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Politica

Lucas do Rio Verde reúne mais de 200 mulheres na 1ª Conferência da Semana da Mulher na Política

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Evento teve palestras, rodas de conversa e debates sobre participação feminina, direitos e cidadania

 

Mais de 200 mulheres lotaram o Auditório dos Pioneiros, em Lucas do Rio Verde, nesta quinta-feira (27), durante a 1ª Conferência da Semana da Mulher na Política. O evento, promovido pela Secretaria de Assistência Social e Habitação, por iniciativa da primeira-dama e secretária, Janice Ribeiro, reuniu estudantes, universitárias, profissionais, representantes da sociedade e mulheres que atuam ou já atuaram na vida pública.

Ao longo do dia, o público acompanhou palestras e rodas de conversa com mulheres de diferentes áreas e trajetórias. Os temas passaram pela presença feminina na política, liderança, direitos, representatividade, democracia, cidadania e participação da sociedade.

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Na abertura, o prefeito Miguel Vaz destacou a importância da iniciativa e da presença cada vez maior das mulheres nos espaços de decisão. “É um evento muito importante, porque precisamos fortalecer a participação das mulheres nos espaços de decisão. Quando criamos oportunidades para conversar, trocar experiências e ouvir quem já está na política, também incentivamos outras mulheres a participarem. Esse é um debate que precisa continuar e envolver toda a sociedade”, afirmou Miguel Vaz.

 

A primeira-dama e secretária de Assistência Social e Habitação, Janice Ribeiro, idealizadora da conferência, falou sobre a importância das mulheres acreditarem em si mesmas e apoiarem umas às outras. “Nós mulheres precisamos acreditar mais em nós mesmas e apoiar umas às outras. A participação da mulher não é uma disputa com os homens. Queremos homens e mulheres juntos, trabalhando e construindo uma sociedade mais justa. Cada uma precisa fazer a sua parte, porque quem ganha é a nossa sociedade”, destacou Janice.

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A programação deu abertura com o tema Mulheres em cargos de liderança na política, apresentado por Reginalva Borges Mascarenhas, estudante de Direito da Faculdade Unifama, e pela professora especialista Luana Alves, do curso de Direito da instituição.

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Na sequência, a primeira roda de conversa trouxe o tema Experiências na Vida Política. O debate reuniu Cleci Nunes, ex-primeira-dama de Lucas do Rio Verde; Sandra Barzotto, ex-vereadora e primeira mulher a ocupar o cargo de prefeita do município; e Solimara Lígia Moura, ex-secretária de Educação e atual secretária-executiva do Consórcio Público de Saúde Vale do Teles Pires. A mediação foi feita pela primeira-dama Janice Ribeiro.

A manhã também contou com micro-palestras sobre diferentes temas. Danusa Oneda, presidente da 21ª Subseção da OAB de Lucas do Rio Verde, falou sobre Os Obstáculos e a Representatividade Feminina. A defensora pública Carolina Giordano abordou o tema Defesa da Democracia e da Cidadania. Já a comunicadora e especialista comercial de rádio Simone Flores falou sobre O Papel da Comunicação no Meio Político.

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A mediação foi feita pela Vereadora Nadir Santana.

No período da tarde, a programação continuou com a participação da delegada Mariell Antonini, chefe do Gabinete Estadual de Enfrentamento à Violência Contra as Mulheres, que apresentou o tema Evolução dos Direitos da Mulher na Política. “A mulher foi, por muito tempo, colocada no papel de cuidar da casa e dos filhos. Esse processo histórico ainda persiste e, quando ela decide ocupar espaços de poder, enfrenta julgamentos e desconfiança”, destacou Mariell Antonini.

A primeira roda de conversa da tarde foi dedicada aos jovens, com o tema Jovens que participam, políticas públicas que transformam. Participaram Fernanda Teixeira dos Santos, gerente de Unidade do Sesc Lucas do Rio Verde; Nathalia Lamim, especialista de negócios do Sebrae; Raissa Santos Rodrigues, estudante de Psicologia da Unilasalle; e Karina Marvejol, do Green Future Hub, como mediadora.

