Politica
Projeto Viver 60+ promove dança e palestra sobre emoções a pessoas idosas em Santa Maria
Iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania, que beneficiou mais de 7 mil pessoas em 2024, foca fortalecimento emocional, prática de atividades físicas, inclusão social e lazer para o público idoso do Distrito Federal
Praticante dedicada de atividades físicas, a aposentada Elizete Araújo, de 60 anos, acredita que exercitar-se é essencial para manter a saúde em dia. Com esse propósito, ela madrugou nesta sexta-feira (17), vestiu sua roupa de ginástica preferida e mostrou entusiasmo durante a aula de zumba, realizada na Unidade Básica de Saúde (UBS) 2 de Santa Maria. “Quando soube que teria esse projeto aqui perto da minha casa, não pensei duas vezes para participar”, contou.
“A dança é fundamental para minha saúde, ela ajuda a manter minha mente mais ativa”, diz o aposentado Raimundo Pereira Lima, que participou da ação do projeto Viver 60+ | Fotos: Jhonatan Vieira/Sejus-DF
Elizete foi uma das 50 participantes do projeto Viver 60+ em Santa Maria, iniciativa da Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF) que visa a integrar convivência social e promoção da saúde de pessoas idosas, oferecendo atividades físicas adaptadas e eventos culturais, de lazer e engajamento social. Ao longo do último ano, mais de 7 mil pessoas desse público foram beneficiadas por ações do Viver 60+, que realizou eventos como bailes, conversas e passeios a pontos turísticos, cinema e zoológico.
Fortalecimento mental
Além da aula de ginástica e zumba, os participantes assistiram a uma palestra com a psicóloga Andréia Ramalho, servidora da Sejus-DF. O tema, “Conheça suas Emoções”, integra o segundo eixo do programa, que promove atividades educativas para conscientizar os idosos sobre seus direitos, prevenir violências e incentivar o desenvolvimento de talentos e habilidades.
O projeto ofereceu atividades físicas adaptadas e eventos culturais, além de lazer e engajamento social para os idosos
Entre os participantes estava Raimundo Pereira Lima, de 78 anos, aposentado há 21 anos, que acompanhou atentamente a explanação da psicóloga. “Faço parte de três grupos de idosos e adoro dançar. A dança é fundamental para minha saúde, ela ajuda a manter minha mente mais ativa”, enfatizou.
Segundo a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, a iniciativa de palestra e aulas de ginástica e dança em Santa Maria foi um importante momento de entretenimento para as pessoas idosas que merecem todas as atenções. “Nosso projeto Viver 60+ é muito mais do que atividade física. É uma oportunidade de promover qualidade de vida, fortalecer a autoestima e proporcionar momentos de convivência social, assegurando que nossos idosos tenham uma vida mais ativa e plena”, destacou.
Longevidade
Criado no início de 2024, o Viver 60+ promove ações ao longo de todo o ano voltadas para a longevidade e a qualidade de vida, incentivando a prática de atividades físicas, a inclusão social, o lazer, a cultura e a socialização de pessoas com 60 anos ou mais. Os participantes também têm a oportunidade de conhecer pontos turísticos e participar de eventos e palestras.
Até o momento, o projeto beneficia diretamente moradores de Água Quente, Ceilândia, Estrutural, Gama, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, Sol Nascente e Taguatinga.
*Com informações da Sejus-DF
Politica
Consulta pública sobre políticas de igualdade racial termina hoje
O prazo para envio de contribuições da sociedade civil para a construção do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) termina nesta sexta-feira (16).
As sugestões podem ser enviadas por meio da consulta pública disponível na Plataforma Participa + Brasil, do governo federal.
A consulta pública é aberta para representantes de organizações da temática da igualdade racial, movimentos de mulheres negras, quilombolas, povos tradicionais de matriz africana e de terreiro e sociedade em geral.
A ideia é que a escuta da sociedade exponha as necessidades e experiências para construção de políticas mais próximas à realidade enfrentada no país.
De acordo com o Ministério da Igualdade Racial (MIR), a participação social tem o objetivo de enviar propostas que orientem a atuação do Estado brasileiro no enfrentamento do racismo estrutural, na reparação histórica, na redução das desigualdades, na promoção de justiça racial e econômica e na efetivação de direitos.
A consulta popular ocorre após a realização da 5ª Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial (5ª Conapir), realizada em setembro de 2025.
Com o tema Igualdade e Democracia: Reparação e Justiça Racial, a conferência mobilizou cerca de 15 mil pessoas em todas as etapas locais, estaduais, temáticas e na nacional.
Como contribuir
Os interessados podem apresentar contribuições diretamente nos objetivos estratégicos do 2º Planapir, que estão organizados em 16 eixos temáticos:
- Eixo 1: Trabalho e Inclusão Produtiva
- Eixo 2: Educação
- Eixo 3: Saúde Integral e Enfrentamento ao Racismo no SUS
- Eixo 4: Desenvolvimento Social, Assistência Social e Segurança Alimentar
- Eixo 5: Cultura, Memória e Reparação Simbólica
- Eixo 6: Justiça, Segurança Pública e Defesa de Direitos
- Eixo 7: Comunidades Quilombolas
- Eixo 8: Povos de Terreiro e de Matriz Africana
- Eixo 9: Povos Ciganos
- Eixo 10: Mulheres Negras
- Eixo 11: Crianças, Adolescentes e Juventude Negra
- Eixo 12: População LGBTQIAPN+ negra
- Eixo 13: Justiça Climática e Enfrentamento ao Racismo Ambiental
- Eixo 14: Comunicação Antirracista, Justiça Digital
- Eixo 15: Política Internacional
- Eixo 16: Fortalecimento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial – Sinapir e Conselhos de Promoção da Igualdade Racial
Veja as formas de contribuir nesta consulta pública:
- Aprimorar a redação: sugerir uma forma mais acessível, precisa ou abrangente de escrever o objetivo;
- Incluir elementos: propor a inclusão de temas, públicos, territórios, direitos ou resultados que ampliem o alcance do objetivo;
- Alterar o conteúdo: propor mudanças na abrangência ou na orientação do objetivo, de acordo com as transformações que considera prioritárias;
- Sugerir reorganizações ou exclusões: indicar trechos que possam ser reunidos, reformulados ou retirados para aprimorar o objetivo;
- Propor um novo objetivo estratégico: apresentar uma proposta que contemple outras questões relevantes para o eixo.
A orientação é que, sempre que possível, o cidadão deve descrever sua proposta e explicar como ela pode contribuir para a promoção da igualdade racial.
Em caso de dúvida ou de necessidade de mais informações, sobre esta consulta pública, o cidadão pode entrar em contato por e-mail: consultaplanapir@igualdaderacial.gov.br
Análise e consolidação
Após o período de coleta de contribuições da consulta pública, as propostas recebidas serão organizadas e analisadas no processo de consolidação do 2º Planapir.
A análise subsidiará as decisões sobre ajustes de redação, ampliação ou reorganização dos objetivos e inclusão ou aprofundamento de temas na versão final do Plano.
2º Planapir
A participação da sociedade contribui para definir e construir as transformações e prioridades que orientarão a política nacional de promoção da igualdade racial nos próximos anos.
O 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial pretende estabelecer compromissos concretos do Estado brasileiro para o enfrentamento ao racismo, com ações articuladas entre diferentes áreas, metas, indicadores, recursos e mecanismos de monitoramento e avaliação.
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