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Assédio sexual: coronel acusado por seis militares da FAB é absolvido

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Justiça Militar absolveu coronel da Aeronáutica acusado de cometer assédio sexual contra seis integrantes da força aérea. MP vai recorrer

Igo Estrela/Metrópoles

A Justiça Militar, por meio da 2ª Auditoria da 11ª Circunscrição Judiciária Militar (11ª CJM), absolveu José Arnaldo do Nascimento, coronel da reserva da Força Aérea Brasileira (FAB) acusado de assediar sexualmente seis integrantes temporárias da Aeronáutica em Brasília. A sentença foi proferida nessa quinta-feira (18/4).

Para a maioria do conselho da 2ª Auditoria da 11ª CJM, não houve provas suficientes necessárias à condenação do coronel. No entanto, o Ministério Público Militar (MPM) informou que vai recorrer da decisão e levar o caso ao Superior Tribunal Militar (STM).

Denúncias

Em setembro de 2018, uma tenente da FAB procurou a Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), e relatou ter sido assediada por José Arnaldo. À época, ele chefiava o Grupamento de Apoio do Distrito Federal (GAP-DF).

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“Na condição de superior hierárquico das seis ofendidas militares, [o coronel] aproveitava-se de apertos de mão com carícias, elogios sobre a beleza das vítimas, abraços apertados, ajuste das tarjetas de identificação destas, tocando-lhes de maneira insidiosa os seios, entre outras práticas, para constrangê-las ao ponto de as vítimas se manterem em silêncio, sem reação e constantemente atentas às futuras ações do denunciado”, destacou a acusação do MPM.

“Mão na coxa”

José Arnaldo também teria poder de opinar pela não renovação do serviço militar de algumas das vítimas, que atuavam como funcionárias temporárias, segundo o processo.

A denúncia do Ministério Público Militar acrescentou que o acusado “agiu de maneira despudorada ao irrogar palavras inapropriadas (elogios quanto à beleza) para algumas mulheres militares do batalhão, além de solicitar-lhes abraços inconvenientes, apertos de mãos diferenciados e ‘pegajosos’, toques no queixo, nos braços, nos seios com a desculpa de ‘ajeitar’ a tarjeta de identificação de, pelo menos, duas das militares ofendidas, além de colocar sua mão na coxa de uma militar após uma carona, tudo com o intuito de satisfazer sua lascívia, prevalecendo-se de sua autoridade”.

Ação penal

A denúncia inicial, apresentada em 2021, foi rejeitada pelo juiz Alexandre Augusto Quintas, da 2ª Auditoria da 11ª CJM, que considerou não haver menção a ameaças, tácitas ou implícitas, dirigidas às vítimas pelo acusado. No entanto, o ministro-relator do processo pediu pela abertura de ação penal contra o coronel.

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Metrópoles tenta contato com a defesa de José Arnaldo. Nas peças do processo, a defesa do oficial negou as acusações e afirmou que os depoimentos das vítimas não estavam embasados em “provas” ou “evidências reais”.

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Policiais

Portal do CRMB disponibiliza acesso à Delegacia Eletrônica para registro de ocorrência

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Atendimento inclui acolhimento e orientação sobre os serviços disponíveis na rede de proteção

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Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira

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Mulheres que precisam registrar ocorrência de violência doméstica podem acessar a Delegacia Eletrônica por meio de link disponibilizado no portal do Centro de Referência da Mulher Brasileira (CRMB).

O serviço permite realizar o registro de ocorrência de forma online, sem a necessidade de comparecimento presencial para iniciar o procedimento. Nas unidades do CRMB, as mulheres também podem receber orientação e apoio para acessar a plataforma durante o atendimento, sempre respeitando sua autonomia, sua decisão e as especificidades de cada situação.

O atendimento oferecido pelo CRMB inclui acolhimento e orientação sobre os serviços disponíveis na rede de proteção. Quando necessário e de acordo com a decisão da mulher, a equipe pode prestar suporte para o acesso à Delegacia Eletrônica e a outros mecanismos de proteção.

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O CRMB não substitui a atuação da Polícia Civil e não realiza o registro da ocorrência em nome da mulher. O papel da equipe é orientar e apoiar o acesso aos serviços disponíveis, inclusive para o registro da ocorrência e, quando cabível, a solicitação de medidas protetivas de urgência.

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A possibilidade de receber orientação durante o atendimento busca auxiliar mulheres que enfrentam dificuldades para acessar os serviços, têm dúvidas sobre os procedimentos ou precisam de apoio para utilizar as ferramentas disponíveis.

O registro realizado pela Delegacia Eletrônica é encaminhado para análise e os procedimentos cabíveis pela Polícia Civil.

 

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