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Saúde

Exames preventivos reforçam a saúde da mulher na construção civil

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Seconci-DF oferece atendimento gratuito em ginecologia e clínica médica para as trabalhadoras do setor no Distrito Federal

Câncer de mama, endometriose, infecção urinária, fibromialgia, doenças do aparelho respiratório, depressão e obesidade estão entre as principais enfermidades que afetam as mulheres. Entre as mais graves, o câncer do colo do útero merece atenção especial por, na maioria dos casos, desenvolver-se de forma silenciosa e apresentar sintomas apenas em estágios mais avançados. Segundo estimativa do Instituto Nacional de Câncer (Inca), são esperados mais de 19 mil novos casos da doença por ano no Brasil durante o triênio 2026-2028.

A neoplasia é de difícil reconhecimento por apresentar sintomas inespecíficos, como corrimento vaginal, sangramento vaginal irregular ou sangramento após as relações sexuais. Por isso, manter os exames preventivos em dia é fundamental. O papanicolau continua sendo o principal método para identificar alterações causadas pelo HPV (Papilomavírus Humano), um dos responsáveis pelo desenvolvimento da doença. A recomendação é que o exame citopatológico do colo do útero seja realizado a partir de um ano após a primeira relação sexual, com periodicidade anual, pelo menos até os 64 anos. Além disso, a rede pública de saúde do Distrito Federal ampliou recentemente o acesso ao teste molecular de DNA-HPV oncogênico, exame mais moderno e preciso, capaz de detectar 14 tipos de alto risco do vírus e reduzir intervenções desnecessárias.

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Com foco na prevenção e na promoção da saúde das trabalhadoras da construção civil, o Serviço Social da Indústria da Construção Civil do Distrito Federal (Seconci-DF) oferece atendimento gratuito em clínica médica e ginecologia. Entre os serviços disponibilizados estão consultas e exames, como análises clínicas, papanicolau, ecografia, ultrassonografia ginecológica, além de orientações voltadas à saúde da mulher. Entre janeiro e maio de 2026, a entidade realizou mais de 164 atendimentos na ginecologia.

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De acordo com o gerente de Medicina do Seconci-DF, Maurício Nieto, a realização de exames periódicos é uma das principais estratégias para a prevenção e o diagnóstico precoce. “O câncer do colo do útero costuma evoluir de forma silenciosa. Por isso, a realização periódica dos exames preventivos é a principal estratégia para identificar alterações antes do surgimento dos sintomas e aumentar as chances de cura”, ressalta. “O tratamento para a doença depende do estágio em que foi detectado. Intervenções cirúrgicas, quimioterapia e radioterapia serão indicadas a depender da fase na qual o tumor se encontra”.

O médico destaca ainda que a prevenção vai além das consultas e exames de rotina. “No caso do HPV, nós sempre ressaltamos a existência da vacina que faz parte do calendário vacinal do Ministério da Saúde desde 2017, podendo ser encontrada no SUS para meninas de 9 a 14 anos e para meninos de 11 a 14 anos”, defende. “Além disso, é fundamental adotar hábitos saudáveis, como a prática de exercícios físicos, alimentação equilibrada, controle do tabagismo e do consumo de bebidas alcoólicas, além de atenção ao bem-estar emocional, fatores que influenciam diretamente na qualidade de vida feminina”, conclui.

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Dentro dos canteiros de obras

Entre janeiro e maio de 2026, a área de ginecologia da entidade realizou mais de 160 atendimentos gratuitos às trabalhadoras da construção civil. As consultas reforçaram o cuidado com a saúde feminina, contribuindo para a identificação precoce de possíveis alterações, o encaminhamento para acompanhamento especializado quando necessário e a ampliação do acesso à assistência preventiva e continuada.

A rejuntadeira Maria José Rosa atua na construção civil há cerca de dois anos e é uma das pacientes da ginecologia do Seconci-DF. Para ela, o serviço oferecido pela entidade representa um importante apoio à saúde da mulher. “Fui muito bem atendida por todos. O atendimento é maravilhoso, desde a portaria até os profissionais da saúde. A gente se sente realmente bem acolhida”, afirma.

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A ajudante de obra Adriana Maria Barbosa de Queiroz, que trabalha na construção civil desde 2015, também destaca a importância do atendimento, diante da dificuldade de acesso ao serviço na rede pública. “Soube do atendimento ginecológico e aproveitei a oportunidade, porque pelo SUS é muito difícil conseguir consulta. Para mim é gratificante saber que temos esse atendimento, porque a gente consegue cuidar da saúde sem precisar faltar ao trabalho ou madrugar em posto de saúde”, relata.

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Saúde

Banco de leite do HRT passa por reforma e tem atendimento temporariamente restrito

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Bebês não nascidos no HRT devem procurar outras unidades da rede para orientação sobre aleitamento materno e doação de leite

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Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes

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O Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Taguatinga (BLH/HRT) está com atendimentos temporariamente restritos por conta de obras de reforma. A intervenção vai promover melhorias nas condições higiênico-sanitárias e na estrutura do espaço, com o objetivo de ampliar o controle de qualidade e a segurança do leite humano, além de proporcionar melhores condições para a assistência às famílias.

Durante o período de obras, o fluxo de atendimento foi reorganizado. Desde o final de agosto, os bebês nascidos no HRT e atendidos pelo banco de leite são acolhidos no Centro Especializado em Reabilitação (CER II Taguatinga), localizado a poucos metros do hospital.

 

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Os atendimentos no CER II Taguatinga ocorrem das 7h30 às 10h e das 13h30 às 16h. O serviço será destinado exclusivamente aos bebês nascidos no HRT que necessitem de suporte relacionado ao aleitamento. “Os atendimentos serão feitos apenas para os bebês do HRT que precisam de suporte, como bebês prematuros, de baixo peso e aqueles que apresentam dificuldades na amamentação”, explica Natália Conceição, chefe do setor.

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Apesar da restrição temporária dos atendimentos, os serviços de coleta, pasteurização e distribuição de leite humano realizados pelo BLH seguem funcionando normalmente em outro setor do HRT durante as obras. “A reorganização temporária do fluxo foi necessária para garantir a continuidade da assistência durante o período de revitalização do espaço”, observa Conceição.

Nascidos em outras unidades

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Enquanto o Banco de Leite do HRT estiver com atendimentos restritos, quem precisar de orientação ou suporte para o aleitamento materno deverá procurar o banco de leite humano da unidade onde o bebê nasceu, uma unidade básica de saúde (UBS), outro banco de leite humano ou posto de coleta da rede pública, preferencialmente o mais próximo de sua residência.

A rede do Distrito Federal conta atualmente com 14 bancos de leite humano e sete postos de coleta de leite humano. A relação das unidades, com endereços e contatos, pode ser consultada aqui.

Serviço disponível em todo o DF

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Os bancos de leite humano e os postos de coleta de leite humano atuam na promoção, proteção e incentivo ao aleitamento materno no Distrito Federal. As unidades oferecem atendimento e orientação a mães e bebês, realizam a coleta e o processamento do leite humano doado e fazem a distribuição do leite pasteurizado para os recém-nascidos que necessitam desse alimento. Também são responsáveis por garantir a qualidade e a segurança do leite por meio de processos de seleção, classificação e pasteurização. Essas ações contribuem para a promoção da saúde e para a redução da mortalidade infantil.

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Integrado à Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, o Distrito Federal faz parte da maior rede de bancos de leite humano do mundo, reconhecida internacionalmente pela atuação na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

 

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