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Politica

IgesDF promove treinamento sobre oratória com especialista em inteligência emocional

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Evento inclui dinâmicas práticas e reforça a importância da comunicação eficiente no ambiente profissional
Por Pollyana Cabral
Fotos: Marcus Vieira / IgesDF
Na manhã desta quarta-feira (04), o IgesDF realizou o 3º Encontro do Programa de Desenvolvimento de Lideranças (PDL), reunindo colaboradores para uma experiência prática e enriquecedora sobre a importância da oratória. O evento contou com a participação do professor Mendes Silva, especialista em inteligência emocional, oratória, desenvolvimento comportamental e diretor pedagógico da Vox2You, com mais de 20 anos de experiência na área.
Logo no início, Mendes Silva conduziu uma dinâmica prática de respiração e entonação de voz, criando um ambiente descontraído e interativo para os participantes. Em seguida, ele apresentou conceitos fundamentais sobre a arte de falar bem em público, destacando a importância de uma comunicação clara, assertiva e eficiente em qualquer ambiente profissional.
Durante sua palestra, Mendes explicou que a oratória não é um dom natural, mas um conjunto de técnicas que pode ser aprendido e aprimorado com prática. Ele compartilhou sua própria trajetória, ilustrando como a habilidade de se comunicar transformou sua vida pessoal e profissional.
“A oratória transformou a minha vida. Era impensável eu falar em público por conta da minha insegurança e nervosismo. Hoje, sou capaz de ensinar o que aprendi e mostrar que todos podem desenvolver essa habilidade. Quando aprendemos a comunicar, nos tornamos mais confiantes e persuasivos”, destacou o orador.
Ele também desafiou os participantes com um exercício prático sobre como diferentes canais de comunicação (palavras, tom de voz e linguagem corporal) impactam na transmissão de uma mensagem, reforçando a importância da consciência sobre cada um desses elementos.
Um dos destaques do treinamento foi a abordagem da Comunicação Não Violenta (CNV), um método que promove interações empáticas e respeitosas, reduzindo conflitos e fomentando a compreensão mútua. Através da oratória, os gestores são incentivados a substituir a comunicação agressiva por uma abordagem mais construtiva, praticando técnicas que aprimoram o tom de voz, a entonação e a clareza da mensagem.“A questão da entonação da voz, o tom que você fala, a mensagem que você quer transmitir, isso é muito voltado para a Comunicação Não Violenta (CNV) dos gestores”, explicou Mendes.
A CNV se mostrou essencial no desenvolvimento das lideranças, reforçando a importância de equilibrar palavras e emoções para gerar impacto positivo nas interações profissionais.
Mendes também abordou a comunicação não verbal, que, segundo estudos, compõe 55% de toda mensagem transmitida, enquanto o tom de voz representa 38% e as palavras apenas 7%. Esses números reforçam a relevância de uma postura confiante, gestos adequados e expressões faciais alinhadas ao discurso.
“A comunicação não é apenas falar, mas como falamos e nos apresentamos. O domínio desses elementos nos diferencia e nos torna líderes mais preparados para engajar e inspirar pessoas”, afirmou Mendes.
Os participantes do encontro ficaram entusiasmados com a experiência e reconheceram os benefícios de desenvolver habilidades de oratória. Para a analista de Recursos Humanos do Instituto, Patrícia Carvalho, o treinamento trouxe percepções valiosas. “Esse é o primeiro evento que participo, e está sendo muito gratificante. Estamos aprendendo bastante. Para todos os colaboradores, o benefício é realmente se comunicar melhor, de forma objetiva e assertiva.”
Já o analista do Núcleo de Gestão de Carreira, Luan Cauê Moreira, destacou como a oratória pode influenciar o desempenho profissional. “Na nossa área, lidamos muito com apresentações e relatórios. A oratória nos ajuda a ter uma comunicação mais clara e eficiente, o que é essencial tanto para nosso crescimento profissional quanto para nossa atuação no dia a dia.”
Ao final do encontro, Mendes celebrou o engajamento do grupo e destacou os benefícios que cada participante poderá levar para a vida profissional. “Estou muito satisfeito com o desempenho de todos os participantes aqui do evento. A plateia se mostrou muito interessada, todos participaram. Arranquei vários sorrisos aqui, percebi o pessoal muito interessado, muito comprometido em melhorar o desempenho. A palestra foi muito focada em técnicas iniciais de oratória, mas voltadas também para a comunicação não violenta. Então, ali, todos os participantes vão conseguir tirar proveito dessas técnicas, melhorando seu desempenho na comunicação assertiva no seu dia a dia.”
Seja em apresentações formais, reuniões ou interações do dia a dia, a oratória é uma ferramenta indispensável para quem deseja se destacar profissionalmente e contribuir para um ambiente organizacional mais produtivo e harmonioso.
Assessoria de Comunicação

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Cientista política analisa uso da pauta feminina nas eleições pela direita

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Das 16 mulheres que tomam posse em fevereiro de 2027, sete são do Partido Liberal (PL) de Zucco; esquerda terá somente quatro cadeiras femininas.

