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Saúde

Mês da mulher: conheça 12 exames essenciais para cuidar da saúde feminina 

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Ginecologista alerta sobre exames preventivos indispensáveis para evitar doenças silenciosas

FreepikMarço é um mês de homenagens e reflexões sobre as conquistas femininas, mas também um momento para reforçar a importância do autocuidado. Manter a saúde em dia, com a realização de exames preventivos, é fundamental para a qualidade de vida da mulher em todas as fases, ajudando a detectar precocemente doenças silenciosas e permitindo um acompanhamento médico adequado.

Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) revelam que o câncer de mama continua sendo o mais incidente entre as brasileiras, com uma estimativa de 74 mil novos casos para o triênio 2023-2025. Já a Pesquisa Nacional de Saúde (PNS), aponta que cerca de 36 milhões de mulheres entre 25 e 64 anos nunca fizeram o exame de Papanicolau – essencial para a detecção precoce do colo de útero.

A ginecologista Luciana de Paiva Nery Soares, do Sabin Diagnóstico e Saúde, reforça a importância dos check-ups regulares: “A prevenção é o melhor caminho para uma vida saudável. Exames periódicos permitem detectar precocemente doenças como câncer de mama e do colo do útero, aumentando as chances de um tratamento eficaz e da cura.”

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Para que o autocuidado faça parte das comemorações do Mês da Mulher, confira os 12 exames essenciais para cada faixa etária e saiba como eles ajudam a prevenir doenças:

Até os 20 anos 
1.     Exame ginecológico – A partir da primeira menstruação ou do início da vida sexual, a consulta ginecológica deve ser realizada anualmente, independente da faixa etária. O médico avalia o histórico clínico da paciente, realiza exame físico e orienta sobre saúde íntima, métodos contraceptivos e prevenção de doenças.

Doenças prevenidas ou detectadas: infecções urinárias recorrentes, infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), síndrome dos ovários policísticos (SOP) e alterações hormonais.
Dos 21 aos 30
2.      Exame de Papanicolau – Deve ser feito anualmente a partir dos 25 anos, ou antes, caso a mulher já tenha iniciado a vida sexual.
Doenças prevenidas ou detectadas: câncer do colo do útero, infecção pelo HPV, inflamações cervicais e outras ISTs.

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3.      Ecografia Pélvica – Indicada para avaliação do útero e ovários, especialmente para acompanhar condições como cistos ovarianos, miomas e endometriose. Pode ser feita via abdominal ou transvaginal, conforme a recomendação médica.
Doenças prevenidas ou detectadas: cistos ovarianos, endometriose, miomas uterinos, pólipos endometriais e alterações anatômicas do útero.
4.      Hemograma e Exames de Rotina – Incluem perfil lipídico (colesterol), glicemia e função renal e hepática. O acompanhamento desses exames permite detectar precocemente doenças como diabetes e alterações cardiovasculares.

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Doenças prevenidas ou detectadas: diabetes tipo 2, colesterol alto, hipertensão arterial, anemia e problemas hepáticos ou renais.
Dos 31 aos 40 anos
5.      Mamografia (se houver indicação médica) – Mulheres com histórico familiar de câncer de mama devem iniciar a mamografia antes dos 40 anos, conforme recomendação médica. E a tomossíntese mamária pode ser indicada para maior precisão diagnóstica.
Doenças prevenidas ou detectadas: câncer de mama em estágios iniciais, nódulos suspeitos e calcificações anormais.

6.      Ecografia das Mamas – Exame complementar à mamografia, especialmente útil para mulheres com mamas densas, ajudando a detectar nódulos e cistos benignos.
Doenças prevenidas ou detectadas: cistos mamários e alterações estruturais da mama.

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7.      Papanicolau e Ecografia Pélvica – Continuam sendo exames essenciais, com frequência definida pelo ginecologista.
Doenças prevenidas ou detectadas: câncer do colo do útero, HPV, infecções ginecológicas, endometriose e miomas.

8.      Exames Hormonais – Avaliam possíveis desequilíbrios hormonais que podem impactar o ciclo menstrual, fertilidade e metabolismo.
Doenças prevenidas ou detectadas: distúrbios da tireoide (hipotireoidismo ou hipertireoidismo), síndrome dos ovários policísticos (SOP), infertilidade e disfunções menstruais.
A partir dos 40 anos
9.      Mamografia anual – A recomendação oficial é iniciar a mamografia de rotina a partir dos 40 anos, mesmo sem histórico familiar de câncer de mama.
Doenças prevenidas ou detectadas: câncer de mama em estágios iniciais, microcalcificações suspeitas e alterações estruturais da mama.

