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Saúde

Câncer de mama: saiba onde buscar atendimento e tratamento na rede pública do DF

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Aparelhos de saúde garantem desde a mamografia de rastreamento até a cirurgia e a quimioterapia. Veja o passo a passo para ter acesso aos serviços

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Ana Isabel Mansur, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

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O diagnóstico precoce salva vidas e representa a principal estratégia para o sucesso no combate ao câncer de mama. Para assegurar o acesso rápido ao cuidado, a rede pública do Distrito Federal conta com um protocolo estruturado que acompanha o paciente desde a primeira triagem até o suporte oncológico completo. Embora seja raro, o câncer de mama também atinge homens. Dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca) apontam que 1% dos pacientes seja do sexo maculino. Se você precisa de avaliação, saiba exatamente onde ir e como funciona o fluxo de assistência.

Por onde começar

A porta de entrada para o acolhimento é a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima da residência da paciente. Mulheres com idades entre 40 e 75 anos, conforme diretriz do Inca, devem buscar a unidade mesmo sem apresentar sintomas. Para descobrir a UBS de referência, basta consultar este site e informar o CEP da residência.

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Também é preciso ficar atenta aos sinais de alerta que exigem ida imediata ao médico. Os principais sintomas são:

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Nódulo palpável (geralmente indolor);
Alterações na pele da mama (como vermelhidão ou retração);
Saída de secreção pelo mamilo;
Mudança no formato ou tamanho da mama;
Inchaço na axila;
Inversão do mamilo;
Dor mamária.

 

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A porta de entrada para o acolhimento é a unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da residência da paciente | Foto: Divulgação

Onde fazer a mamografia

Na própria UBS, o médico solicita a mamografia de rastreamento. O exame é feito nos hospitais da rede ou por meio do projeto Peito Aberto, uma parceria com o Laboratório Sabin que amplia a oferta de vagas e dá agilidade à entrega dos laudos. Após a marcação, a paciente é informada sobre a data, o local e o horário.

 

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– A oferta de mamografias abrange as seguintes unidades do DF:
Hospital Regional de Sobradinho (HRS)
Hospital Regional da Asa Norte (Hran)
Hospital Materno Infantil de Brasília (Hmib)
Hospital da Região Leste (HRL)
Centro Especializado em Saúde da Mulher (Cesmu)
Hospital Regional de Samambaia (HRSam)
Hospital Regional de Taguatinga (HRT)
Hospital Regional do Gama (HRG)
Centro de Radiologia de Taguatinga (CRT)
Hospital Regional de Ceilândia (HRC)

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Atendimento com especialista e biópsia

Se houver qualquer alteração na mamografia ou suspeita clínica durante o exame na UBS, a paciente vai direto para a consulta com um mastologista em um dos hospitais regionais. Esse agendamento é prioritário e demora, em média, menos de 30 dias para acontecer.

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Durante a consulta, se o nódulo for palpável e houver necessidade, o próprio mastologista já faz a biópsia no consultório. Caso o nódulo não seja evidente, a equipe agenda o procedimento em uma unidade de radiologia para ocorrer de forma guiada por imagem (por meio de mamografia, ecografia ou ressonância).

Tratamento ágil

Se o diagnóstico de câncer se confirmar, a paciente segue imediatamente para o tratamento. Essa rapidez integra protocolos criados para garantir diagnóstico e suporte rápidos, coordenados e humanizados.

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O plano terapêutico é montado de forma individualizada para cada caso. Dependendo do estágio do tumor e das condições da paciente, o tratamento nos aparelhos de saúde do DF pode começar por cirurgia ou por sessões de quimioterapia, com o acompanhamento integral da equipe médica e o suporte necessário para o cuidado completo.

