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Educação

Férias escolares e hemofilia: como garantir segurança e inclusão para as crianças

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Especialista traz orientações práticas de segurança para que o período de descanso das crianças seja sinônimo de autonomia, movimento e tranquilidade

As férias de julho são momentos muito esperados pelas crianças de todas as idades. Para as famílias dos pacientes com hemofilia, o período exige planejamento, mas está longe de ser um impedimento para que os pequenos aproveitem a pausa escolar. Hoje, com o maior conhecimento sobre a condição e a importância do acompanhamento multidisciplinar regular, é possível planejar férias mais tranquilas e ativas. Com isso, brincar, se movimentar e viver experiências típicas da infância têm se tornado cada vez mais viáveis e seguras.

 

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A hemofilia é uma doença rara e hereditária que afeta a coagulação do sangue, fazendo com que os sangramentos durem mais tempo do que o habitual. No passado, essa condição exigia restrições mais rígidas às brincadeiras e às atividades físicas. Esse cenário, no entanto, vem mudando com o diagnóstico precoce, acesso a tratamentos inovadores e por meio da educação do paciente e seus familiares.

 

“Logo após o diagnóstico, nossas férias e rotina eram extremamente restritas por conta do medo. Nosso maior receio era um sangramento grave que não pudéssemos identificar rapidamente”, conta Carolina Ferreira, mãe de Lucas, diagnosticado com hemofilia aos oito meses após um sangramento intracraniano. “Evitávamos passeios, futebol e brinquedos como cama elástica. Ele brincava em tatames cercado de almofadas e chegou a usar capacete acolchoado”.

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A hematologista Fernanda Barbosa, da Santa Casa de São Paulo, explica que a evolução terapêutica e o suporte multidisciplinar viabilizam uma rotina com atividades físicas adequadas para a infância. “Atualmente, o foco é proporcionar uma rotina em que a hemofilia não limite o cotidiano do paciente. Com a evolução das terapias, observamos na prática clínica uma redução significativa nos índices de sangramento, o que traz mais segurança e tranquilidade para as famílias. Essa transformação científica e terapêutica impacta diretamente a qualidade de vida, permitindo que as crianças brinquem, corram e se desenvolvam com a mesma liberdade que qualquer outra”

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Essa mudança se reflete na rotina de Carolina e de seu filho. “O Lucas leva uma vida ativa para a idade dele: frequenta a escola, participa das atividades com os colegas e joga futebol duas vezes por semana. Hoje também é possível viajar, passear e aproveitar ao máximo as férias”, completa a mãe.

 

As férias passam a representar não apenas um momento de descanso, mas também uma oportunidade para fortalecer vínculos, explorar novos ambientes e proporcionar às crianças experiências que fazem parte da infância. Além do aspecto social, especialistas apontam que a prática de exercícios físicos supervisionados é benéfica para a hemofilia, pois atua no fortalecimento muscular e na proteção das articulações.

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“O estímulo à atividade física direcionada melhora a massa muscular e reduz dores articulares. Para isso, o paciente deve manter a adesão rigorosa ao tratamento prescrito. A terapia pode ser otimizada pelo médico com base no tipo de atividade exercida. Também é fundamental que haja supervisão de profissionais de educação física e o uso de equipamentos de proteção”, orienta a Dra. Fernanda.

 

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A médica ressalta que os cuidados e o esquema terapêutico não devem ser interrompidos durante as férias. “A manutenção da rotina de tratamento durante viagens e passeios é essencial para prevenir intercorrências ou mitigar a gravidade de eventuais episódios hemorrágicos”, alerta.

 

Confira abaixo algumas dicas da especialista que ajudam a aproveitar as férias das crianças com hemofilia com segurança:

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  • Roupas e equipamentos de proteção: Para brincadeiras que envolvem maior movimento, como andar de bicicleta, por exemplo, o uso de capacete, joelheiras e cotoveleiras é indispensável.
  • Hidratação constante: Especialmente nos dias de calor e maior gasto de energia com as brincadeiras, incentive a criança a beber água regularmente. Manter o corpo hidratado é fundamental para o bem-estar geral.
  • Identificação: Garanta que a criança use uma pulseira, crachá ou carteirinha que informe seu diagnóstico de hemofilia e os contatos de emergência.
  • Mantenha os cuidados: Em caso de viagem, leve os medicamentos e cuidados prescritos pelo médico em quantidade suficiente para todo o período de viagem, além de uma receita atualizada e o contato do hemocentro de referência.
  • Mapeamento e contato prévio no destino: Antes de pegar a estrada, faça um contato preventivo com o hemocentro ou centro de referência em hemofilia da cidade para onde estão viajando. Confirmar o horário de funcionamento e avisar sobre o período em que a criança estará na região garante um suporte muito mais ágil e direcionado caso ocorra qualquer imprevisto.
  • Comunicação com hotéis e colônias de férias: Avise os monitores, guias e responsáveis pelo lazer sobre a condição da criança e explique de forma clara o que fazer em caso de batidas ou cortes.

