e mantém a valorização da renda manual como elemento central das coleções.
O vestido: tradição, técnica e identidade brasileira
A renda utilizada na peça segue processos artesanais que exigem semanas de produção. Cada módulo é desenvolvido individualmente pelas artesãs, que executam o desenho fio a fio antes da montagem final no ateliê.
Entre as características do vestido estão:
-
renda produzida manualmente no Nordeste
-
desenho elaborado ponto a ponto
-
acabamento manual realizado no ateliê da marca
-
integração entre tradição têxtil e modelagem contemporânea
O resultado traduz um conhecimento transmitido por gerações e preservado por comunidades de rendeiras que mantêm viva uma das expressões mais reconhecidas do artesanato brasileiro.
Rendeiras do Sertão e impacto social
Parte das rendas utilizadas nas criações da marca é produzida por grupos de artesãs organizadas em núcleos produtivos no interior de Alagoas, Pernambuco e Paraíba. Esses espaços funcionam como ambientes de formação e transmissão de conhecimento, onde mulheres aprendem o ofício e estruturam sua própria geração de renda.
Entre as atividades desenvolvidas nesses núcleos estão:
-
formação de novas rendeiras
-
preservação de técnicas tradicionais da renda nordestina
-
organização coletiva da produção artesanal
-
integração das peças à cadeia de moda autoral brasileira
Esse modelo de produção contribui para preservar o patrimônio cultural da renda nordestina e ampliar oportunidades econômicas para mulheres do Sertão.
Moda
ABDI e Senai lançam projeto para inovar a indústria da moda no DF
Proposta é ampliar a oferta de mão de obra qualificada para atender às novas demandas tecnológicas do setor, melhorar processos produtivos e estimular criação de novos negócios
A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial do Distrito Federal (Senai-DF) lançam, nesta sexta-feira, 27/3, o projeto Indústria da Moda DF, voltado a impulsionar a inovação e fortalecer a cadeia produtiva do vestuário no DF. Com investimento de R$ 3,95 milhões, o programa oferecerá 480 vagas em cursos gratuitos de qualificação profissional e promoverá ações de estímulo ao empreendedorismo e de modernização tecnológica das confecções locais.
A proposta é ampliar a oferta de mão de obra qualificada para atender às novas demandas tecnológicas da indústria da moda, melhorar os processos produtivos e estimular a criação de novos negócios no setor. O projeto também prevê vivências em empresas de confecção e atividades voltadas à inovação e à qualificação produtiva.
O lançamento será realizado às 16 horas, na unidade do Senai em Taguatinga. Na ocasião, serão apresentados dois editais: um destinado à inscrição de alunos interessados em participar dos cursos e outro voltado a instituições que queiram integrar a iniciativa como parceiras na oferta da formação. A expectativa é que as primeiras turmas tenham início ainda no primeiro semestre deste ano.
Segundo o presidente da ABDI, Ricardo Cappelli, o projeto busca enfrentar gargalos históricos do setor no DF. “A cadeia do vestuário tem grande importância econômica e social no DF, com forte presença de micro e pequenas empresas e de mulheres na geração de trabalho e renda. Ao formar profissionais, aproximar essa mão de obra das empresas e estimular novos negócios, o projeto cria oportunidades de inclusão produtiva e fortalece a competitividade da indústria da moda”, afirma.
Do total investido, R$ 3,46 milhões serão aportados pela ABDI, enquanto R$ 481,9 mil correspondem à contrapartida do Senai-DF.
Cursos gratuitos
O programa oferecerá cinco cursos profissionalizantes gratuitos, com carga total de 420 horas, nas áreas de:
- Costura Industrial
- Costura Sob Medida
- Modelagem Computadorizada
- Moda Praia
- Corte de Peças
As aulas serão realizadas nas unidades do Senai de Taguatinga e do Gama, além de dois institutos comunitários parceiros em diferentes regiões administrativas do DF.
Neste mês, serão abertas 80 vagas para os cursos de qualificação profissional de Costureiro Industrial e de Costureiro Sob Medida, cada um com carga horária de 260 horas-aulas. As inscrições, que abrem em 27 de março, poderão ser feitas on-line pelo site do projeto até 28 de abril. Se a quantidade de interessados superar o número de vagas, o Senai-DF ordenará os excedentes em uma lista de espera, conforme a sequência das inscrições.
