Politica
PP-DF Mulheres Progressistas encerra o ano com jantar e balanço de conquistas
Celina destaca avanços em políticas públicas e defende igualdade de gênero
Por Pollyana Cabral
Na última sexta-feira de 2024, o Partido Progressista do Distrito Federal reuniu grandes líderes comunitárias e mulheres progressistas em um jantar de encerramento no restaurante Coco Bambu. O evento foi marcado pela celebração das conquistas alcançadas ao longo do ano e pelo fortalecimento da liderança feminina na política e na sociedade.
A governadora em exercício e presidente do partido Progressista no Distrito Federal, Celina Leão, destacou em seu discurso a importância do trabalho realizado pelas mulheres em posições de liderança e enfatizou os avanços nas políticas públicas voltadas para o gênero. Celina iniciou sua fala ressaltando a relevância da preservação do Fundo Constitucional do Distrito Federal, mas deixou claro que o foco do encontro era a valorização das mulheres e suas conquistas.
Outro ponto de destaque no discurso foi a apresentação de iniciativas como o programa “Órfãos do Feminicídio” e o “Auxílio Vulnerabilidade”, criados para apoiar mulheres em situação de violência. “Quando falo de mulheres, falo de sociedade. Somos 51% da população e precisamos estar em todos os espaços. Nossa luta não é por privilégio, mas por igualdade. E isso passa pela proteção, qualificação e respeito às nossas mulheres”, afirmou Celina, reiterando o compromisso de ampliar a representatividade feminina.
A presidente também enfatizou a importância das filiações e do engajamento de novas lideranças no PP-DF, destacando que eventos como este são essenciais para mobilizar, capacitar e unir as mulheres progressistas.
A especialista em estratégia parlamentar, comunicação e marketing político, Gisele Meter, ministrou a palestra “Estratégias para Fortalecer Lideranças Femininas e Amplificar o Impacto Digital”. Durante sua apresentação, abordou pilares fundamentais para o sucesso no cenário político e digital, como conexão, autenticidade e legado. “Fortalecer a liderança feminina passa pela capacidade de se conectar com as pessoas e construir uma autoridade sólida baseada em resultados”, explicou Gisele, incentivando as participantes a liderar com confiança e autenticidade.
A psicóloga Andrea Chaves também teve um papel fundamental no evento, destacando os avanços sociais conquistados pelo governo e o legado construído ao longo do ano. “Temos um governo que valoriza as mulheres e combate a desigualdade de forma efetiva. A governadora Celina Leão e a presidente do PP Mulher em Brasília, Milena Câmara, têm sido incansáveis em seus esforços”, afirmou Andrea.
Andrea também lembrou o trabalho da doutora Karla Daniela, elogiando sua dedicação e competência. “Karla é uma verdadeira leoa quando se trata de servir. Este evento só aconteceu graças ao esforço coletivo de muitas pessoas.”
Encerrando sua fala, Andrea convidou todas as participantes a refletirem sobre as oportunidades de 2025. “O próximo ano será marcado por abundância, união e novos desafios. É um momento de esperança e de reforçar nosso compromisso com as mulheres e com o futuro.”
O evento encerrou com um tom de otimismo, união e celebração. A mensagem central do encontro reforçou o papel das mulheres como protagonistas na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, reafirmando o compromisso do PP-DF com as lideranças femininas e com os desafios que virão em 2025.
Politica
Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita
Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.
Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.
O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.
Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.
Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.
A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.
Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).
Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.
Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.
Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.
O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.
Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.
FONTE:
sul21.com.br
Por Pedro Stahnke
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