 

Com o preparo, o período de recesso escolar cumpre o seu propósito essencial: garantir o direito à convivência comunitária, ao lazer e ao desenvolvimento integral da criança com total segurança. Com as precauções corretas adotadas antes e durante o período de viagem, as barreiras dão lugar a uma rotina de férias ativa, segura e integrada à dinâmica familiar e social.

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Curiosidades

Exercícios reforçam preparação do DF para grandes eventos com simulados de emergência

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Atividades com múltiplas vítimas reuniram bombeiros de quatro estados e testaram protocolos de resposta a ocorrências com produtos perigosos e incêndios florestais

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Agência Brasília* | Edição: Plácido Fernandes

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O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) realizou, nesta quinta-feira (29), dois simulados operacionais para aperfeiçoar a resposta a emergências com múltiplas vítimas. As atividades, que envolveram cenários de contaminação por produtos perigosos e de incêndios florestais, integraram a Jornada Respad Centro-Oeste 2026 e reuniram bombeiros do Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, além de instituições parceiras.

A iniciativa, conduzida pelo CBMDF, teve como objetivo fortalecer a integração entre as equipes, testar protocolos e aprimorar a capacidade de resposta conjunta diante de ocorrências complexas. Os exercícios também contribuem para a preparação de Brasília para receber grandes eventos, como a Copa do Mundo Feminina da Fifa de 2027, que terá a capital federal entre as cidades-sede.

 

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Pela manhã, o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha recebeu um simulado que reproduziu uma situação de emergência durante um evento com grande concentração de público. O cenário envolveu a dispersão de um produto desconhecido por meio de um drone, com diversas pessoas potencialmente contaminadas. Mais de 200 militares participaram do treinamento, que incluiu isolamento da área, resgate e triagem de vítimas, descontaminação e atendimento pré-hospitalar.

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À tarde, o foco foi o combate a incêndios florestais. As equipes atuaram em cenários distribuídos por diferentes regiões do Distrito Federal, com exercícios de combate ao fogo em vegetação, emprego de recursos aéreos, busca e salvamento de vítimas, resgate de animais e sobrevivência em ambiente florestal.

O comandante-geral do CBMDF, coronel Moisés Alves Barcelos, destacou a importância do exercício para a preparação da capital federal e para o intercâmbio de conhecimentos entre as corporações. “Estamos realizando uma simulação de atentado terrorista no Estádio Nacional Mané Garrincha, com foco na preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027. A Jornada Respad promove a integração entre os Corpos de Bombeiros de diferentes estados, com o compartilhamento de protocolos, técnicas e táticas para aprimorar a resposta a situações de desastre”, afirmou. O comandante também agradeceu o apoio da Secretaria de Segurança Pública e da Arena BRB à realização do exercício.

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“Estamos realizando uma simulação de atentado terrorista no Estádio Nacional Mané Garrincha, com foco na preparação para a Copa do Mundo Feminina de 2027″

Coronel Moisés Alves Barcelos, comandante-geral
do CMBDF

 

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A integração entre as corporações também foi ressaltada pelo coronel  Washington Luiz Vaz Júnior, comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO). “As 27 corporações de bombeiros militares do Brasil estão cada vez mais integradas, trabalhando para uniformizar protocolos, técnicas, equipamentos e procedimentos. Quando trabalhamos com uma linguagem comum e procedimentos alinhados, fortalecemos a capacidade de resposta e contribuímos para tornar o Brasil mais seguro”, destacou.

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“As 27 corporações de bombeiros militares do Brasil estão cada vez mais integradas. Quando trabalhamos com uma linguagem comum e procedimentos alinhados, fortalecemos a capacidade de resposta e contribuímos para tornar o Brasil mais seguro”

Coronel Washington Luiz Vaz Júnior, comandante-geral
do CMBGO

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Para o secretário de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, a preparação conjunta é fundamental para enfrentar ocorrências que ultrapassam limites territoriais e exigem atuação coordenada. “Desastres não respeitam fronteiras. Por isso, precisamos trabalhar de forma integrada, compartilhar protocolos e preparar nossas equipes para atuar em conjunto. Esse treinamento é especialmente importante diante da Copa do Mundo Feminina de 2027, quando Brasília receberá um evento de grande porte”, afirmou.

 

Os exercícios fazem parte das ações de capacitação previstas na Jornada Respad Centro-Oeste 2026, vinculada ao Programa de Resposta em Ações Integradas para Atuação em Situações de Desastres, do Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública. A mobilização reforça o trabalho integrado das instituições na prevenção, no planejamento e na proteção da população do Distrito Federal.

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*Com informações do CBMDF

 

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