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Um dos momentos de destaque da tarde foi a palestra da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, com o tema Participação Política e Poder: Realidade Atual. A partir da própria trajetória, ela falou sobre sua chegada à política e os desafios de estar à frente de uma prefeitura.

“É muito importante um evento como esse falar de mulheres, porque precisamos cada vez mais consolidar e unir as mulheres para que elas estejam na política. Eu vim falar também de como me consolidei, de como me tornei prefeita e dos desafios que vêm no dia a dia da Prefeitura”, destacou Flávia Moretti.

Encerrando a programação, a segunda roda de conversa teve como tema Sociedade Civil e Políticas Públicas: diálogo, participação e transformação.

Participaram Simone Botan, da Agroligadas; Heloísa Helena Hamester Merten, presidente da Associação Casa da Amizade; Adriane Dantas, do Grupo Vidas; Maria Dalva, da Associação de Mulheres em Busca de Cidadania; e Débora Carneiro, vereadora.

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Além das palestrantes e representantes da sociedade, a conferência contou com a presença de alunos das redes pública e privada, que acompanharam as atividades ao longo do dia.

A 1ª Conferência da Semana da Mulher na Política foi uma das ações do Agosto Lilás em Lucas do Rio Verde e reuniu, pela primeira vez, diferentes grupos em torno de um mesmo tema.

Ao final, a primeira-dama Janice Ribeiro agradeceu a presença das palestrantes, estudantes, autoridades, profissionais e de todas as mulheres que participaram do encontro.

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Brasil registra 354 casos de violência política em menos de dois anos, aponta pesquisa

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O Brasil registrou 354 episódios de violência política entre 28 de outubro de 2026 e 15 de agosto de 2026, segundo a quarta edição da pesquisa Violência Política e Eleitoral no Brasil, realizada pelas organizações Terra de Direitos e Justiça Global. O levantamento, divulgado na quarta-feira (30/09/2026), aponta uma média de uma ocorrência a cada 44 horas, inclusive durante período sem eleições.

De acordo com o estudo, 2025 concentrou 225 casos, embora tenha sido um ano sem disputa eleitoral. Os dados referentes ao primeiro turno das eleições de 2026, realizado no período de 16/08/2026 a 04/10/2026, ainda serão divulgados pelas organizações.

A pesquisa integra uma série iniciada em 2016 e utiliza monitoramento diário da cobertura jornalística nacional e regional, além do cruzamento de informações com registros oficiais e denúncias públicas. No período pré-eleitoral anterior, entre 01/11/2022 e 15/08/2024, haviam sido identificados 299 episódios.

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Municípios concentram maior parte dos registros

Segundo o levantamento, 63% dos casos ocorreram no âmbito municipal, envolvendo principalmente vereadores e prefeitos. Em 96,3% dos episódios, as vítimas já exerciam mandatos ou ocupavam cargos públicos.

A concentração municipal também aparece nos registros classificados como de intenção letal. Conforme a pesquisa, 24 dos 28 episódios com intenção letal atingiram agentes políticos locais. Entre os casos estão 10 dos 11 assassinatos e 14 dos 17 atentados registrados no período analisado.

Os vereadores responderam por 49,6% das vítimas, com 176 episódios. Dos 11 assassinatos identificados, dez tiveram como vítimas políticos municipais. O levantamento não registrou assassinatos de políticos da esfera federal no intervalo analisado.

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Ameaças são principal tipo de violência

A ameaça foi o tipo de violência política mais frequente, com 193 registros. Na sequência aparecem ofensas, com 71 casos; agressões físicas, com 51; atentados, com 17; assassinatos, com 11; criminalização, com seis; e invasões, com cinco.

A pesquisa também identificou 64 episódios, equivalentes a 18,1% do total, nos quais o autor da violência possuía mandato eletivo ou cargo público. Quando são considerados também policiais e outros agentes estatais, os episódios atribuídos a representantes do próprio Estado chegaram a 29,9% dos casos.

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No ambiente parlamentar, 52 episódios ocorreram em locais de trabalho, como plenários e sessões de comissões. Já o ambiente virtual concentrou 152 casos, ou 42,8% do total, e em 48% dessas ocorrências não foi possível identificar a autoria do ataque.

