Social
Eventos alteram o trânsito neste fim de semana
Agentes do Detran-DF farão interdições em vias da Asa Sul, Eixo Monumental e Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES)
Jaqueline Costa
(Brasília, 3/7/2025) – Em razão de eventos esportivos e culturais que serão promovidos de sexta-feira (4/7) a domingo (6/7), as equipes de fiscalização do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizarão intervenções no trânsito da Asa Sul, Eixo Monumental e Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES).
Asa Sul
No domingo (6/7), devido às gravações do filme “Marcos e Arnaldo”, que ocorrerão na altura da Quadra 506 da Asa Sul, o Detran-DF fará alterações no trânsito das vias W3 e W2 Sul.
A partir das 12h30, a via W3 Sul, sentido sul-norte, na altura da Biblioteca Demonstrativa de Brasília, será interditada. O acesso à via W2 Sul, na altura do Comper, também será fechado, assim como o cruzamento da W3 Sul, próximo ao Cartório JK.
Na via W3 Sul, sentido norte-sul, a interdição ocorrerá na altura da Quadra 705 Sul e o fluxo de veículos será desviado para a via W4 Sul. Durante o evento, os agentes do Detran-DF atuarão na região para garantir a segurança viária. A previsão é que as interdições ocorram até as 16h30.
Eixo Monumental – Eco Run 7
Neste domingo (6/7), em razão da Eco Run 7, o Detran-DF fará interdições no Eixo Monumental. O evento esportivo contará com percursos de 5 km e 10 km. A largada e a chegada ocorrerão na Praça do Palácio do Buriti. Os corredores seguirão pela via N1, viaduto Renato Russo e pela Estrada Parque Indústria e Abastecimento (EPIA), retornando antes do acesso à via Estrutural.
A partir das 6h30, os agentes de trânsito farão a interdição de três faixas da via N1 próximas ao canteiro central, entre o Palácio do Buriti até no viaduto Renato Russo. As demais faixas permanecerão liberadas para o tráfego de veículos.
A via EPIA será interditada na altura da saída do viaduto Renato Russo. O fluxo de veículos oriundo do viaduto seguirá no sentido Shopping Popular. Na via S1, será realizada a interdição das três faixas próximas ao canteiro central, entre a Praça do Cruzeiro e a Praça do Buriti. A previsão é que as interdições ocorram até o meio-dia.
Eixo Monumental – Corridona
No domingo (6/7), no Eixo Monumental, será realizado o evento Corridona, com percursos de 2 km, 5 km e 10 km, pelas vias N1 e S1, entre o Centro de Convenções Ulysses Guimarães e a alça oeste da Estação Rodoviária de Brasília (ERB).
A partir das 6h30, os agentes do Detran-DF farão a interdição das faixas de rolamento que serão destinadas aos participantes do evento. A largada e a chegada ocorrerão na via N1, na altura do Centro de Convenções. No decorrer do trajeto, as vias serão compartilhadas entre os veículos e os corredores.
Durante o evento, os agentes do Detran-DF realizarão o controle do tráfego para garantir a fluidez e a segurança do trânsito. A previsão é que as interdições ocorram até as 10h30.
Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES)
De sexta-feira (4/7) a domingo (6/7), em razão do evento Na Praia Festival, o Detran-DF fará alterações no trânsito da região do Setor de Clubes Esportivos Sul (SCES). Na sexta-feira, a partir das 8h, na via SCES Trecho 2 será realizado o fechamento da rotatória de acesso ao evento. Os agentes de trânsito também realizarão a interdição de retornos no Trecho 2, implantarão sinalização viária e utilizarão painéis eletrônicos de mensagens para orientar os condutores.
Nas proximidades do Na Praia Parque, haverá áreas de estacionamento destinado às pessoas com deficiência, idosos, táxis e veículos de transporte de passageiros por aplicativo. Durante o evento, as equipes de fiscalização do Detran-DF atuarão na região para garantir a fluidez do trânsito e coibir infrações.
Fonte: Ascom Detran
Curiosidades
Populações de espécies selvagens diminuem 2,5% a cada ano no mundo
As populações de espécies de vertebrados selvagens diminuíram em média 73% em 52 nos, segundo o relatório Planeta Vivo divulgado nesta quinta-feira (8).
Entre os anos de 1970 e 2022, a diversidade de mamíferos, pássaros, peixes, répteis e anfíbios encolheram em média 2,5% ao ano.
O estudo produzido é pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês) para o WWF Internacional.
Segundo Kirsten Schuijt, diretora-geral do WWF Internacional, a análise trazida pelo relatório deixa claro que os sistemas que impulsionaram o crescimento econômico estão acelerando a degradação da natureza a uma taxa sem precedentes.
“Parar e reverter essa tendência exigirá transformações em sistemas inteiros – desde como produzimos energia e alimentos até como financiamos nossas economias.”
Os dados trazidos pelo relatório fazem parte do Índice Planeta Vivo (IPV), que mede a mudança média no tamanho de 35.803 populações de 5.790 espécies de vertebrados monitorados ao longo de 52 anos.
