Esporte
Paris-2024: veja mais sobre a maratona aquática em Jogos Olímpicos
Ana Marcela Cunha conquistou a medalha de ouro na maratona aquática em Tóqui-2020 (Foto: Jonne Roriz/COB)
Diferentemente das outras provas da natação, que ocorrem em piscinas fechadas, a maratona aquática acontece em espaços abertos, podendo ser em rios, lagos ou até mesmo no mar.
Em Jogos Olímpicos, a maratona é disputada em uma prova de 10km, em um percurso que demora cerca de duas horas para ser finalizado.
Maratona aquática em olímpiada
A maratona aquática foi incluída no cronograma olímpico nos Jogos de Pequim-2008, tanto no masculino, quanto no feminino. Assim como na maratona de corrida, a aquática ocorre em apenas uma prova, sem necessidade de eliminatórias durante o torneio.
Com um histórico curto de disputa, o esporte distribuiu apenas 24 medalhas no total, 12 no feminino e 12 no masculino.
Com três medalhas de ouro, duas no masculino e uma no feminino, os Países Baixos possuem a delegação mais vencedora da categoria em Jogos Olímpicos.
No masculino, apenas o alemão Thomas Lurz conquistou duas medalhas olímpicas, a prata em Londres-2012 e o bronze em Pequim-2008. Já no feminino a holandesa Sharon van Rouwendaal conquistou o ouro em Rio-2016 e a prata em Tóquio-2020.
Maratona aquática em Paris-2024
Indo para sua 5ª aparição em Jogos Olímpicos, a maratona aquática poderá ter problemas para ocorrer na próxima Olimpíada. A prova, que está prevista para acontecer no Rio Sena, depende de uma série de questões relacionadas à qualidade da água e do clima para ser concretizada.
Para que a prova ocorra, a diretriz europeia e federações estabelecem limites máximos de concentração de duas bactérias nas águas do local escolhido.
Em abril deste ano, o presidente do Comitê Organizador de Paris-2024 alertou que as amostras colhidas durante seis meses apresentaram resultados “alarmantes”, que colocam em risco a execução da prova, ao menos durante a data estabelecida.
Caso esteja tudo em ordem, e a prova da maratona aquática possa ser realizada, ela deverá acontecer nos dias 8 (feminino) e 9 (masculino) de agosto. A prova começará no rio Sena e passará pela Ponte Alexandre III, localizada entre o Grand Palais e o Les Invalides.
Ao todo, 44 atletas, 22 no feminino e 22 no masculino estarão na disputa da maratona aquática em Paris-2024.Cada país pode ter no máximo dois atletas por gênero.
Para se classificar, os nadadores e nadadoras disputaram o Mundial de Fukuoka (Japão) em 2023. De lá, 3 vagas nominais em cada gênero foram alcançadas.
As demais cotas foram distribuídas no Mundial de Doha. Os 13 melhores de cada gênero conseguiram vaga para o país. Além deles, 5 atletas de cada naipe conseguiram vaga através da representação continental. O país sede recebe uma vaga no masculino e uma no feminino.
Maratona aquática brasileira
O Brasil estreou na maratona aquática em sua terceira edição, nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016.
Logo na estreia o Brasil já conquistou medalha. A nadadora Poliana Okimoto terminou a prova na terceira colocação e levou pra casa a medalha de bronze.
Já em Tóquio-2020 a delegação brasileira conseguiu seu melhor resultado na modalidade. Depois de uma série de conquistas em Campeonatos Mundiais, a brasileira Ana Marcela Cunha, uma das mais vencedoras em maratonas aquáticas da história, terminou a prova na primeira colocação, conquistando a medalha de ouro na modalidade.
Para Paris-2024, o Brasil espera seguir conquistando medalhas e novamente contará Ana Marcela Cunha para a disputa. Além dela, Viviane Jungblut também conseguiu a classificação e estará na próxima Olimpíada. No masculino o Brasil não terá representantes.
Esporte
Estreante, Cruzeiro será 15º brasileiro na Libertadores Feminina
Bicampeão da Libertadores entre os homens, o Cruzeiro chega à versão feminina do maior torneio do continente pela primeira vez. A estreia será nesta sexta-feira (16), às 21h (horário de Brasília), contra a LDU, dona da casa – a competição ocorre em Quito, capital equatoriana.
O Estádio Casa Blanca, palco da partida, é justamente onde o adversário das Cabulosas manda os jogos. O Bolívar (Bolívia) e o Olimpia (Paraguai) também integram o Grupo C.
