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Politica

Primeira-Dama entrega 100 computadores Reciclotech ao IgesDF

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Entrega inicial faz parte de uma doação total de 300 unidades para fortalecer a infraestrutura tecnológica da saúde pública
Por: Luciane Paz
Fotos Davidyson Damasceno
Nesta terça-feira (25), no Hospital de Base (HBDF), a primeira-dama Mayara Noronha entregou 100 dos 300 computadores Reciclotech, anunciados anteriormente em cerimônia no Palácio do Buriti. A doação foi destinada ao Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF), que atualmente, administra o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria (HRSM), o Hospital Cidade do Sol (HSol) e as 13 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) do Distrito Federal.
Na ocasião, estavam presentes representantes do IgesDF, gabinete do governador, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do DF (SECTI) e da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF).
 A primeira-dama Mayara Noronha, explicou que os computadores entregues fazem parte do programa Reciclotech, uma iniciativa da Organização “Programando o Futuro” da SECTI e da FAPDF. “São 300 computadores que irão repercutir na melhoria do monitoramento e tecnologia do Instituto, como no caso do painel fila da UPAs, onde os pacientes conseguem pesquisar qual a unidade de pronto atendimento mais próxima e com o menor tempo de espera”, destaca.
 O diretor-presidente do IgesDF, Juracy Cavalcante Lacerda Jr., enfatizou que a tecnologia e inovação são pilares da governança clínica, modelo do plano de trabalho do Instituto para aprimorar processos e estratégias e melhorar a qualidade do atendimento aos pacientes.
Ele também ressaltou a importância dos novos computadores para fortalecer a infraestrutura tecnológica do IgesDF e mencionou: “O painel de fila das Upas ficou em segundo lugar na categoria ‘Case de Sucesso’ no prêmio CIO Brasil GOV 2024. Este reconhecimento é motivo de orgulho para o Instituto. Quatro secretarias estaduais ( Bahia, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo) já demonstraram interesse em replicar essa tecnologia”.
 Mayara Noronha também visitou a central de monitoramento do Instituto para entender na prática como os novos computadores serão utilizados. Conheceu também, o portal de indicadores do IgesDF, que contêm os painéis sobre perfil epidemiológico, filas das UPAs, ouvidoria, monitoramento da dengue, gestão de leitos e emendas parlamentares. “Esses computadores chegam para socorrer a população. É a junção da sustentabilidade voltada para o atendimento”, afirma a primeira-dama.
Segundo o superintendente de Tecnologia da Informação e Conectividade em Saúde, Deiton Silva, os novos computadores atenderão o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria e as unidades administrativas do Instituto – Ucad e PO700.
Sobre o Reciclotech
O Reciclotech tem como objetivos a capacitação profissional de jovens e adultos com cursos de informática básica, manutenção de computadores, robótica e reciclagem de resíduos sólidos. O programa transforma resíduos em insumos, contribuindo para a redução dos impactos ambientais.
O projeto inclui a recuperação de eletroeletrônicos danificados através da limpeza, substituição de peças e pequenos reparos, além de promover a educação ambiental por meio de processos de reciclagem, que transformam descartes em novos produtos.
“O Reciclotech recebe pilhas, computadores, tablets, celulares velhos, aparelhos eletrônicos que não tem mais uso. Você acha que é lixo, mas ele se transforma em mecanismos para a população”, finalizou Mayara.
P.S: Na foto com a equipe da esquerda para a direita o superintendente de Tecnologia da Informação e Conectividade em Saúde do IgesDF, Deiton Silva, o superintendente do Hospital de Base do DF, Guilherme Porfírio, o diretor-presidente do IgesDF, Juracy Cavalcante Lacerda Jr., a primeira-dama Mayara Noronha e Alexandre Villain, secretário executivo da SECTI.
Crédito: Arte Divulgação SECTI
Assessoria de Comunicação

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Politica

Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita

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Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.

Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.

O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.

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Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.

Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.

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A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.

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Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).

Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.

Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.

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Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.

O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.

Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.

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FONTE:

sul21.com.br

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Por Pedro Stahnke

As sete deputadas estaduais eleitas pelo PL: à esquerda, Adri Cherini; no topo, Kelly Moraes, Adriana Lara e Vanice de Matos; abaixo, Comandante Nádia, Daiane Mello e Ali Klemt | Fotos: Facebook Adri Cherini/Reprodução; Facebook Kelly Moraes/Reprodução; Facebook Adriana Lara/Reprodução; Facebook Vanice de Matos/ Reprodução; Lucas Orso/CMPA; Facebook Daiane Mello/Reprodução; e PL/Reprodução.
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