Na prática, a medição se refere à abundância das populações dessas espécies e não ao número absoluto de indivíduos. As mudanças são observadas tanto em populações com muitos indivíduos, quanto em populações com poucos indivíduos.
Ecossistemas
O IPV é calculado pela média de outros três indicadores: o Índice Marinho, que mede a mudança na abundância de espécies no oceano; o Índice Terrestre, que inclui espécies de diferentes habitats, como florestas, desertos e campos; e o Índice de Água Doce que mede populações em rios e lagos.
O Índice de Água Doce foi o que apresentou maior declínio: 85% em 52 anos, o que equivale a uma média de 3,6% por ano. De acordo com os pesquisadores, as espécies de água doce enfrentam uma ampla gama de ameaças observadas nas bacias hidrográficas.
“Por exemplo, os peixes são frequentemente ameaçados por alterações em seu habitat, incluindo barragens e desvios, que podem bloquear rotas de migração essenciais”, destaca o relatório.
O Índice Terrestre registrou declínio de 69% no período de análise, com média anual de 2,3%. Já o Índice Marinho registrou uma mudança negativa de 59% nas populações dos oceanos, com média anual de 1,7%.
Regionalidade
Além da variação nas tendências por ecossistemas, os pesquisadores também observaram diferença nos percentuais de declínio das populações por região geográfica, que aparecem no estudo conforme a classificação da Plataforma Intergovernamental de Políticas Científicas sobre Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos:
- América Latina e Caribe: 95% de declínio das populações de animais silvestres;
- África: 80%;
- Europa e Ásia Central: 23%;
- América do Norte: 28%; e
- Ásia e Região do Pacífico: 49%
Segundo o diretor de conservação da ZSL, Andrew Terry, os índices refletem um recorte de 52 anos analisados e traduzem também, além da capacidade de monitoramento das regiões, o momento analisado.
“Na América do Norte, por exemplo, o declínio ocorrido até os anos 1970 foram intensos refletindo uma desaceleração nos anos seguintes”, explica.
Novos dados
O relatório não traz dados comparativos com as edições anteriores devido ao acréscimo contínuo de novos conjuntos de dados e da ampliação das populações e espécies estudadas.
Um exemplo foi o acréscimo de dados sobre 967 populações de 295 novas espécies, além da atualização de dados referentes a 669 populações no relatório atual, em comparação com a última publicação, de 2024.
Por outro lado, foram analisados indicadores adicionais que trazem outros aspectos que reforçam a ocorrência do declínio da biodiversidade em escala global. São eles as mudanças no risco de extinção e na própria extinção de espécies, além de transformações na integridade da biodiversidade.
Impactos
A análise de todos esses aspectos demonstra como a perda de populações de espécies se traduzem em ameaças à estabilidade econômica, à segurança geopolítica e ao bem-estar humano.
“A estrutura da vida que sustenta a nossa prosperidade está se desfazendo a um ritmo sem precedentes, impulsionando o aumento da desigualdade”, destaca o relatório.
Cerca de US$ 58 trilhões do PIB global de 2023 tiveram origem em trabalhos que dependem de alguma forma da natureza e que são impactados diretamente por essa diminuição das populações de espécies.
Conservação
Por outro lado, o relatório aponta que a humanidade já conhece os caminhos para uma mudança transformadora, capaz de frear e até reverter esse declínio.
Os esforços de conservação também resultaram na estabilidade ou crescimento de metade das populações monitoradas pelo Índice Planeta Vivo.
No Brasil, por exemplo, a população de onças pintadas na Mata Atlântica cresceu 280%, de 2019 a 2025, após uma ação coordenada com vários parceiros: governo, terceiro setor e produtores locais.
No aspecto global, em 2025, a tartaruga-verde tornou-se a primeira tartaruga marinha a passar de Ameaçada para Pouco Preocupante, após 50 anos de trabalho em mais de 80 países de desova.
Para a especialista em Conservação do WWF-Brasil, Helga Correa, os exemplos de recuperação apresentados pelo relatório mostram que o declínio da natureza não é inevitável. E o Brasil tem condições de reverter as perdas ocorridas em seu território.
“Isso exige ações de conservação contínuas e em escala, com proteção e restauração dos ecossistemas e enfrentamento das causas da perda de biodiversidade”, diz.
Líderes globais voltam a debater caminhos para implementação mais rápida de ações e investimentos durante a Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17) no dia 19 de outubro, em Yerevan, na Armênia.
Ponto de inflexão positivo
Como contribuição para os debates, o relatório propõe o conceito de ponto de inflexão positivo. Apresentado em uma pesquisa da Universidade de Exeter, na Inglaterra, o conceito se refere ao momento em que um sistema passa para uma condição melhor e a mudança começa a se reforçar, tornando-se mais rápida, mais barata e mais difícil de ser revertida.
“A possibilidade de construir um futuro diferente está diminuindo, mas continua aberta. Transformar sistemas complexos na velocidade e na escala necessárias não será fácil. Ao desencadear pontos de inflexão positivos, porém, isso pode acontecer mais rapidamente do que imaginamos”, conclui Daudi Sumba, diretor de conservação do WWF Internacional.
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