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Saúde

Lactário do Hospital de Base garante alimentação segura e personalizada aos pacientes

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Espaço prepara fórmulas para bebês internados e dietas enterais adaptadas às necessidades de cada paciente
Por Giovanna Inoue
Internado no Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) para tratar uma bronquiolite, Adrian Alves de Sousa, de apenas 3 meses, recebe uma fórmula preparada especialmente para atender às suas necessidades nutricionais. Com alergia à proteína do leite de vaca (APLV), o bebê é um dos pacientes assistidos pelo lactário da unidade, responsável por produzir fórmulas e dietas individualizadas, seguindo rigorosos protocolos de segurança.
O trabalho do lactário ganha ainda mais relevância durante a Semana Mundial da Amamentação, celebrada entre 1º e 7 de agosto. Para os bebês que, por diferentes condições clínicas, não podem receber aleitamento materno durante a internação, o serviço assegura uma alimentação adequada, segura e personalizada.
A mãe de Adrian, Greiciele Alves da Costa, conta que a alimentação do filho sempre foi motivo de preocupação por causa da alergia, mas afirma que o atendimento recebido no hospital trouxe tranquilidade durante a internação.
“Estar com o filho tão pequeno internado é um momento muito difícil e vulnerável, mas ter todo esse apoio tem feito toda a diferença. A mamadeira dele sempre chega quentinha e ele toma tudo, está muito bem alimentado”, comemora.
Nutrição especializada para cada paciente
Além de preparar fórmulas infantis, o espaço funciona como laboratório de nutrição enteral, responsável pela produção de dietas destinadas a pacientes que não conseguem se alimentar pela via oral. Nesses casos, a alimentação é administrada por sondas e utilizada principalmente por pessoas em estado grave, com dificuldade de deglutição ou em condições clínicas que impedem a alimentação convencional.
Segundo o chefe do Serviço de Nutrição e Dietética do HBDF, Álvaro Leal da Silva, todas as fórmulas são preparadas individualmente, conforme a prescrição dos nutricionistas e as necessidades específicas de cada paciente. “As dietas são pensadas analisando minuciosamente o estado de saúde de cada um. Se o paciente precisar de mais proteína, ingestão hídrica ou algum nutriente específico, é aqui que essa alimentação será preparada”, explica.
Diariamente, o setor produz dietas enterais para cerca de 85 pacientes e fornece suplementação nutricional oral a aproximadamente 220 pessoas internadas no HBDF. A produção também abastece as unidades de pronto atendimento (UPAs) do Paranoá, Planaltina, Sobradinho, Riacho Fundo II, Núcleo Bandeirante, Vicente Pires e São Sebastião.
Segurança em cada etapa
Por atender pacientes em condições clínicas delicadas, o serviço segue protocolos rigorosos de controle de qualidade.
São realizadas análises microbiológicas das fórmulas, dos equipamentos, da água utilizada durante o preparo e das mãos dos manipuladores. As mamadeiras passam por esterilização após cada uso, enquanto amostras das preparações permanecem armazenadas por período determinado e são encaminhadas periodicamente para análise. Esse material também pode ser utilizado em investigações, caso ocorra alguma intercorrência.
Todo o processo é acompanhado por nutricionistas, responsáveis por verificar o cumprimento dos protocolos e assegurar a qualidade das preparações oferecidas aos pacientes.
A chefe do Núcleo de Nutrição e Produção do HBDF, Ana Cecília Nunes da Silva, destaca que, quando se trata de bebês e pacientes vulneráveis, cada etapa precisa ser executada com máxima precisão.
“Quando falamos de bebês e de pacientes em condições clínicas delicadas, cada detalhe faz diferença. Por isso, todo o processo segue critérios rigorosos, desde o recebimento dos insumos e a higienização do ambiente até o preparo, a identificação, o armazenamento e a distribuição. Nosso compromisso é garantir que a fórmula prescrita chegue ao paciente correto, nas condições adequadas e com toda a segurança necessária”, ressalta.
Mais do que preparar fórmulas e dietas, o lactário do HBDF desempenha um papel essencial na recuperação dos pacientes. Ao combinar acompanhamento nutricional, protocolos rigorosos de segurança e atendimento individualizado, o serviço contribui para que bebês, crianças e adultos recebam o suporte nutricional adequado durante todo o período de internação, fortalecendo a assistência prestada pelo hospital.
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Saúde

Banco de leite do HRT passa por reforma e tem atendimento temporariamente restrito

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Bebês não nascidos no HRT devem procurar outras unidades da rede para orientação sobre aleitamento materno e doação de leite

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Agência Brasília | Edição: Plácido Fernandes

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O Banco de Leite Humano do Hospital Regional de Taguatinga (BLH/HRT) está com atendimentos temporariamente restritos por conta de obras de reforma. A intervenção vai promover melhorias nas condições higiênico-sanitárias e na estrutura do espaço, com o objetivo de ampliar o controle de qualidade e a segurança do leite humano, além de proporcionar melhores condições para a assistência às famílias.

Durante o período de obras, o fluxo de atendimento foi reorganizado. Desde o final de agosto, os bebês nascidos no HRT e atendidos pelo banco de leite são acolhidos no Centro Especializado em Reabilitação (CER II Taguatinga), localizado a poucos metros do hospital.

 

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Os atendimentos no CER II Taguatinga ocorrem das 7h30 às 10h e das 13h30 às 16h. O serviço será destinado exclusivamente aos bebês nascidos no HRT que necessitem de suporte relacionado ao aleitamento. “Os atendimentos serão feitos apenas para os bebês do HRT que precisam de suporte, como bebês prematuros, de baixo peso e aqueles que apresentam dificuldades na amamentação”, explica Natália Conceição, chefe do setor.

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Apesar da restrição temporária dos atendimentos, os serviços de coleta, pasteurização e distribuição de leite humano realizados pelo BLH seguem funcionando normalmente em outro setor do HRT durante as obras. “A reorganização temporária do fluxo foi necessária para garantir a continuidade da assistência durante o período de revitalização do espaço”, observa Conceição.

Nascidos em outras unidades

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Enquanto o Banco de Leite do HRT estiver com atendimentos restritos, quem precisar de orientação ou suporte para o aleitamento materno deverá procurar o banco de leite humano da unidade onde o bebê nasceu, uma unidade básica de saúde (UBS), outro banco de leite humano ou posto de coleta da rede pública, preferencialmente o mais próximo de sua residência.

A rede do Distrito Federal conta atualmente com 14 bancos de leite humano e sete postos de coleta de leite humano. A relação das unidades, com endereços e contatos, pode ser consultada aqui.

Serviço disponível em todo o DF

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Os bancos de leite humano e os postos de coleta de leite humano atuam na promoção, proteção e incentivo ao aleitamento materno no Distrito Federal. As unidades oferecem atendimento e orientação a mães e bebês, realizam a coleta e o processamento do leite humano doado e fazem a distribuição do leite pasteurizado para os recém-nascidos que necessitam desse alimento. Também são responsáveis por garantir a qualidade e a segurança do leite por meio de processos de seleção, classificação e pasteurização. Essas ações contribuem para a promoção da saúde e para a redução da mortalidade infantil.

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Integrado à Rede Brasileira de Bancos de Leite Humano, o Distrito Federal faz parte da maior rede de bancos de leite humano do mundo, reconhecida internacionalmente pela atuação na promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno.

 

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