10.  Check-up cardiovascular – Inclui eletrocardiograma, teste ergométrico, colesterol e glicemia, pois o risco de doenças cardiovasculares aumenta nessa fase.
Doenças prevenidas ou detectadas: hipertensão arterial, infarto, AVC, arritmias cardíacas e colesterol alto.

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11.  Densitometria Óssea (se houver fatores de risco) – Indicada para mulheres com histórico familiar de osteoporose ou outras condições que afetam a saúde óssea.
Doenças prevenidas ou detectadas: osteopenia, osteoporose e risco de fraturas.
A partir dos 50 anos
12.  Colonoscopia – Exame indicado para rastreamento do câncer colorretal, devendo ser feito a cada 5 a 10 anos, conforme recomendação médica.
Doenças prevenidas ou detectadas: câncer colorretal, pólipos intestinais e doenças inflamatórias intestinais.

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13.  Densitometria óssea (rotina a cada dois anos) – Fundamental para avaliar a saúde óssea e prevenir fraturas decorrentes da osteoporose.
Doenças prevenidas ou detectadas: osteoporose, fraturas ósseas e osteopenia.
Prevenção além dos exames
Cuidar da saúde da mulher vai além dos exames preventivos. Manter um estilo de vida equilibrado, com alimentação saudável, controle do estresse e prática regular de atividades físicas, é essencial para prevenir doenças e promover bem-estar. “Com acompanhamento médico e exames em dia, é possível garantir mais qualidade de vida e longevidade”, finaliza a ginecologista.

Sobre o Sabin

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Com 40 anos de atuação, o Grupo Sabin é referência em saúde, destaque na gestão de pessoas e liderança feminina, dedicado às melhores práticas sustentáveis e atuante nas comunidades. O Grupo Sabin nasceu em Brasília (DF), fruto da coragem e determinação de duas empreendedoras, Janete Vaz e Sandra Soares Costa, em 1984. Hoje conta com 7.000 colaboradores unidos pelo propósito de inspirar pessoas a cuidar de pessoas.  O grupo também está presente em 14 estados e no Distrito Federal oferecendo serviços de saúde com excelência, inovação e responsabilidade socioambiental às 78 cidades em que está presente com 358 unidades distribuídas de norte a sul do país.

O ecossistema de saúde do Grupo Sabin integra portfólio de negócios que contempla análises clínicas, diagnósticos por imagem, anatomia patológica, genômica, imunização e check-up executivo.  Além disso, contempla também serviços de atenção primária contribuindo para a gestão de saúde de grupos populacionais por meio de programas e linhas de cuidados coordenados, pela Amparo Saúde e plataforma integradora de serviços de saúde – Rita Saúde - solução digital que conta com diversos parceiros como farmácias, médicos e outros profissionais, promovendo acesso à saúde com qualidade e eficiência.

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Mulheres incriveis

Outubro Rosa: tratamento termina, mas medo do câncer pode permanecer

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Alerta é da psicóloga clínica Laís Mutuberria Vieira
Ana Cristina Campos – Repórter da Agência Brasil

As campanhas do Outubro Rosa são tradicionalmente marcadas por informações sobre prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer de mama. Mas existe outra dimensão menos falada: quando o tratamento termina, o medo de a doenças voltar assombra muitas mulheres.

“Enquanto familiares e amigos celebram a remissão e esperam que a vida volte ao normal, a mulher pode continuar convivendo com medos, inseguranças e transformações que não desaparecem com o fim do tratamento”, escreve, em artigo, a psicóloga clínica Laís Mutuberria Vieira.

 

 

 

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Psicóloga Laís Mutuberria Vieira diz que pacientes precisam também de apoio emocional – Foto Laís Mutuberria Vieira/ Arquivo Pessoal

A especialista explica que, durante meses, a mulher enfrenta nova rotina com hospital, médicos, exames. “Consultas e pessoas sempre por perto, acompanhando sua saúde. Quando a quimioterapia e a radioterapia terminam, esse contato diminui e começa nova etapa. Uma etapa cheia de incertezas, de medo de a doença voltar e de transformação na própria vida”, afirma Laís à Agência Brasil.

De acordo com ela, assim como o acompanhamento médico continua importante, o suporte emocional também pode precisar permanecer, respeitando o ritmo de cada mulher e ajudando-a a reconstruir a confiança na própria vida, mesmo sem a possibilidade de eliminar todas as incertezas.

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“A última sessão de quimioterapia ou radioterapia pode marcar o fim de um tratamento, mas não o cuidado com essa mulher, que ainda precisa continuar”.

