Politica
Câmara Legislativa irá receber a 21ª edição do Desfile Beleza Negra – DBN
“É de extrema importância e relevância pra comunidade negra a realização desse evento, pois nosso objetivo é reforçar a presença do povo preto nos lugares de poder do país e fora dele também. Me sinto honrada pelo convite pois é algo que, como estilista, gostaria de fazer há bastante tempo!”, diz Carol.
Foto: Divulgação
CLDF fecha Mês da Consciência Negra com desfile inspirado no afrofuturismo


Na tarde desta sexta-feira (29), a Câmara Legislativa irá receber a 21ª edição do Desfile Beleza Negra – DBN. O evento, que terá início às 17h, na Praça do Servidor, irá celebrar a diversidade, a identidade e a resistência da cultura afro com o tema Afropunk.
Realizado com o suporte da Secretaria de Cultura, o desfile também conta com o apoio da deputada Dra. Jane (MDB), que se declara como defensora das causas de igualdade racial e de gênero, além da valorização dos direitos das mulheres.
“O Desfile Beleza Negra marca nossa presença também na moda. Reforça nosso debate sobre a consciência negra e amplia nossa voz. Esse desfile é a desconstrução de vários mitos sobre o padrão estético de beleza imposto por muitos”, defende a parlamentar.
O desfile apresenta criações exclusivas da estilista Carol Montelo, fundadora do Ateliê Flor do Rock, que começou sua trajetória confeccionando máscaras de tecido no início da pandemia. Com o tempo, Carol atendeu à demanda por roupas que valorizassem todos os corpos, especialmente os curvilíneos, trazendo um estilo alternativo inspirado pelo rock n’ roll.
Hoje, o ateliê se destaca com o lema: “Moda sob medida. Estilo para todos os corpos!”. Carol já vestiu personalidades de destaque, como Juliana Jacinto, idealizadora do Capital Moto Week, e entregou uma peça de presente à cantora Pitty, que a usou durante um festival. A estilista também tem parcerias importantes, como com Ludmila, da marca Use Loud, com quem realizou o styling da banda Rock Beats para o programa Altas Horas e o Prêmio Multishow.
A produção de moda será conduzida e assinada por Raoni Vieira, compondo um desfile forte e inovador que contará com 32 modelos.
Além dos apoios institucionais, o evento recebe o auxílio da Associação do Polo de Roupas Íntimas de Sobradinho (PRIS), uma organização sem fins lucrativos que promove a inclusão social e a transformação de vidas em vulnerabilidade. Por meio de projetos multidisciplinares, a PRIS oferece cursos de formação, oficinas culturais e programas de saúde preventiva, fortalecendo a cidadania e a autonomia.
“O DBN oferece a abertura de mais espaços para as pessoas negras, além de um trabalho de resgate da autoestima de muitas pessoas que passam pela passarela. Conheço o projeto desde sua primeira edição, há mais de dez anos, e sei da importância que ele tem para a sociedade. Portanto, faço questão de apoiar essa iniciativa tão necessária”, relata Jane.
Vinícius Vicente (estagiário) – Agência CLDF
Educação
Aluno é ameaçado de morte no DF por opção política
“Eu juro que amanhã se você for para a escola você não volta vivo”. Essa foi a mensagem de áudio que Felipe* (nome fictício), de 17 anos, recebeu em um grupo de WhatsApp de estudantes da turma dele em uma escola no Distrito Federal.
A ameaça ocorreu ainda durante a apuração dos votos da eleição presidencial, quando o candidato Luiz Inácio Lula da Silva passou à frente. Nos áudios, os quais a Agência Brasil teve acesso, antes da ameaça de morte, o agressor fala: “você votou foi no Lula, seu esquerdista desgraçado”.
O mesmo estudante também escreveu no grupo que se o candidato Flávio Bolsonaro perdesse ele iria espancar outros cinco colegas. E completa: “só na faca”. Outro adolescente curte as mensagens e manda figurinhas de risadas. Além das ameaças, o agressor também profere mensagens de intolerância religiosa contra os colegas.
Felipe é um adolescente transgênero e segundo a mãe, Aline* (nome fictício), ele nunca sofreu transfobia na escola. Por isso, eles se espantaram com as mensagens de ódio por questões políticas.
“A ideologia está afetando o discernimento dos jovens. Os adultos não conseguem lidar com as frustrações e ficam violentos e os jovens acabam absorvendo isso, transformam também a frustração em ódio”, disse.
Aline também contou que, por causa das agressões, Felipe passou a semana toda sem ir à escola. E ainda teme voltar na segunda-feira. E que, mesmo diantes de fatos tão graves, os dois ainda não fizeram boletim de ocorrência por medo de que o adolescente seja exposto ou sofra retaliações.
Segundo Aline, a diretora da escola informou que o aluno que mandou os áudios e mensagens foi transferido de escola e o que concordou com as mensagens, suspenso por quatro dias.
Violência nas escolas
Na última semana, uma série de casos de violência contra crianças e adolescentes relacionados à opções políticas dos jovens ou dos pais têm sido relatadas nas redes sociais.
As agressões vão desde ofensas verbais e chacota até agressões físicas e ameaças de morte.
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