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Saúde

Saiba quais são os sintomas da endometriose

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A endometriose é um problema comum na saúde feminina, segundo o Ministério da Saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 180 milhões de mulheres enfrentam o problema no mundo — desse total, sete milhões são brasileiras. Além disso, a doença é a principal causa de infertilidade feminina.

A médica ginecologista Mariana Rodrigues, especialista no tratamento da endometriose, explica que a condição se caracteriza pelo crescimento anormal do tecido endometrial em regiões de fora da cavidade uterina. Um dos sintomas mais comuns da doença é uma cólica forte e frequente. No entanto, mulheres sem endometriose também podem sentir esse desconforto. Então, como diferenciar uma cólica menstrual de um quadro de endometriose?

O primeiro passo é entender que ter tantas cólicas intensas não é normal. “Um dos problemas da endometriose é que existe uma cultura que ter cólica menstrual é normal, mas nem sempre é assim. A mulher que possui cólicas fortes, incapacitantes e progressivas, que em cada ciclo ficam mais intensas, deve atentar-se, pois esse é um dos principais sinais da endometriose”, explica Mariana.

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Sinais que podem indicar endometriose

A médica aponta os sintomas que todas as mulheres devem ter atenção para garantir o diagnóstico correto da endometriose. Em caso positivo, é ideal que o tratamento se inicie o mais cedo possível. Além da alteração da cólica menstrual, existem outros problemas que devem ser observados:

  • Sangramento nas fezes;

  • Massa abdominal palpável;

  • Alterações intestinais;

  • Dor para evacuar ou urinar;

  • Dores durantes relações sexuais.

Caso algum desses sintomas apareça, paralelamente às cólicas, é necessário que a mulher procure um especialista o mais rápido possível, destaca a especialista.

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Saúde

Estudo: 6 em cada 10 mulheres não realizam exames ginecológicos preventivos

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Mais de 60% das mulheres não realizam exames preventivos, enquanto 20 morrem diariamente de câncer de colo do útero

Yasmin Silvestre, colaboração para a CNN Brasil, em São Paulo
No universo feminino, ainda existe uma barreira relacionada à prevenção de doenças ginecológicas. Uma pesquisa nacional revelou que, em média, 64% das brasileiras não realizaram exames ginecológicos preventivos no último ano. Este número representa um total de 6 a cada 10 mulheres.

O dado mais expressivo é sobre o Papanicolau, um dos principais exames ginecológicos, essencial para a detecção de alterações uterinas e prevenção do câncer de colo do útero. Apenas 39% realizaram esse exame em 2025, outras 61% não realizaram, embora 74% delas saibam para que ele serve.

Outro teste analisado foi o de ultrassonografia/ transvaginal, apenas 43% realizaram no último ano, outras 57% não fizeram.

Em relação ao exame clínico ou autoexame das mamas, as taxas seguem o mesmo padrão. Ao todo, 59% das mulheres não realizaram e apenas 41% realizaram.

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Entre os exames analisados, o DNA-HPV — teste laboratorial para identificar os tipos específicos de vírus — permanece como o menos acessado. Cerca de 78% das mulheres não o realizaram no último ano, contra 22% que realizaram.

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A pesquisa “Percepção das Brasileiras sobre Tumores Ginecológicos e Práticas de Prevenção” foi realizada pelo Instituto Locomotiva, em conjunto com o Grupo EVA (Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos), e entrevistou 800 mulheres de 18 a 25 anos.

“A pesquisa mostrou que o acesso à informação melhorou, mas ainda há uma distância entre reconhecer a importância da prevenção e a realização efetiva da prevenção por meio da vacinação contra o HPV e da realização dos exames. Precisamos que as mulheres entendam a importância dessa relação  com exames que são mecanismos fundamentais na proteção contra o câncer de colo do útero”,

Dra. Andréa Gadelha, presidente do Grupo EVA.

Atendimento médico, por vezes, não é acolhedor ou esclarecedor

O estudo também revelou que ao menos 3 em cada 10 mulheres sentem que o último atendimento ginecológico foi totalmente esclarecedor.

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Entre este número, 47% deixaram de voltar a uma consulta com ginecologista por ter recebido um atendimento ruim.

A importância dos exames preventivos

De acordo com a pesquisa, cerca de 20 mulheres morrem todos os dias no Brasil em decorrência do câncer do colo do útero. A doença está entre as principais causas de morte por câncer entre mulheres de até 35 anos.

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O HPV está relacionado a cerca de 99% dos casos de câncer do colo do útero. A doença, assim como outros diagnósticos pode ser prevenida por meio da vacinação e do acompanhamento médico com exames de rotina. A vacinação contra o HPV é indicada para mulheres e homens de 9 a 45 anos.

Sus oferece diversos tratamentos ginecológicos

O exame Papanicolau é gratuito e oferecido no SUS (Sistema Único de Saúde). No entanto, ele é recomendado para mulheres a partir dos 25 anos.

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O exame de Mamografia também é oferecido sem custo no atendimento público para mulheres a partir de 40 anos. Ele deve se realizado a cada dois anos.

 

Mulheres também podem solicitar consultas ginecológicas nas UBS (Unidades Básicas de Saúde). Além disso, o SUS oferece distribuição gratuita de anticoncepcionais e outros métodos contraceptivos para evitar doenças sexualmente transmissíveis.

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Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/

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