Segundo a psicóloga, muitos familiares e amigos se afastam para voltar à rotina normal e a mulher, temendo a recidiva da doença, fica marcada pelo medo da solidão.

“Os exames de acompanhamento podem despertar medo, qualquer alteração ou dor pode ser interpretada como reincidência da doença. Essa mulher ainda precisa de apoio”, diz Laís.

Ela lembra que muitas pacientes continuam usando medicação por até cinco anos e sentem fadiga, além de outros efeitos desse tratamento de acompanhamento. “O corpo dessa mulher mudou. Ela tem cicatriz, às vezes perdeu uma mama, ganhou uma nova mama que ela ainda não se identifica. A sexualidade pode mudar, assim como a intimidade com o parceiro e a própria disposição diminui par atividades diárias e para a vida sexual”, afirma.

“Essas mudanças podem afetar a autoestima, o desejo, a sensação de atratividade e a forma como essa mulher se reconhece no espelho, repercutindo também em dimensões mais amplas da sexualidade, como o toque, a espontaneidade, a confiança e a disponibilidade para o vínculo íntimo”, acrescenta.

Renata Reis Pinto, médica mastologista e radiologista, com atuação no Instituto Nacional de Câncer (Inca), lembra que o câncer de mama ainda é uma doença com muitos estigmas. Até hoje, na prática clínica, ela diz que a doença ainda é vista como uma sentença de morte, que traz muitas dúvidas e medo de como será a evolução e do que a paciente terá que enfrentar diante do diagnóstico.

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Para Renata Reis Pinto, médica mastologista e radiologista, doença convive ainda com muitos estigmas – Renata Pinto/ Arquivo Pessoal

Para a médica, providenciar todo um aparato para a paciente falar sobre suas questões é importante até para a evolução do tratamento. “É importante oferecer para a paciente um tratamento multidisciplinar, com uma assistente social que pode ajudar em questões como onde vai ficar o filho enquanto ela está em tratamento, questões sociais relacionadas ao trabalho. A psico-oncologia é de fundamental importância para perceber até que ponto esse medo está sendo tão intenso que a paciente possa necessitar de alguma medicação”, afirma Renata à Agência Brasil.

Josiane Fernandes, 48 anos, de Volta Redonda, no sul fluminense, descobriu o câncer de mama no início de 2025 ao perceber um nódulo na mama esquerda. Em março do ano passado ela confirmou o diagnóstico e começou o tratamento.

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“Eu não contei para ninguém. Eu sofri sozinha. Só contei para meu marido depois de fazer a biópsia. Meu tratamento com cirurgia, quimioterapia e imunoterapia

 

 

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Para Renata Reis Pinto, médica mastologista e radiologista, doença convive ainda com muitos estigmas – Renata Pinto/ Arquivo Pessoal

Para a médica, providenciar todo um aparato para a paciente falar sobre suas questões é importante até para a evolução do tratamento. “É importante oferecer para a paciente um tratamento multidisciplinar, com uma assistente social que pode ajudar em questões como onde vai ficar o filho enquanto ela está em tratamento, questões sociais relacionadas ao trabalho. A psico-oncologia é de fundamental importância para perceber até que ponto esse medo está sendo tão intenso que a paciente possa necessitar de alguma medicação”, afirma Renata à Agência Brasil.

Josiane Fernandes, 48 anos, de Volta Redonda, no sul fluminense, descobriu o câncer de mama no início de 2025 ao perceber um nódulo na mama esquerda. Em março do ano passado ela confirmou o diagnóstico e começou o tratamento.

“Eu não contei para ninguém. Eu sofri sozinha. Só contei para meu marido depois de fazer a biópsia. Meu tratamento com cirurgia, quimioterapia e imunoterapia

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Após o fim do tratamento do câncer, Josiane continua o acompanhamento médico. “O tratamento pode terminar, mas o medo nem sempre termina junto. Até hoje, numa consulta de rotina, num exame, eu entro em pânico. Parece que volta tudo o que eu vivi. As pessoas que passam por um câncer deveriam ter um cuidado no pós-tratamento. Existe vida depois do câncer, mas essa vida precisa ser reconstruída”, completa Josiane.

Segundo a estimativa do Inca para este ano, o tumor mais incidente entre as mulheres é o de mama, com 30% dos casos. O número estimado de casos novos da doença no Brasil, para cada ano do triênio de 2026 a 2028, é de 78.610 casos, com risco estimado de 71,57 casos novos a cada 100 mil mulheres.

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