Pelo terceiro pleito eleitoral seguido, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) bateu o recorde de ocupação feminina. Foram 16 as mulheres escolhidas pelo povo gaúcho para representá-las na casa do Poder Legislativo, superando as onze eleitas em 2022. Desta vez, no entanto, a representatividade feminina seguiu os rumos da eleição nacional e migrou ainda mais para a direita.

O Partido Liberal (PL) foi o mais beneficiado pelas urnas: reelegeu as suas duas deputadas, Kelly Moraes e Adriana Lara, e elegeu outras cinco candidatas: Adri Cherini, Comandante Nádia, Vanice de Matos, Daiane Mello e Ali Klemt.

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Além disso, dentre as quatro candidatas mulheres mais votadas, três são do partido do governador eleito Luciano Zucco. Adri Cherini (PL) foi a deputada estadual mais votada não somente entre as mulheres, mas entre todos os 56 candidatos eleitos. Somente em outros três pleitos a corrida ao Palácio Farroupilha foi protagonizada por uma mulher: em 1966, com Teresinha Chaise (MDB); em 2010, com Silvana Covatti (PP); e em 2014 com Manuela d’Ávila (PCdoB). Já Comandante Nádia (PL) e Kelly Moraes (PL), conquistaram respectivamente os terceiro e quarto lugares entre as mulheres. Luciana Genro (PSOL), terceira colocada geral, foi a segunda mulher mais votada.

Apesar de ter acompanhado o crescimento da extrema direita a nível nacional, o resultado eleitoral no Rio Grande do Sul é ainda mais expressivo em relação às mulheres, aponta Teresa Sacchet, cientista política e professora da UFRGS. Enquanto somente 15,7% dos 121 deputados eleitos pelo PL à Câmara são mulheres, as deputadas estaduais do PL gaúcho somam 58% da bancada do partido. Dos doze concorrentes eleitos pelo partido à ALRS, sete são mulheres.

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A dominância deste campo político também é favorecida pela retração do lado oposto. Se na atual legislatura são sete as deputadas estaduais de direita e cinco as de esquerda – Zilá Breitenbach (PSDB) assumiu como suplente após a perda do mandato do deputado Professor Bonatto (PSD), totalizando doze mulheres na ALRS em 2026 – a partir do ano que vem, serão doze de direita e somente quatro de esquerda.

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Além de Luciana Genro (PSOL), representarão a esquerda as deputadas estaduais eleitas Natasha (PT), Karen Santos (PSOL) e Sofia Cavedon (PT). As cinco demais candidatas de direita são Delegada Nadine (PSD), Ronize Damassini (PP), Delegada Ana Tarouco (PSD), Nicole Weber Covatti (PP) e Bruna Molz (Podemos).

Sacchet observa que a eleição de deputadas mulheres à Assembleia Legislativa representa por si só um aspecto democratizante, já que o poder legislativo passa a ter uma composição mais próxima àquela verificada socialmente. “Algumas pesquisas demonstram que as políticas mulheres têm uma probabilidade maior de defender os interesses das suas iguais em comparação aos homens”, comenta a cientista política.

Por outro lado, esse fator nem sempre beneficia grupos minoritários da população, indica Sacchet. “A gente vê que tem mulheres que se opõem a algumas agendas que foram conquistadas às custas de muita luta do movimento feminista, de mulheres parlamentares. Quando isso acontece, a voz delas é mais facilmente ouvida, tem mais força. De alguma forma, acabam fazendo um desserviço para a causa”, diz.

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Somadas, as candidatas de todos os partidos de esquerda reuniram quase 500 mil votos, o que corresponde a 1/3 de todos os votos em deputadas estaduais mulheres. Enquanto isso, somente as candidatas do PL concentraram praticamente a mesma quantidade, com uma desvantagem em menos de dois mil votos.

O maior contingente de votos em candidatas de direita revela uma cooptação do discurso político feminino para esse polo, indica Sacchet. “A pauta de aumento na representação de mulheres e de outros grupos sociais subalternizados é historicamente da esquerda, de movimento sociais” avalia a cientista política. “O fato de termos mais mulheres pelo PL me leva a pensar que os partidos de direita estão usando essa pauta estrategicamente para se elegerem”, completa.

Apesar do resultado histórico para as mulheres, a votação em candidatas do gênero feminino ainda é desproporcional no Rio Grande do Sul. Dos 6,1 milhões de votos válidos na eleição para deputado estadual pelo RS, cerca de 1,6 milhão foram em candidatas mulheres, o que corresponde a uma parcela de 26%. Considerando que as mulheres representavam 34% das candidaturas à Assembleia Legislativa – 179 das 528 totais –, é possível perceber uma preferência por candidatos homens por parte do eleitorado gaúcho.

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FONTE:

sul21.com.br

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Por Pedro Stahnke

As sete deputadas estaduais eleitas pelo PL: à esquerda, Adri Cherini; no topo, Kelly Moraes, Adriana Lara e Vanice de Matos; abaixo, Comandante Nádia, Daiane Mello e Ali Klemt | Fotos: Facebook Adri Cherini/Reprodução; Facebook Kelly Moraes/Reprodução; Facebook Adriana Lara/Reprodução; Facebook Vanice de Matos/ Reprodução; Lucas Orso/CMPA; Facebook Daiane Mello/Reprodução; e PL/Reprodução.
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