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Mulheres representam 50,6% das vítimas

Um dos principais recortes do estudo envolve a violência contra mulheres. Embora elas ocupem aproximadamente 18% das cadeiras legislativas do país, segundo dados citados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), representaram 50,6% das vítimas no período analisado.

A distribuição varia de acordo com o tipo de violência. Homens foram vítimas em 77,2% dos casos de violência física, que incluem agressões, atentados e assassinatos. Já as mulheres representaram 58,3% das vítimas de violência simbólica, categoria que inclui ameaças e ofensas.

O levantamento registrou ainda 31 ameaças de violência sexual e 67 episódios com conteúdo de conotação sexual ou comentários sobre corpo e aparência, todos com mulheres como vítimas. Entre as mulheres atingidas, 64 eram pretas, enquanto 11 das vítimas pretas eram mulheres trans ou travestis. Também foram identificadas quatro mulheres indígenas e uma mulher amarela entre as vítimas.

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Partidos e perfil racial aparecem no levantamento

A pesquisa também analisou a distribuição dos episódios segundo os partidos das vítimas. Conforme os dados divulgados, representantes do PT e do Psol somaram 30,23% das vítimas.

Entre os vereadores eleitos em 2024 pelo Psol, 23 dos 80 eleitos foram vítimas de algum episódio de violência política durante o período analisado, segundo o levantamento. O estudo também registrou 26 episódios envolvendo representantes do PT, 17 do PP, 15 do PL e 14 do União Brasil.

Os pesquisadores também identificaram diferenças no recorte racial entre homens e mulheres. Entre as mulheres vítimas, 64 de 179 eram pretas, enquanto, entre os homens, a proporção de vítimas pretas foi de aproximadamente um em cada nove.

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Apuração dos casos e índice de punição

Outro eixo analisado pela pesquisa é a resposta institucional aos episódios registrados. Dos 354 casos, 300 foram denunciados, correspondendo a 84,5% do total.

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Entretanto, segundo o levantamento, somente 46 episódios, ou 13%, tinham apuração judicial ou policial em andamento. Apenas nove casos, equivalentes a 2,5%, haviam resultado em punição efetiva dos autores até o momento considerado pela pesquisa.

As organizações responsáveis pelo estudo defendem o aprimoramento de mecanismos de prevenção, proteção, investigação e responsabilização para que as medidas de enfrentamento à violência política não fiquem restritas aos períodos eleitorais.

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Crime organizado aparece em 26 episódios

O levantamento identificou 26 episódios, cerca de 7% do total, com indícios de participação de facções criminosas ou grupos ligados ao crime organizado.

O Ceará concentrou 12 desses casos, seguido pelo Rio de Janeiro, com quatro, e São Paulo, com três. Segundo a análise apresentada pelas organizações, os registros indicam situações relacionadas ao controle territorial e não apenas a conflitos de caráter pessoal.

Um dos casos mencionados ocorreu em Mossoró (RN), onde um assessor foi morto e um vereador sofreu um atentado no mesmo local e momento. O episódio foi incluído no conjunto de registros associados à participação de grupos criminosos.

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Série histórica acompanha violência política desde 2016

A quarta edição dá continuidade ao monitoramento iniciado em 2016. De acordo com a Terra de Direitos, a série histórica havia contabilizado 1.583 episódios até a terceira edição, referente ao período encerrado em outubro de 2024; a nova pesquisa acrescenta os registros do período posterior até agosto de 2026.

A edição mais recente considera especificamente o intervalo entre o fim das eleições municipais de 2024 e o início da campanha eleitoral de 2026. Por isso, os números do primeiro turno de 2026 ainda não integram os 354 casos apresentados em setembro.

Os dados apresentados pela Terra de Direitos e pela Justiça Global apontam, portanto, que a violência política foi registrada também durante períodos sem votação. A pesquisa identifica agentes políticos municipais como o principal grupo atingido, além de apontar diferenças relacionadas a gênero, raça, ambiente de ocorrência e formas de violência.

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*Com informações da Sputnik News.

FONTE:

jornalgrandebahia.com.br

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