Politica
RA de Ceilândia ganha a segunda unidade do novo equipamento público de responsabilidade da Secretaria da Mulher do DF
“Fui para a CLDF para fazer isso”, diz Doutora Jane ao inaugurar mais um Comitê de Proteção à Mulher“Essa foi minha primeira lei aprovada e hoje está sendo regulamentada. É um sentimento que não tem como explicar. Eu fui pra a CLDF para fazer isso”, disse, emocionada, a deputada Doutora Jane, ao inaugurar mais uma unidade do Comitê de Proteção à Mulher no Distrito Federal.
A Região Administrativa de Ceilândia ganhou, nesta quinta-feira (04), a segunda unidade do novo equipamento público, de responsabilidade da Secretaria da Mulher do Distrito Federal. O comitê, instalado na administração, tem como principal objetivo a proteção e promoção dos direitos da mulher em situação de violência doméstica e familiar.
“Essa é uma política pública capitaneada pelo governador Ibaneis e nossa vice-governadora Celina Leão com muito cuidado. Essa política não é só da mulher. É da sociedade. Os homens precisam ouvir o que temos a dizer e nos fortalecer pra que a gente consiga vencer os diversos obstáculos, o maior deles é a violência doméstica”, destacou a deputada.
A deputada lembrou que a lei prevê a instalação de um comitê em cada região administrativa. “Nosso desejo é que, antes do final do mandato, tenhamos um comitê em cada região”.

Acolhimento
“A legislação da Jane trouxe o que achávamos que era principal. Trazer o poder público para orientar a mulher. Eu quero que o Distrito Federal seja o melhor estado pra se nascer mulher”, afirmou a governadora em exercício, Celina Leão.
A unidade é a segunda inaugurada no Distrito Federal – a primeira está instalada na Administração Regional do Itapoã. O comitê contará com profissionais capacitados para atender as mulheres, familiares e pessoas dispostas a denunciar situações de violência doméstica.
Entre os objetivos da nova unidade, está criar uma ponte entre as mulheres em situação de vulnerabilidade e os programas e projetos realizados pela pasta, além de incentivar as denúncias
Fonte: Ascom Deputada Dra. Jane
Educação
Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política
“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.
A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.
O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.
Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.
“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.
Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.
Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.
Violência nas escolas
Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.
As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.
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