Politica
Doutora Jane realiza sessão solene para debater o combate à violência doméstica e a integração de políticas afirmativas
O enfrentamento da violência doméstica e a integração de políticas afirmativas estarão em debate durante sessão solene realizada, nesta sexta-feira (22), pela deputada distrital Doutora Jane (MDB). O evento faz parte dos desdobramentos da Frente Parlamentar de Combate ao Feminicídio.
De acordo com a deputada, será um momento para fortalecer ações e discutir avanços na proteção das mulheres. “As políticas públicas específicas visam a proteção das vítimas. Além disso, promovem campanhas educativas e de conscientização, essenciais para a mudança cultural e a erradicação da violência de gênero”, afirma a deputada.
A deputada destaca ainda que a integração das políticas afirmativas é muito importante, pois “visa garantir a equidade de gênero e a inclusão plena das mulheres em todas as esferas da vida pública e privada. As políticas afirmativas buscam corrigir desigualdades históricas e proporcionar às mulheres as mesmas oportunidades e direitos que os homens, promovendo um ambiente de justiça e igualdade”, finaliza.
Entre os convidados da sessão solene estão representantes de entidades, de organizações sociais, de instituições, de órgãos do Governo do Distrito Federal e da sociedade civil.
A sessão solene terá início às 10 horas desta sexta-feira (22), no Plenário da Câmara Legislativa do Distrito Federal.
Fonte: Ascom Dra. Jane
Educação
Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política
“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.
A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.
O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.
Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.
“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.
Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.
Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.
Violência nas escolas
Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.
As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.
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