 

 

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Saúde

Acidente Vascular Cerebral (AVC) – outubro marca período de conscientização sobre uma das doenças mais letais do país

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Adotar um estilo de vida com hábitos mais saudáveis e o monitorar regularmente a saúde são fundamentais para prevenção do acidente vascular cerebral

O dia 29 de outubro marca o Dia Mundial do AVC e o Dia Nacional de Prevenção ao AVC, um marco com foco na conscientização sobre uma das maiores causas de morte e incapacidade física do Brasil, conforme dados do Ministério da Saúde e de sociedades médicas da área. Comumente conhecido como “derrame”, o acidente vascular cerebral acontece quando o fluxo de sangue para o cérebro é interrompido (AVC isquêmico) ou quando um vaso sanguíneo se rompe no cérebro (AVC hemorrágico). Felipe Moreira, neurologista do Hospital de Doenças Tropicais da Universidade Federal do Norte do Tocantins (HDT-UFNT), vinculado à Rede HU Brasil, explica quais são os fatores de risco e como prevenir melhor essa doença.
Segundo o especialista, os hábitos de vida são fundamentais para a prevenção desses eventos. Atitudes cotidianas, como adotar bons hábitos de alimentação e praticar atividades físicas diariamente, podem diminuir o risco de AVC em até 90%. Sedentarismo, tabagismo e consumo excessivo de álcool são algumas dessas ameaças, como explica Felipe Moreira. “Uma alimentação rica em sal e gorduras, com o tempo, provoca o enrijecimento e a obstrução dos vasos sanguíneos, além de levar ao surgimento de hipertensão, diabetes e colesterol alto, que são as comorbidades mais relacionadas ao AVC”.

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De acordo com dados do Portal da Transparência do Centro de Registro Civil (CRC) do Brasil, com base nos atestados de óbito, a mortalidade por AVC atingiu o quantitativo de 85.959 óbitos em 2024. Já em 2025, os casos aumentaram, chegando à marca de 89.490 óbitos. Os dados do primeiro trimestre de 2026 somam 20.461 mortes por essa doença.

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Neste contexto, a prevenção é a palavra-chave, e é imprescindível dar um olhar especial ao estilo de vida e ao monitoramento regular da saúde. “É necessário manter o controle rigoroso da pressão arterial, praticar atividades físicas regularmente, adotar uma alimentação saudável e equilibrada, reduzindo o sódio; manter o peso corporal e os níveis de açúcar e gordura no sangue sob controle; e tratar e controlar condições cardíacas”, elenca o especialista.

O acidente vascular cerebral nem sempre dá sinais claros e, por não chamar atenção, algumas vezes passa despercebido. O neurologista explica que alguns dos sintomas são: dor de cabeça súbita e intensa; fraqueza nos membros, que pode ser acompanhada de formigamentos na face, no braço ou na perna; alteração da fala; confusão mental; dificuldade de compreensão; tontura e desequilíbrio; e falta de coordenação motora. Diante desses sinais, cada minuto é crucial, e o atendimento de urgência diminui o risco de morte e de sequelas mais graves. “É importante acionar imediatamente o serviço de urgência, como o SAMU 192. Isso possibilita a aplicação de tratamentos de emergência, como medicações para desobstruir a artéria e procedimentos para remover o coágulo, salvando o tecido cerebral antes que ocorra a morte definitiva dos neurônios e reduzindo drasticamente as sequelas e incapacidades físicas ou cognitivas”, explica Felipe.

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O Ministério da Saúde (MS) disponibiliza, por meio de boletins epidemiológicos, da Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) e de demais recursos, uma série de publicações informativas e educativas sobre AVC. Uma delas é o Manual de rotinas para atenção ao AVC, que contém uma seção desenvolvida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), com um passo a passo para identificar os sinais de que uma pessoa apresenta os sintomas e necessita de atendimento imediato.

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Sobre a HU Brasil

O HDT-UFNT integra a Rede HU Brasil desde 2015. Criada por meio da Lei nº 12.550/2011 e vinculada ao Ministério da Educação (MEC), a estatal nasceu tendo como nome oficial Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh). É responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais em 25 unidades da federação.

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