A iniciativa tem como público pessoas em situação de vulnerabilidade, com foco na geração de renda e na inserção produtiva. Ao final da formação, os participantes receberão certificação do Senai-DF.
Vivência em empresas e incentivo ao empreendedorismo
Após a conclusão dos cursos, 50 alunos poderão participar de vivências, empreendedora ou profissional em empresa do setor de confecção.
Na empreendedora, os alunos participantes irão, durante o período de três meses, com carga horária de 240 horas, atuar em grupo no desenvolvimento de uma nova marca a ser lançada. O Senai-DF dará apoio para elaboração do conceito, produção e venda dos produtos. Os alunos selecionados para a vivência empreendedora irão receber um auxílio financeiro no valor de R$ 552,00 a cada 80 horas.
Outra frente será a vivência profissional, voltada a alunos interessados que queiram atuar em uma empresa do setor de moda. A atividade terá duração de um mês, cerca de 160 horas. Estes também receberão bolsa de R$ 552,00 a cada 80 horas.
O projeto conta ainda com a criação de um marketplace digital, onde os participantes poderão comercializar peças produzidas durante a formação e nas atividades de empreendedorismo.
Modernização das confecções
O projeto Indústria da Moda DF também prevê consultorias e apoio técnico para empresas do setor, com foco na modernização dos processos produtivos, modelagem digital e inovação produtiva.
Os institutos comunitários parceiros que sediarão os cursos poderão contar com equipamentos de costura e estrutura produtiva, entre eles botoneira eletrônica, caseadeira reta eletrônica, máquinas de costura reta e de ponto conjugado, além de mesas de passar industriais, mini caldeiras portáteis, mesa de corte industrial e manequins profissionais.
Caso mantenham a oferta de cursos gratuitos após o término do programa, esses equipamentos poderão permanecer nas instituições.
Segundo Claudia Alves, analista de Produtividade e Inovação da ABDI, a parceria com institutos comunitários é estratégica para ampliar o acesso à qualificação profissional tecnológica em diferentes regiões do DF. “Essas instituições já têm forte presença nas comunidades e desempenham um papel fundamental na mobilização e permanência dos alunos nos cursos”, destaca.
“O Indústria da Moda é um projeto importante para o setor do vestuário porque trabalha em duas vertentes que se complementam: aperfeiçoa e moderniza as linhas de produção e qualifica profissionais”, afirma o diretor regional do Senai-DF, Marco Secco. “Ao trabalhar as duas linhas de forma complementar, o Indústria da Moda trará como resultado a inclusão socioprodutiva e um setor mais eficiente, que produzirá com maior qualidade”, complementa.
Necessidade de formação profissional
O setor de vestuário do DF reúne cerca de 6 mil empresas, concentradas principalmente em Taguatinga, Ceilândia e Plano Piloto, que somam 57% dos estabelecimentos do segmento.
De acordo com levantamento do Sindicato das Indústrias do Vestuário do DF (Sindiveste), 70% das empresas são microempreendedores individuais, e quase metade possui entre um e cinco empregados.
Apesar do crescimento do mercado, o setor enfrenta déficit de cerca de 1.800 profissionais qualificados, especialmente costureiras industriais. Em 2024, o varejo de moda no DF cresceu 5,8%, ampliando a demanda por produção local e mão de obra especializada.
CRÉDITOS:
foto: Divulgação
-
Social3 dias agoBolsa Família chega a mais de 152,1 mil beneficiários do Distrito Federal a partir desta quinta (16)
-
Politica4 dias agoFernanda Machiaveli aborda políticas de crédito rural e reforma agrária no “Bom Dia, Ministra”
-
Social4 dias agoNeoenergia identifica 1,5 milhão de famílias com direito ao desconto social na tarifa de energia, mas ainda não estão inscritas no benefício
-
Educação3 dias agoBilinguismo na infância: por que a criança deve começar desde cedo?
![GIF - Banner Blog [Dia Mundial da Água] ADASA (1)](https://portalbrazilmulher.com.br/wp-content/uploads/2026/03/GIF-Banner-Blog-Dia-Mundial-da-Agua-ADASA-1.gif)