Classificada à Libertadores pelo vice do Campeonato Brasileiro do ano passado, a Raposa chega ao torneio com vários desfalques por contusão. Caso das zagueiras Tainara e Paloma Maciel, a meia Gaby Soares e as atacantes Ravenna e Millene, regularmente utilizadas pelo técnico Jonas Urias, que se recuperam de lesões de ligamento cruzado anterior (LCA) do joelho.
A última baixa foi a goleira Cláudia, que lesionou a coxa direita. Para substitui-la, o time celeste foi atrás de Taluane, do América-MG, e conseguiu inclui-la na lista definitiva que foi enviada à Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). A primeira opção da posição deve ser Camila Rodrigues, que iniciou a temporada como titular.
Por outro lado, a atacante Letícia Ferreira voltou a ficar à disposição após se recuperar de uma cirurgia no ombro direito que a tirou dos gramados por dois meses. Em 2025, a jogadora foi a artilheira cruzeirense na temporada, com 27 gols.
O Cruzeiro é o 15º clube brasileiro a participar da Libertadores Feminina em 18 edições. Cinco times do país já venceram a competição, com destaque para o Corinthians, atual tricampeão e dono de seis títulos – um deles em parceria com o Audax. São José (três), Santos, Ferroviária (ambos dois) e Palmeiras (um) também levantaram a principal taça do continente.
O futebol paulista é o que mais teve representantes: oito (Corinthians, Audax, São José, Santos, Ferroviária, Palmeiras, Centro Olímpico e São Paulo). O Cruzeiro é o primeiro de Minas Gerais a participar.
Mais seis estados já contaram com equipes na competição: Amazonas (Iranduba), Paraná (Foz Cataratas), Pernambuco (Vitória das Tabocas), Rio de Janeiro (CEPE/Duque de Caxias), Rio Grande do Sul (Internacional) e Santa Catarina (Avaí/Kindermann). Entre eles, Foz (2012) e Iranduba (2018) até chegaram perto do título, mas ficaram com o vice para Colo-Colo (Chile) e Atlético Huila (Colômbia), respectivamente.
Palestrinas largam com vitória
Campeão em 2022, o Palmeiras estreou na noite da última quinta-feira (15) na edição deste ano da Libertadores. As Palestrinas iniciaram a busca pelo segundo título com uma vitória magra sobre o Universitario (Peru), por 1 a 0, no Estádio Banco Guayaquil.
Líder do Grupo B com três pontos, o Verdão volta a campo no domingo (18), às 17h, para encarar o Belgrano (Argentina), novamente no Banco Guayaquil. Mais cedo na quinta, as argentinas empataram por 1 a 1 com outro anfitrião, o Dragonas, time feminino do Independiente del Valle. Ambos somam um ponto.
A técnica Rosana Augusto preservou as jogadoras do Palmeiras que estavam com a seleção brasileira nos jogos contra a Argentina. A lateral Raíssa Bahia e as atacantes Bia Zaneratto e Taina Maranhão iniciaram o confronto no banco. As Palestrinas já estão sem a goleira Kate Tapia – ausente por “questões disciplinares” – e a lateral Ana Guzmán, que rompeu o LCA do joelho direito pela Colômbia em amistoso na última terça-feira (13).
O Verdão não teve dificuldades para controlar o jogo, mas desperdiçou oportunidades de construir uma vantagem robusta. Mesmo assim, não demorou a sair na frente com Brena, aos 15 minutos.
A volante foi lançada na esquerda pela meia Andressinha e, de primeira, deixou Emily Assis na cara do gol. A lateral bateu na saída da goleira Mia Shalit, que fez boa defesa, mas a sobra ficou justamente com Brena, que mandou para as redes.
As Palestrinas poderiam ter ampliado aos 24. A atacante Gláucia abriu na esquerda com Brena. Impedida, ela cruzou para a volante Diany completar de carrinho para o gol. Após a revisão da arbitragem de vídeo, o lance foi anulado.
O ritmo do jogo caiu sensivelmente a partir da reta final do primeiro tempo devido aos 2.850 metros da altitude de Quito. A lateral Milagros Rolón, do Universitario, chegou a passar mal por causa da falta de ar e precisou ser atendida com cilindros de oxigênio, tendo que ser substituída aos 39 minutos.
Assim como na etapa inicial, o segundo tempo foi de chances perdidas pelo time brasileiro, boa parte delas graças a defesas de Shalit. Aos 23 minutos, a zagueira Pati Maldaner cobrou um pênalti na mesma trave esquerda que, nos acréscimos, salvou as peruanas em um chute de fora da área da volante Duda Santos.
País domina torneio com 14 títulos, de cinco times, em 17 edições
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