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Politica

Comitê de Proteção à Mulher será inaugurado em Ceilândia nesta quinta-feira

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Fotos: Agência Brasília

Ceilândia ganhará um novo espaço de acolhimento para mulheres com a inauguração do Comitê de Proteção à Mulher, segunda unidade no Distrito Federal. O evento será nesta quinta-feira (4), a partir das 9h, na administração regional da cidade.

A unidade, sob a responsabilidade da Secretaria da Mulher do Distrito Federal, tem como principal objetivo a proteção e promoção dos direitos das mulheres em situação de violência doméstica e familiar, proporcionando um atendimento acolhedor e direcionado para aquelas cujos direitos estão ameaçados ou violados.

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A criação dos comitês foi aprovada pela Lei nº 7.266/2023, de autoria da deputada Doutora Jane (MDB), e sancionada pelo governador Ibaneis Rocha.

“Desde quando eu era delegada da PCDF, percebia a necessidade de um equipamento público que pudesse ser o apoio das mulheres para todas as políticas públicas que o Distrito Federal já oferece. O objetivo é que os comitês sejam referência para as mulheres, assim como são hoje os Conselhos Tutelares. Nessas unidades, ela terá a certeza do acolhimento total e orientação sobre todas suas necessidades”, destaca a deputada.

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A primeira unidade foi inaugurada em março, na administração do Itapoã, e atende mulheres com o apoio em casos de violência, orientação para uso das políticas públicas assistenciais e encaminhamento para cursos de capacitação.

A lei estabelece a criação de pelo menos um comitê em cada região administrativa do DF. Lago Norte, Estrutural, Águas Claras, Santa Maria e Sobradinho são as próximas cidades a receberem novos espaços de proteção à mulher.

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*Com informações da Secretaria da Mulher do DF

Fonte: Ascom Deputara Dra. Jane

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Educação

Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política

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Agressor faz ofensas de cunho religioso em grupo de WhatsApp
Iara Balduino – repórter da Agência Brasil

“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.

A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.

O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.

Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.

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“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.

Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.

Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.

Violência nas escolas

Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.

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As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.

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